Qual matéria está procurando ?

Português

Português

Concordância verbal e nominal

A concordância verbal e nominal é feita com base em algumas regras. O verbo concorda em número e pessoa com o sujeito. O substantivo concorda em número e gênero com o adjunto adnominal.

Dois quadros com o conceito de concordância nominal e concordância verbal e exemplos. Diferenças entre concordância verbal e nominal. (Créditos: Isa Galvão | Escola Kids)

Concordância verbal e nominal diz respeito às regras que existem para o verbo concordar com o sujeito e para o nome concordar com o adjunto adnominal. O verbo é o termo que expressa ação ou estado. Ele deve concordar em número (singular ou plural) e pessoa (eu, tu, ele ou ela, nós, vós, eles ou elas) com o sujeito (elemento que pratica ou sofre a ação verbal). Isso é chamado de concordância verbal.

O substantivo é o termo que nomeia seres e coisas existentes ou imaginários. Ele deve concordar em número (singular ou plural) e gênero (masculino ou feminino) com o adjunto adnominal, ou seja, com os termos relacionados a ele (artigo, adjetivo, numeral ou pronome). Isso é chamado de concordância nominal.

Leia também: Como identificar o sujeito e o predicado da oração?

Resumo sobre concordância verbal e nominal

  • Concordância verbal e concordância nominal fazem referência, respectivamente, ao verbo e ao substantivo, ou seja, à pessoa e ao número do verbo, e ao número e ao gênero do substantivo.

  • A concordância verbal é a harmonia entre verbo e sujeito, os quais concordam em número e pessoa.

  • A concordância nominal é a harmonia entre o substantivo e o adjunto adnominal, os quais concordam em número e gênero.

  • Os principais tipos de concordância verbal são:

    • sujeito simples com o verbo: “O balão caiu na praia”;

    • sujeito composto com o verbo: “Vento e folhas bailaram no ar”.

  • Os principais tipos de concordância nominal são:

    • substantivo com adjunto adnominal: “Aquela bola vermelha”;

    • sujeito com predicativo do sujeito: “A bola era redonda”;

    • objeto direto com predicativo do objeto: “Considerei o livro fantástico”.

  •  Existem casos especiais de concordância verbal e nominal.

O que é concordância verbal e nominal?

A concordância verbal é a harmonia entre o verbo e o sujeito. Isso quer dizer que esses dois elementos concordam em número (singular ou plural) e pessoa (eu, tu, ele ou ela, nós, vós, eles ou elas).

Observe esta frase:

Amanda e eu somos amigas.

Veja que a expressão “Amanda e eu” pode ser substituída por “nós” (primeira pessoa do plural). Assim, o verbo “somos” também fica na primeira pessoa do plural:

Nós somos amigas.

Mas se você disser ou escrever “Nós é amigas”, a frase fica sem concordância verbal, já que o verbo “é” está na terceira pessoa do singular, ou seja, concordando com ela ou ele:

Ela é amiga.

Já a concordância nominal é a harmonia entre o substantivo (palavra que dá nome às coisas e aos seres) e as palavras relacionadas a ele. Isso quer dizer que o substantivo concorda em número (singular ou plural) e gênero (feminino ou masculino) com os termos relacionados a ele.

Observe esta frase:

As amigas estão alegres.

Note que o substantivo “amigas” está no feminino e no plural. Então, as palavras relacionadas a esse substantivo também devem estar no feminino e no plural. O termo “as” está no feminino e no plural. Já a palavra “alegres” está no plural, já que “alegre” é usado tanto para se referir a substantivo masculino (“amigo alegre”) quanto feminino (“amiga alegre”).

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Mas se você disser ou escrever “A amigas estão alegre”, a frase fica sem concordância nominal, já que o substantivo “amigas” está no plural, enquanto os termos “a” e “alegre” estão no singular. Assim, ocorre concordância nominal em:

As amigas estão alegres.

A amiga está alegre.

