Qual matéria está procurando ?

História

História

Atentado de 11 de setembro

O 11 de setembro foi um dos acontecimentos mais marcantes do século XXI. Nesse dia, no ano de 2001, dezenove terroristas vinculados a uma organização terrorista chamada Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais e os lançaram contra construções importantes nos Estados Unidos. Ao todo, o atentado resultou na morte de quase três mil pessoas e gerou uma reação imediata do governo estadunidense.

Acesse também: Conheça a organização terrorista por trás da fundação de um califado no Iraque

O que aconteceu no dia 11 de setembro?

Nesse dia, em 2001, foram realizados atentados terroristas contra dois prédios importantes nos Estados Unidos. Os terroristas tinham três alvos (só conseguiram acertar dois dos três alvos) naquele dia:

  • Torres Gêmeas: dois prédios com mais de 400 metros de altura que faziam parte do World Trade Center, complexo financeiro que ficava em Nova Iorque.

  • Pentágono: sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, localizado em Washington.

  • Capitólio: sede do Legislativo dos Estados Unidos, também localizado em Washington.

Em 11 de setembro de 2001, dois aviões comerciais foram lançados sobre as Torres Gêmeas, localizadas em Nova Iorque. [1]
Em 11 de setembro de 2001, dois aviões comerciais foram lançados sobre as Torres Gêmeas, localizadas em Nova Iorque. [1]

Para o ataque, 19 terroristas foram treinados pela Al-Qaeda, uma organização terrorista conhecida por ter realizado uma série de atentados ao longo de sua existência. Os terroristas embarcaram em quatro aeronaves diferentes e, depois que estavam em voo, anunciaram o sequestro, renderam a tripulação e redirecionaram os voos para seus alvos.

Os quatro voos sequestrados partiam de Newark, Boston e Washington e direcionavam-se para Los Angeles e São Francisco. O primeiro avião sequestrado decolou de Boston e foi lançado contra a Torre Norte, uma das Torres Gêmeas, no World Trade Center (WTC).

O segundo avião foi lançado contra a Torre Sul do WTC; o terceiro foi lançado contra o Pentágono, e o quarto avião seria lançado contra o Capitólio, mas os passageiros desse avião reagiram contra os sequestradores e impediram que ele fosse jogado contra o seu alvo. Os terroristas, encurralados pelos passageiros, derrubaram o avião na zona rural de uma cidade da Pensilvânia.

Esses acontecimentos ocorreram de maneira sucessiva, e o intervalo entre o primeiro e o quarto avião foi de apenas 77 minutos. As autoridades americanas não conseguiram prever o acontecimento e, quando o primeiro avião foi lançado, a situação nos Estados Unidos por alguns instantes foi de caos.

Por causa do ataque contra as Torres Gêmeas, elas se incendiaram, e o impacto dos aviões somado aos incêndios fez as duas torres desmoronar: a primeira, às 09:59, e a segunda, às 10:28. As imagens do desmoronamento das Torres Gêmeas estão entre as mais famosas do atentado.

O 11 de setembro foi o maior atentado terrorista que os Estados Unidos sofreu em toda a sua história. Além da destruição material e do impacto psicológico nos sobreviventes, o atentado resultou em milhares de mortos. As autoridades dos Estados Unidos afirmaram que o saldo do atentado foi de 2996 mortos, entre as vítimas de Nova Iorque, do Pentágono, dos aviões (passageiros e tripulação) e os terroristas.

Acesse também: Entenda os fatores que iniciaram um grande conflito que abalou o Oriente Médio

Autores e causas do atentado

Veja agora quem organizou e ordenou o ataque e quais fatores motivaram os terroristas a realizá-lo.

  • Autores

O atentado foi realizado pela Al-Qaeda, uma organização terrorista que surgiu na década de 1980 durante a Guerra do Afeganistão (de 1979). A Al-Qaeda era liderada por Osama bin Laden, árabe milionário e um dos fundadores da organização, e esteve envolvida em uma série de ataques terroristas, além de apresentar ramificações em diversas partes do mundo.

Além de Osama bin Laden, outro nome importante na preparação dos ataques foi o do kuwaitiano Khalid Sheikh Mohammed. Esse kuwaitiano, que pertencia ao ramo da Al-Qaeda instalado no Paquistão, foi considerado o arquiteto do atentado e também o responsável por uma série de outros atentados terroristas. Ele se envolveu com outro atentado contra o World Trade Center, que foi realizado com um carro-bomba, em 1993.

