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União Soviética

A União Soviética surgiu em 1922, sendo consequência da transformação da Rússia em uma nação socialista. Fragmentou-se em 15 diferentes nações em 1991.

Bandeira da União Soviética. A União Soviética foi a maior potência socialista do mundo no século XX.

A União Soviética foi uma nação que surgiu em 1922 como consequência direta da Revolução Russa de 1917, acontecimento que transformou a Rússia na primeira nação socialista da história. A União Soviética foi a grande potência socialista do mundo no século XX, liderando o bloco de nações socialistas ao longo da Guerra Fria.

Foi inicialmente governada por Lenin e teve em Stalin um de seus principais governantes. A partir da década de 1970, uma crise econômica afetou a União Soviética, e esse país não conseguiu recuperar-se dela. O último governante soviético foi Mikhail Gorbachev, que renunciou em dezembro de 1991, resultando no fim desse país.

Veja também: Comunismo — ideologia política definida como o resultado do socialismo

Resumo sobre a União Soviética

  • A União Soviética foi fundada em dezembro de 1922 como resultado da união das nações soviéticas do antigo Império Russo.

  • Durante o governo de Stalin, a União Soviética passou por uma rápida industrialização.

  • A União Soviética foi a principal força a resistir contra a Alemanha nazista ao longo da Segunda Guerra Mundial.

  • Foi a nação que liderou o bloco socialista durante a Guerra Fria.

  • Deixou de existir em dezembro de 1991, logo após a renúncia de Mikhail Gorbachev.

Videoaula sobre a União Soviética

Quando surgiu a União Soviética?

A União Soviética surgiu no final de 1922, quando as repúblicas soviéticas surgidas no território do Império Russo após a Revolução de Outubro de 1917 decidiram se unir e formar a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). A junção dessas repúblicas se deu após a Guerra Civil Russa, conflito em que os bolcheviques lutaram contra as forças contrarrevolucionárias que invadiram o país em 1918.

Nações que formavam a União Soviética

A União Soviética existiu até dezembro de 1991, quando fragmentou-se em 15 diferentes nações. Nem todas essas nações faziam parte do território soviético originalmente, pois houve casos de nações serem anexadas ao território posteriormente.

As 15 nações que formavam a União Soviética eram as seguintes:

  1. Rússia

  2. Ucrânia

  3. Belarus

  4. Estônia

  5. Letônia

  6. Lituânia

  7. Armênia

  8. Geórgia

  9. Moldávia

  10. Azerbaijão

  11. Cazaquistão

  12. Tadjiquistão

  13. Quirguistão

  14. Turcomenistão

  15. Uzbequistão

Líderes da União Soviética

Quando a União Soviética surgiu, Lenin ainda era o governante, embora sua saúde estivesse cada vez mais debilitada. A União Soviética surgiu como consequência da Revolução de Outubro de 1917, que levou os bolcheviques ao poder. Com isso, a Rússia tornou-se socialista e Lenin tornou-se o governante russo. Permaneceu no poder até sua morte, em janeiro de 1924.

Lenin foi importante porque conseguiu sustentar os bolcheviques no poder durante o período da Guerra Civil Russa e deu início à recuperação econômica da Rússia. Com o falecimento de Lenin, uma intensa disputa pelo poder se iniciou nos quadros do Partido Comunista da União Soviética.

Os principais postulantes ao poder eram Josef Stalin, burocrata importante do partido, e Leon Trotsky, líder do Exército Vermelho durante os anos da Guerra Civil Russa. Outras figuras que almejaram o poder soviético foram Grigori Zinoviev e Lev Kamenev. Entre 1924 e 1927, houve uma grande indefinição sobre quem comandaria a União Soviética, embora Stalin, por exemplo, tivesse acesso ao poder soviético nesse período.

No final, Stalin conseguiu usar a sua influência para conquistar o poder e usou suas prerrogativas como líder para perseguir seus adversários políticos. O próprio Trotsky foi expulso da União Soviética, em 1929, e anos depois, em 1940, foi assassinado por um agente do governo soviético no México.