Quando duas coisas concordam, dizemos que elas estão em harmonia. Por exemplo, se sua amiga tem uma opinião e você concorda com ela, existe harmonia entre vocês, não é mesmo? Essa harmonia também pode existir entre o verbo e o sujeito, é o que chamamos de concordância verbal.

Se a harmonia pode existir entre o verbo e o sujeito, levando à concordância verbal, essa harmonia também pode existir entre o substantivo e os termos relacionados a ele, levando à concordância nominal. O termo “nominal” vem de “nome”, sendo o substantivo considerado um nome na gramática normativa. Os termos que concordam com o substantivo são:

  • os artigos (a, as, o, os, um, uns, uma, umas),

  • os numerais (um, dois, três etc.),

  • os adjetivos (apontam uma qualidade do substantivo) e

  • os pronomes (palavras que acompanham o substantivo).

Cada um desses termos é chamado de adjunto adnominal.

Veja também: Como identificar o tipo de sujeito da oração

Regras da concordância verbal e nominal

Regra básica da concordância verbal

Exemplos

O verbo concorda em número (singular ou plural) e pessoa (eu, tu, ele ou ela, nós, vós, eles ou elas) com o sujeito.

O cãozinho correu muito.”

Ele correu muito.”

As gatinhas correram muito.”

Elas correram muito.”

Regra básica da concordância nominal

Exemplos

O substantivo concorda em número (singular ou plural) e gênero (masculino ou feminino) com o adjunto adnominal (artigo, adjetivo, pronome ou numeral) que o acompanha.

A gata branca.”

As gatas brancas.”

O gato branco.”

Os gatos brancos.”

→ Quais são as regras de concordância verbal?

  • Se o verbo aparece antes ou depois do sujeito simples (aquele que só apresenta um elemento), ele concorda em número e pessoa com esse sujeito:

O cãozinho correu muito.

Correram muito os cãezinhos.

Meu colega sabia bastante sobre o assunto.

Sabiam meus colegas bastante sobre o assunto.

  • Se o verbo aparece depois do sujeito composto (aquele que apresenta mais de um elemento), ele fica no plural:

O cãozinho e o gatinho brigaram ontem.

O livro e o caderno ficaram sobre a mesa.

A chuva e o arco-íris apareceram na tarde.

  • Se o verbo aparece antes do sujeito composto (aquele que apresenta mais de um elemento), ele fica no plural ou pode concordar com o substantivo mais próximo:

Corriam o cãozinho e os gatinhos.

Corria o cãozinho e os gatinhos.

Sorriam as meninas e o menino.

Sorria a menina e os meninos.

  • Se o sujeito for composto por pessoas verbais diferentes, o verbo fica no plural e na pessoa predominante:

Meu irmão e eu somos gêmeos.

Note que o sujeito composto “meu irmão e eu” apresenta duas pessoas verbais, ou seja, a terceira pessoa do singular “ele” (o irmão) e a primeira pessoa do singular “eu”. Nesse caso, a pessoa predominante não é nem a terceira do singular (“ele”), nem a primeira do singular (“eu”), mas a primeira do plural (“nós”). Isso mesmo! Afinal, o sujeito “meu irmão e eu” pode ser substituído por “nós”:

Nós somos gêmeos.

  • Se o sujeito composto tiver seus elementos unidos pela palavra “ou” (expressa alternância), o verbo concorda com o elemento mais próximo:

O coelho ou a tartaruga vai chegar primeiro.

O coelho ou as tartarugas vão chegar primeiro.

Porém, se o termo “ou” tem o mesmo sentido de “e” (expressa adição), o verbo fica no plural:

Suco ou água são refrescantes no verão.

Nesse caso, a frase tem o mesmo sentido de:

Suco e água são refrescantes no verão.

  • Se o sujeito composto tiver seus elementos unidos pela palavra “com”, o verbo fica no plural, pois os dois elementos são considerados importantes pelo enunciador (quem diz a frase):

Bia com seu irmão fizeram um bolo de morango.

Fizeram Bia com seu irmão um bolo de morango.

No entanto, se o enunciador pretende destacar o primeiro elemento do sujeito, o verbo fica no singular:

Bia com seu irmão fez um bolo de morango.

