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Idade Contemporânea

A Idade Contemporânea é um dos períodos da História, segundo a periodização clássica que passou a ser utilizada pelos historiadores no século XIX. Iniciou-se em 14 de julho de 1789, quando a Bastilha foi tomada pela população parisiense, evento que deu início à Revolução Francesa, e estende-se até os dias de hoje.

Acesse também: Monarquia – forma de governo mais antiga e em vigência no mundo

Periodização

A Idade Contemporânea, dentro da periodização utilizada pelos historiadores para dividir-se a História, inicia-se em 1789. Essa periodização estabeleceu-se no século XIX, tendo relação com a transformação da História em matéria de ensino, a partir do século XVIII, quando passou a ser ensinada em escolas e universidades.

Segundo o historiador Jacques Le Goff, essa divisão é uma ferramenta utilizada pelos historiadores para dar-se um sentido ao estudo do desenrolar das coisas, além de ter sido pensada como uma forma de dar-se um sentido de evolução das sociedades. Ele ainda coloca que a periodização ajuda a entender as mudanças que aconteceram com o passar do tempo|1|.

Existiram uma série de modelos de periodização propostos por diferentes intelectuais durante as idades Média e Moderna. O atual modelo é bastante conhecido no mundo, sendo responsável por dividir a História em: Pré-História, Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea. Caso queira saber mais sobre a composição dessa ferramenta, leia: A divisão da História.

Entendendo a Idade Contemporânea

A queda da Bastilha, em 1789, foi o evento escolhido pelos historiadores para inaugurar-se a Idade Contemporânea.

A Idade Contemporânea é o atual período da história e teve seu início com a queda da Bastilha, evento que aconteceu em 14 de julho de 1789 e deu início à Revolução Francesa. Esse período ficou marcado pela consolidação do capitalismo, por meio da industrialização da Inglaterra, um desdobramento direto da Revolução Industrial.

Além disso, a Idade Contemporânea é marcada como um período de desenvolvimento da razão e sua consolidação como principal forma de enxergar o mundo. Isso aconteceu sobretudo por conta dos ideais iluministas que defendiam a primazia da razão humana. Isso resultou, sobretudo nos países ocidentais, num processo de laicização da sociedade, ou seja, os assuntos do Estado foram desvinculando-se das questões religiosas.

Na Idade Contemporânea, viu-se num grande desenvolvimento tecnológico e científico, e novas máquinas foram criadas em diferentes áreas. Assim, armas mais letais foram trabalhadas, e o motor à explosão foi criado, permitindo-se a invenção do automóvel. No campo da ciência, novos medicamentos surgiram, como os antibióticos, permitindo-se um aumento na longevidade dos seres humanos.

Novas formas de governo estabeleceram-se, e as monarquias absolutistas começaram a ser substituídas pelas monarquias constitucionais. No longo prazo, a república consolidou-se como a principal forma de governo no mundo. Por fim, conceitos como Direitos Humanos consolidaram-se a partir do século XX.

O século XX também ficou marcado como um dos períodos mais violentos da história da humanidade. Guerras aconteceram em todas as partes do mundo, destacando-se as duas guerras mundiais. Genocídios aconteceram e armas terríveis foram testadas pela primeira vez. Ideologicamente, esse século também foi marcado pela rivalidade entre capitalismo e socialismo.

Acesse também: Guerras Árabe-Israelenses - um dos conflitos mais marcantes do século XX

Brasil na Idade Contemporânea

O mundo todo passou por transformações significativas na Idade Contemporânea, e o Brasil não foi exceção. Nosso país começou a Idade Contemporânea como uma colônia portuguesa, e, no final do século XVIII, não existia ainda um sentimento nacional forjado no território brasileiro. As tentativas de separatismo que existiam aqui eram iniciativas regionalizadas porque as pessoas ainda não se viam como brasileiras.

A independência do Brasil deu-se quando as relações com Portugal tornaram-se insustentáveis, e os interesses dos dois lados, diversos. O Brasil organizou-se como monarquia, sendo governado por d. Pedro I e d. Pedro II. Foi nesse período que o país consolidou-se territorialmente, pois os separatismos foram derrotados de forma definitiva.

Um sentimento nacionalista, no entanto, só foi ser reforçado aqui no século XX, principalmente porque esse era um desejo dos defensores da república que tomaram o poder no Brasil no final do século XIX.

A organização e o desenvolvimento do Brasil foram limitados aos interesses de uma elite formada, principalmente, por grandes fazendeiros. Isso fez do Brasil uma nação extremamente desigual, e um sintoma claro disso foi o fato de que o trabalho escravo em nosso país ter existido até as portas do século XX.

O autoritarismo também se consolidou como uma prática comum da sociedade brasileira. A primeira Constituição (de 1824) foi resultado do autoritarismo de d. Pedro I; as rebeliões provinciais foram esmagadas pela força; a república instaurou-se por meio de um golpe e teve o autoritarismo como elemento central ao longo de sua existência, estando presente em diversos governos.

Ao final do século XX, o Brasil retomou o caminho da construção de um país mais democrático, promulgando a Constituição mais avançada de nossa história e promovendo tentativas, ainda que tímidas, de inclusão de grupos historicamente marginalizados de nossa história.

Acesse também: A abolição resolveu o problema vivido pelos negros no Brasil?

Principais acontecimentos da Idade Contemporânea

O regime nazista foi um dos regimes totalitários que existiram no século XX.[1]

A Idade Contemporânea é um período que engloba acontecimentos de mais de 200 anos de história, portanto, é cheia de momentos marcantes que geraram transformações significativas no planeta. Quanto ao Brasil, toda a nossa história, enquanto uma nação independente, desenrolou-se nela.

Por ser um período longo e cheio de acontecimentos, listamos aqui alguns dos mais marcantes de cada um dos seus séculos:

Nota

|1| LE GOFF, Jacques. A História deve ser dividida em pedaços? São Paulo: Editora Unesp, 2015. p. 12.

Créditos da imagem

[1] Everett Collection e Shutterstock

Por Daniel Neves Silva

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