A lista total dos governantes soviéticos é a seguinte:

  1. Vladimir Lenin (1917-1924)

  2. Josef Stalin (1924-1953)

  3. Nikita Kruschev (1953-1964)

  4. Leonid Brejnev (1964-1982)

  5. Yuri Andropov (1982-1984)

  6. Konstantin Chernenko (1984-1985)

  7. Mikhail Gorbachev (1985-1991)

Stalinismo e a Segunda Guerra Mundial

O governo de Stalin, conhecido como stalinismo, foi um dos momentos mais importantes da União Soviética. Esse governo ficou caracterizado por seu autoritarismo, sendo um momento de perseguição a diversas minorias étnicas, bem como de perseguição aos opositores de Stalin, com destaque para o período do Grande Expurgo.

Durante o Grande Expurgo, milhares de pessoas foram enviadas para gulags, campos de trabalho forçado, ou enviadas para execução sumária sem um julgamento. Essas punições se davam para indivíduos considerados “traidores” da União Soviética. O governo de Stalin também ficou marcado pela coletivização da agricultura, resultando em uma grande crise de fome em partes da União Soviética.

Stalin também promoveu uma campanha de industrialização da União Soviética por meio dos planos quinquenais. Com esses planos, a União Soviética tornou-se uma grande potência industrial. O seu governo também recebeu os créditos pela resistência obstinada contra os nazistas na Segunda Guerra Mundial, contribuindo bastante para a derrota alemã nesse conflito.

Guerra Fria

Ao final da Segunda Guerra Mundial, a União Soviética era uma potência militar e econômica junto aos Estados Unidos. As duas nações deram início a uma disputa político-ideológica em que estava em jogo a hegemonia de uma delas no planeta. Essa disputa travada entre União Soviética e Estados Unidos recebeu o nome de Guerra Fria.

Ao longo da Guerra Fria, a tensão no planeta foi elevada diante da possibilidade de um conflito material entre as duas nações, que disputavam a hegemonia em diferentes campos: na tecnologia, nos armamentos e na força bélica, nos esportes, na geopolítica, entre outros. Houve um investimento maciço das duas nações em armamentos, especialmente em armas nucleares.

As duas nações disputaram zonas de influência geopolítica, o que levou a uma série de conflitos indiretos entre os dois lados, como:

Um dos momentos mais tensos dessa disputa aconteceu em 1962, quando uma grande crise diplomática se iniciou porque a inteligência norte-americana descobriu que os soviéticos estavam instalando uma base de mísseis em Cuba. Essa crise quase levou a uma guerra material entre as duas nações e foi resolvida com a desmontagem da base soviética em Cuba. Os Estados Unidos também se comprometeram em desmontar uma base de mísseis na Turquia.

Saiba mais: Domingo Sangrento e a Revolução Russa de 1905

Fim da União Soviética

A década de 1970 deu início a uma forte crise econômica que se agravou na década seguinte e resultou no fim da União Soviética em 1991. A economia soviética dava indícios de estar obsoleta, e os governos soviéticos não conseguiram dar respostas a isso. A situação acabou sendo mascarada pelos ganhos soviéticos com a venda de commodities, como o petróleo.

O envolvimento da União Soviética com a Guerra do Afeganistão só aumentou os gastos desnecessários do país, o que teve forte impacto na sua economia. Durante o governo de Mikhail Gorbachev, o último governante soviético, foram realizadas duas tentativas de reforma no país.

A glasnost e a perestroika foram propostas que tentaram realizar uma reforma política e econômica no país, mas ambas não tiveram muito sucesso. Na verdade, a economia soviética continuou em crise e a autoridade política de Gorbachev começou a ser abertamente questionada. O poderio da União Soviética sobre o bloco socialista na Europa começou a desmoronar.

Em 1991, um golpe militar tentou derrubar Gorbachev do poder, mas esse golpe fracassou. O fim da União Soviética aconteceu quando os movimentos nacionalistas começaram a ganhar força no interior do país. Quando Rússia, Belarus e Ucrânia declaram a sua independência, Gorbachev renunciou. Era o dia 25 de dezembro de 1991, o fim da União Soviética.

Por Daniel Neves Silva

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