Fez Bia com seu irmão um bolo de morango.

  • Se o sujeito composto tiver seus elementos unidos pela palavra “nem”, o verbo fica no plural:

O fato é que Beto nem Lúcia conseguiram a nota máxima.

A verdade é que vôlei nem futebol chamam minha atenção.

  • Se o sujeito composto apresentar expressões como, por exemplo, “não só... mas também” ou “tanto... quanto”, o verbo fica no plural:

Não só o surfista mas também o skatista choraram de emoção.

Tanto o surfista quanto o skatista choraram de emoção.

  • Se o sujeito composto é seguido de palavras como “tudo” e “nada”, o verbo fica no singular:

Pudim, iogurte e bolo, tudo estava delicioso.

Futebol, vôlei e basquete, nada impede que eu toque guitarra.

  • Se o sujeito for uma oração (frase com verbo), o verbo da oração seguinte fica no singular:

Ganhar o jogo de xadrez é sensacional.

Correr com minha mãe de manhã deixou-me feliz.

  • Se o sujeito for um coletivo (palavra que indica um conjunto de seres ou coisas), o verbo fica no singular se o coletivo estiver no singular:

O cardume bailou no fundo do mar.

A alcateia uivou toda a noite.

E fica no plural se o coletivo estiver no plural:

Os cardumes bailaram no fundo do mar.

As alcateias uivaram toda a noite.

  • Se, no sujeito, houver expressões como “a maioria de” ou “a maior parte de”, o verbo fica no singular:

A maioria das coreografias foi criada pela Clau.

A maior parte das coreografias foi criada pela Clau.

  • Se o sujeito composto apresentar expressões como, por exemplo, “um e outro”, “uma e outra”, “nem um nem outro” ou “nem uma nem outra”, o verbo fica no plural:

Uma e outra série eram muito boas.

Nem um nem outro “idol” do k-pop sorriram para os fãs.

  • Depois da expressão “um dos que” ou “uma das que”, o verbo fica no plural:

Pepinho foi um dos que ganharam presente de Papai Noel.

Ela é uma das que cantaram na festa da escola.

  • Se o sujeito apresentar a expressão “mais de um” ou “mais de uma”, o verbo fica no singular:

Mais de um amigo não foi à festa de aniversário.

Mais de uma boneca estava quebrada.

No entanto, se houver ideia de reciprocidade, o verbo fica no plural:

Após a difícil partida, mais de um jogador de basquete abraçaram-se amistosamente.

Nesse caso, “abraçar” apresenta reciprocidade, já que uma pessoa abraça outra. Além disso, se a expressão for “mais de dois”, “mais de três” etc., ou seja, indicar um número maior do que um, o verbo fica no plural:

Mais de quatro alunos tiraram nota dez.

Vossa Majestade não conhece limites.

Vossas Majestades não conhecem limites.

  • Se o sujeito aparece depois de verbo acompanhado do termo “se”, o verbo concorda com o sujeito, o qual NUNCA é iniciado por preposição (a, de, em, com etc.):

Vende-se boneca.

Vendem-se bonecas.

Comprou-se brinquedo usado.

Compraram-se brinquedos usados.

Nesse caso, o termo “se” é chamado de pronome apassivador, pois ele indica que o sujeito é paciente (não pratica a ação, pois sofre a ação verbal). Assim, as frases têm o mesmo sentido que:

Boneca é vendida.

Bonecas são vendidas.

Brinquedo usado foi comprado.

Brinquedos usados foram comprados.

  • Os verbos “haver” e “fazer”, se indicarem tempo, e verbo “haver” usado com sentido de “existir”, ficam na terceira pessoa do singular:

dois anos, estive no sítio do meu tio.

Faz dois anos, estive no sítio do meu tio.

Havia muitas bolas no cesto.

  • Quando o sujeito for “tudo”, “isso” ou “aquilo”, o verbo “ser” pode concordar com o sujeito ou com o predicativo do sujeito (elemento que caracteriza o sujeito):

Tudo é sonhos.

Tudo são sonhos.

