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Répteis

Réptil é um termo utilizado para referir-se a animais com pele grossa, com respiração pulmonar e que, geralmente, botam ovos, como as serpentes, os crocodilos e as tartarugas. O nome réptil vem do latim reptare, que significa “rastejar”, fazendo, portanto, referência à forma de locomoção de alguns de seus representantes. Atualmente se considera que existam mais de nove mil espécies de répteis espalhadas por várias partes do planeta, com exceção dos pólos. O Brasil destaca-se como o possuidor da terceira maior riqueza mundial desse grupo de animais.

Leia também: Cobra ou serpente? Compreenda a diferença entre os termos

Características gerais dos répteis

Os répteis são animais amniotas, tetrápodes e ectotérmicos. Damos o nome de amniotas aos animais que apresentam embriões envolvidos pela membrana amniótica, de tetrápodes aos animais que apresentam quatro membros, e de ectotérmicos àqueles que não são capazes de manter a temperatura do corpo constante utilizando-se de seu metabolismo.

O fato dos répteis serem animais ectotérmicos é o motivo pelo qual são chamados de animais de “sangue frio” e de não serem capazes de viver em regiões muito frias, como os polos. Para aquecerem seu corpo, os répteis precisam expor-se ao Sol, e para resfriarem-no, precisam esconder-se dele.

Os répteis apresentam adaptações que garantem sua sobrevivência no ambiente terrestre, tais como a pele grossa.
  • Sistema digestório dos répteis

Os répteis são animais que possuem sistema digestório completo, iniciando-se em boca e finalizando-se em cloaca — uma câmara em que se desembocam os sistemas reprodutor e excretor e o trato digestório. A alimentação nesse grupo de animais é bastante variável, porém a maioria é carnívora.

As formas de captura das presas também variam entre as espécies. Algumas serpentes, por exemplo, apresentam venenos potentes, que matam rapidamente sua vítima. Para engolir grandes presas, algumas serpentes são capazes de abrir a boca quase 180º. Não podemos deixar de citar também os crocodilos, que apresentam a mordida mais forte do reino animal, e as jiboias, que matam suas presas por constrição do corpo.

  • Sistema respiratório dos répteis

Os répteis são animais que apresentam exclusivamente respiração pulmonar. Até mesmo as tartarugas marinhas, que ficam grande parte de sua vida no ambiente aquático, apresentam esse tipo de respiração, tendo que subir à superfície para conseguirem respirar.

  • Sistema excretor dos répteis

Os répteis apresentam, como órgãos responsáveis pela excreção, os rins. O principal produto da excreção nitrogenada é o ácido úrico.

  • Sistema circulatório dos répteis

Os répteis são animais que apresentam circulação dupla (sangue passa duas vezes pelo coração para realizar um circuito completo), fechada (sangue corre exclusivamente no interior dos vasos) e incompleta (sangue rico em oxigênio encontra sangue pobre em oxigênio). O coração dos répteis apresenta algumas diferenças dentro do próprio grupo.

Em répteis não crocodilianos, esse órgão tem dois átrios e um ventrículo parcialmente dividido. Já em répteis crocodilianos, o ventrículo apresenta-se completamente dividido e, portanto, o coração tem quatro cavidades. Apesar das quatro cavidades, o sangue rico em oxigênio entra em contato com o sangue pobre em oxigênio na saída do coração, em uma região denominada forame de Panizza.

  • Reprodução dos répteis

Os répteis são animais que apresentam sexos separados, ou seja, existem machos e fêmeas. A fecundação é interna, e a maioria das espécies bota ovos, sendo, portanto ovípara. Vale destacar que existem também representantes ovovivíparos e vivíparos.

O ovo dos répteis possui uma casca grossa, a qual é fundamental para evitar o ressecamento. Além disso, apresenta quatro membranas extraembrionárias: alantoide, córion, âmnion e saco vitelínico.