  • Causas

O atentado realizado pela Al-Qaeda teve como motivação o ódio cultivado por Osama bin Laden contra os Estados Unidos. Ele alegou que o ataque era motivado pela presença de tropas americanas no Oriente Médio, pela interferência americana em países muçulmanos e pelo apoio que os americanos davam a Israel.

A trajetória de Osama bin Laden com o fundamentalismo islâmico (ideais surgidos por meio de uma interpretação radical dos preceitos do islamismo) remonta à Guerra do Afeganistão de 1979, quando os americanos passaram a financiar rebeldes contra o governo afegão. Depois que os soviéticos invadiram o Afeganistão, Osama bin Laden foi convidado a aderir à luta contra os soviéticos e, assim, entrou para o submundo do radicalismo islâmico.

Por causa do seu envolvimento na guerra, ele foi motivado a criar sua própria organização e, por isso, no final da década de 1980, fundou a Al-Qaeda. Bin Laden resolveu voltar-se contra os americanos depois que o governo da Arábia Saudita decidiu contar com a ajuda de tropas norte-americanas em vez de tropas da Al-Qaeda, durante a Guerra do Golfo.

Por essa razão, Osama bin Laden criou uma forte relação de inimizade com os Estados Unidos, passando a alimentar a ideia de vingança. No final da década de 1990, apresentaram-lhe a ideia de realizar o atentado que hoje chamamos de Atentado de 11 de setembro. A partir daí o ataque começou a ser planejado.

Acesse também: Origens do islamismo, a segunda maior religião do planeta

Consequências

O atentado de 11 de setembro resultou em inúmeras consequências, que vão além da quantidade de mortos e da destruição material que causou. Esse atentado mudou radicalmente as medidas de seguranças para voos, não só nos Estados Unidos, mas em todo o mundo, e fez com que os Estados Unidos criassem uma legislação antiterrorismo bastante rígida.

Na época do atentado, os Estados Unidos eram governados por George W. Bush.[2]
Na época do atentado, os Estados Unidos eram governados por George W. Bush.[2]

O presidente americano na época, George W. Bush, deu início à Guerra ao Terror, um combate ao terrorismo que foi realizado no Oriente Médio. O primeiro alvo dos norte-americanos foi o Afeganistão, uma vez que o Talibã, o grupo que governava esse país, dava abrigo à Al-Qaeda e a Osama bin Laden.

As tropas americanas derrubaram o governo que abrigava Osama bin Laden, mas a um custo de vidas humanas elevadíssimo. Até hoje o Afeganistão sofre com a instabilidade causada pela invasão norte-americana em 2001, e a quantidade de civis que morreram por conta dessa guerra está na casa de milhares de pessoas.

Os Estados Unidos também iniciaram uma caçada contra os dois grandes nomes do atentado de 11 de setembro. Khalid Sheikh Mohammed foi preso pelos Estados Unidos em 2003 e, hoje, está na prisão de Guantánamo à espera de seu julgamento, que acontecerá em 2021. Osama bin Laden foi caçado pelo governo americano durante anos e morto por tropas dos EUA em 2011.

Créditos das imagens:

[1] Ken Tannenbaum e Shutterstock

[2] Joseph August e Shutterstock

Por Daniel Neves Silva

Você pode se interessar também

Geografia

Estados Unidos

História

Estado Islâmico

História

Islamismo

História

Guerra Civil na Síria

Últimos artigos

Lobisomem

O lobisomem é um homem amaldiçoado com a condição de se transformar em um ser violento, que é metade homem e metade lobo, todas as noites de lua cheia.

Sarampo

O sarampo é uma virose que pode desencadear complicações e até mesmo a morte. Causa febre, manchas no corpo e mal-estar.

Bicho-preguiça

Bicho-preguiça, também conhecido apenas por preguiça, é um animal vertebrado, mamífero, pertence à superordem Xenarthra, e habita desde a América Central até a América do Sul.

USMCA

A nova atualização do acordo trilateral entre Estados Unidos, México e Canadá foi chamada de USMCA. Esse acordo representa uma modernização da zona de livre comércio.