Isso é diversões.

Isso são diversões.

Aquilo é nuvens.

Aquilo são nuvens.

Você escolhe se quer enfatizar o sujeito ou o predicativo.

  • Quando o sujeito for “quem”, “que” ou “o que”, o verbo “ser” concorda com o predicativo do sujeito (elemento que caracteriza o sujeito):

Quem são os amigos da Barbie?

Que são essas coisas?

O que eram aquelas cores?

  • Se o verbo “ser” for usado na indicação de hora, data ou distância, ele fica na terceira pessoa do singular se for seguido pelo número um, e fica na terceira pessoa do plural se for seguido por número maior do que um:

É uma hora.

São cinco horas.

Era 1 de janeiro.

Eram 29 de janeiro.

É um metro somente.

São sete metros.

  • O verbo “ser”, nas expressões “é muito”, “é pouco”, “é suficiente” e similares, fica no singular:

Dez gols foi muito.

Três sorvetes é pouco.

Cinco maçãs era suficiente.

  • A expressão “haja vista” é invariável, não sofre alteração:

A prova vai ser difícil, haja vista os sorrisinhos dos professores.

  • Os verbos “bater”, “dar” e “soar”, se indicam horas, devem concordar com o sujeito:

Bateu uma hora no relógio cuco.

Deram seis horas no relógio.

O relógio soou cinco horas.

Os relógios soaram cinco horas.

  • Quando o verbo “parecer” for seguido de infinitivo (verbo terminado em “ar”, “er” ou “ir”), se o sujeito estiver no plural, tanto faz qual dos verbos vai concordar com o sujeito:

Os livros pareciam brilhar.

Os livros parecia brilharem.

Os peixes pareciam correr sobre o mar.

Os peixes parecia correrem sobre o mar.

  • Quando o verbo é acompanhado do termo “se” e seguido de preposição (a, de, em, com etc.), em frase com sujeito não determinado, o verbo fica na terceira pessoa do singular:

Precisa-se de crianças inteligentes.

Não se falou de histórias fantásticas.

Nesse caso, o termo “se” é chamado de índice de indeterminação do sujeito.

  • Se o sujeito apresenta porcentagem, o verbo fica no singular na indicação de 1% e fica no plural na indicação de valores maiores do que 1%:

Um por cento tirou nota máxima.

Cinquenta por cento tiraram nota máxima.

Agora veja estas frases:

Vinte por cento do público chegou atrasado.

Vinte por cento das pessoas chegaram atrasadas.

Em enunciados como esses, o gramático Evanildo Bechara aponta a tendência de que o verbo concorde com a expressão que apresenta a preposição “de”. No caso, “do público” e “das pessoas”. Então, já que “público” está no singular, o verbo fica no singular, já que “pessoas” está no plural, o verbo fica no plural.

  • Se o sujeito apresenta as expressões “mais de” ou “menos de”, o verbo deve concordar com o termo que completa tais expressões:

Menos de dez ursinhos de pelúcia ficaram estragados.

Mais de um ursinho de pelúcia ficou estragado.

→ Quais são as regras de concordância nominal?

  • O substantivo concorda em número (singular ou plural) e gênero (feminino ou masculino) com o adjetivo:

Gato branco.

Gata branca.

Gatos brancos.

Gatas brancas.

  • Se o adjetivo aparece depois de dois ou mais substantivos de gêneros diferentes, ele fica no masculino plural ou concorda com o substantivo mais próximo:

Saia e vestido longos.

Saia e vestido longo.

Vestido e saia longos.

Vestido e saia longa.

  • Se o adjetivo aparece depois de dois ou mais substantivos de números diferentes, ele fica no masculino plural ou concorda com o substantivo mais próximo:

Gigi deu-me um tênis e calças feios.

Gigi deu-me um tênis e calças feias.

Gigi deu-me calças e um tênis feio.

  • Se o adjetivo aparece antes de dois ou mais substantivos, ele concorda, geralmente, com o substantivo mais próximo:

Linda nuvem e céu em dia de sol.

Lindo céu e nuvem em dia de sol.