O alantoide apresenta a função de armazenar as excretas nitrogenadas e atuar nas trocas gasosas. O córion participa das trocas gasosas. O âmnion é uma membrana que delimita a cavidade amniótica, a qual é preenchida pelo líquido amniótico, que banha o embrião, garantindo proteção contra ressecamento e choques mecânicos. Por fim, o saco vitelínico armazena nutrientes necessários para o desenvolvimento do embrião.

Adaptações dos répteis ao ambiente terrestre

Os répteis são considerados os primeiros vertebrados a ocuparem definitivamente o ambiente terrestre. Esses animais conseguiram essa conquista devido a uma série de adaptações importantes, como:

  • Respiração pulmonar em todos os representantes do grupo;

  • Epiderme grossa com escamas ou placas ósseas, o que evita a perda exagerada de água pelo organismo;

  • Ovo com casca que protege o embrião, evitando o seu dessecamento, e reservas, que garantem a nutrição;

  • Fecundação interna em todos os representantes, evitando, desse modo, a dessecação dos gametas.

Classificação dos répteis

Os répteis podem ser classificados em quatro grupos: Testudines (tartarugas e jabutis), Squamata (lagartos e serpentes), Crocodylia (crocodilos e jacarés) e Rhynchocephalia (tuatara).

  • Testudines

Os testudines ou quelônios apresentam casco e bico córneo.

Testudines ou quelônios são um grupo de répteis em que estão incluídos os cágados, jabutis e tartarugas. Nesses animais, a característica marcante é a presença de um casco. A porção dorsal do casco recebe o nome de carapaça, enquanto a parte ventral é denominada plastrão. O casco é importante para garantir-se proteção ao corpo do animal. Nos testudines, os dentes estão ausentes, sendo observada a presença de um bico córneo resistente que ajuda o animal em sua alimentação.

Leia também: Diferenças entre tartaruga, jabuti e cágado

  • Squamata

As serpentes são capazes de ingerir presas de grandes proporções, devido a sua capacidade de grande abertura da boca.

Squamata ou escamados são um grupo de répteis que, como o próprio nome indica, apresentam o corpo recoberto por escamas. Nesse grupo estão incluídas as serpentes e os lagartos. As serpentes são animais muito temidos, principalmente pelo fato de que algumas espécies apresentam venenos poderosos e até mesmo letais. A taipan-do-interior, por exemplo, é uma serpente que apresenta um veneno capaz de matar mais de 100 pessoas. Entretanto, muitas serpentes não possuem venenos, como é o caso da jiboia, que mata a presa por constrição.

Vale destacar que não são somente as serpentes possuem veneno. O dragão-de-komodo, uma espécie de lagarto, também possui glândulas de veneno. Por muito tempo, acreditava-se que a mordida do dragão-de-komodo levava a presa a óbito devido à quantidade de bactérias presentes em sua boca, porém pesquisas recentes mostraram que ele também é capaz de produzir veneno.

  • Crocodylia

Os crocodilianos têm uma mordida muito poderosa.

Os crocodilianos incluem crocodilos e jacarés. Esses animais vivem em regiões de temperatura mais alta e que, geralmente, apresentam grande quantidade de chuvas ou rios, lagos, estuários e mares pouco profundos. Esses animais possuem um corpo que lembra o de um lagarto, crânio alongado e uma mordida muito forte, que esmaga facilmente os ossos de suas presas. Os crocodilianos, geralmente, capturam sua presa por meio de emboscada.

Leia também: Diferença entre crocodilo e jacaré

  • Rhynchocephalia

As tuataras são encontradas na Nova Zelândia.

Rhynchocephalia é um grupo de répteis que, diferentemente dos outros grupos estudados, apresenta apenas um representante, conhecido como tuatara. Esses animais vivem apenas na Nova Zelândia. Possuem cerca de 50 cm de comprimento e uma alimentação que inclui insetos, ovos e pequenos lagartos.

Por Vanessa Sardinha dos Santos

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