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Comunismo

Saiba o que é o comunismo e que importância tem essa ideologia política.

Vladimir Lênin foi um dos principais expoentes do comunismo Vladimir Lênin foi um dos principais expoentes do comunismo

Quando estudamos os conteúdos referentes ao período da Idade Contemporânea, vemos inúmeras vezes as expressões: “comunista”, “comunismo”, “luta de classes”, “revolução proletária” e outras similares. Elas são mencionadas normalmente no contexto político dos séculos XIX e XX. Mas o que elas indicam? Qual é o significado de comunismo? É uma simples postura política ou algo mais radical que isso?

O comunismo foi elaborado pelos alemães Karl Marx e Friedrich Engels a partir do final da década de 1840. Mais do que uma simples postura política e ideológica, o comunismo é um modo de conceber uma transformação radical da realidade. Não é possível, portanto, apartar o comunismo da ideia de revolução – no sentido de transformação violenta e radical. Essa transformação seria, segundo os comunistas, realizada por um agente histórico especial: “o proletariado”, isto é, a massa de trabalhadores, que, ainda segundo os comunistas, deveriam tomar “consciência de classe” e perceber sua “condição de explorado”. Ao perceber isso, o proletário estaria pronto para expropriar (retirar a posse) a propriedade privada e os meios de produção (maquinários industriais e tudo aquilo que transforma a matéria-prima em produto) da denominada “classe dominante”.

O objetivo dessas ações seria, segundo os comunistas, alcançar uma “sociedade sem classes”, um futuro em que o mundo se veria livre da exploração do homem pelo homem. Mas, para tanto, como dito no parágrafo anterior, a ação revolucionária comunista não poderia esquivar-se do emprego da violência. Desde seu início, o comunismo tinha ciência de que aqueles que se opusessem ao seu projeto de alcançar um estágio pretensamente igualitário e perfeito da humanidade, que quisessem “manter a ordem social vigente” e não se comprometessem com a revolução estariam sujeitos à violência.

Isso fica explícito no último parágrafo do “Manifesto Comunista”, escrito por Marx e Engels, em 1848: “Os comunistas recusam-se a dissimular suas visões e suas intenções. Declaram abertamente que seus objetivos só podem ser alcançados pela derrubada violenta de toda a ordem social vigente até aqui. Que tremam as classes dominantes em face de uma revolução comunista. Nela os proletários nada têm a perder senão as suas cadeias. Eles têm um mundo a ganhar”. [1]

Sob o pretexto de tornar perfeita a sociedade, acabar com a injustiça social e transformar o mundo, o comunismo começou, desde a segunda metade do século XIX, a levar a cabo uma série de tentativas revolucionárias. Mas foi só no século XX, com a Revolução Bolchevique de 1917 liderada por Lênin, na Rússia, que os comunistas conseguiram tomar de assalto um país inteiro e, a partir da formação de um exército revolucionário, espalhar o comunismo para meio continente. A história do comunismo revolucionário, a despeito das defesas que se faça à luta pelas causas sociais, sempre foi acompanhada de ações violentas e arbitrárias, cerceadoras da liberdade individual.

NOTAS

[1] MARX e ENGELS. Manifesto do Partido Comunista. Estudos Avançados 12 (34), 1998. p.


Por Me. Cláudio Fernandes

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