Mas gramáticos como Evanildo Bechara também dão a opção de deixar o adjetivo no masculino plural:

Lindos nuvem e céu em dia de sol.

Lindos céu e nuvem em dia de sol.

  • O predicativo do sujeito (elemento que caracteriza o sujeito) concorda em número (singular ou plural) e gênero (masculino ou feminino) com o sujeito:

Meu cachorro está estressado.

Minhas gatinhas são calmas.

Mas se o sujeito for composto por substantivos de gêneros diferentes, o predicativo fica no masculino plural:

Meu cachorro e minha gata estão estressados.

Minha gata e meu cachorro estão calmos.

  • Se o sujeito for uma forma de tratamento, o predicativo concorda com o gênero da pessoa à qual se refere a forma de tratamento:

Vossa Alteza é alto.

Vossa Alteza é alta.

No primeiro exemplo, a pessoa chamada de “Vossa Alteza” é do gênero masculino (um príncipe, por exemplo). Já no segundo exemplo, é do gênero feminino (uma princesa, por exemplo).

  • O predicativo do objeto (elemento que caracteriza o objeto direto) fica no masculino plural se o objeto direto for composto por substantivos do mesmo gênero ou de gêneros diferentes:

Achei o coelhinho e o hámster preocupados.

Achei o peixinho e a tartaruguinha preocupados.

O verbo “achar” precisa de um complemento para fazer sentido. Afinal, quem acha, acha alguma coisa, correto? O complemento do verbo “achar” é chamado de “objeto direto”, pois não é iniciado com preposição (a, de, com, em etc.). No primeiro exemplo, o objeto direto é “o coelhinho e o hamster”. Já no segundo exemplo, o objeto direto é “o peixinho e a tartaruguinha”.

  • As expressões “é bom”, “é necessário” e “é permitido” são invariáveis (não se alteram):

É bom macarronada.

É necessário chocolate.

É permitido limonada.

Atenção! Se depois dessas expressões aparecer algo que especifique o substantivo, como um artigo (a, as, o, os, uma, umas, um, uns) ou um pronome como, por exemplo, “esse” ou “seu”, aí essas expressões concordam em gênero e número com o substantivo:

É boa a macarronada.

São necessários os chocolates.

É permitida sua limonada.

  • Se o substantivo aparece depois das expressões “um e outro”, “uma e outra”, “nem um nem outro” ou “nem uma nem outra”, ele fica no singular:

Um e outro carrinho.

Uma e outra pipa.

Nem um nem outro planeta.

Nem uma nem outra estrela.

  • Os adjetivos “anexo”, “incluso” e “mesmo” concordam com substantivo ou o pronome (termo que substitui o substantivo):

A figurinha anexa.

O álbum incluso.

Ela mesma colecionava selos.

  • O gênero do termo “obrigado” depende do gênero de quem está agradecendo:

Obrigada — disse Mariazinha após receber o presente.

Obrigado — falou Afonsinho após receber o presente.

  • O termo “possível” fica no singular em expressões como “o mais... possível”, “o menos... possível”, “o maior... possível”, “o menor... possível”, “a maior... possível” ou “a menor... possível”:

As crianças ficaram o mais quietas possível.

As crianças ficaram o menos barulhentas possível.

Nick juntou o maior número de tampinhas possível.

Nick juntou o menor número de bolinhas de papel possível.

Tetê fez o dever com a maior atenção possível.

Tetê arrumou o quarto com a menor vontade possível.

  • O termo “possível” fica no plural em expressões como “os mais... possíveis”, “os menos... possíveis”, “os maiores... possíveis”, “os menores... possíveis”, “as maiores... possíveis” ou “as menores... possíveis”:

Escolhemos os mais divertidos possíveis.

Só sobraram os menos interessantes possíveis.

Escolhi os maiores brinquedos possíveis.

Observei até os menores detalhes possíveis.

Queríamos as maiores notas possíveis.

Os alunos daquela sala tinham as menores letras possíveis.

  • Os adjetivos (termos que expressam qualidade de um substantivo) “barato”, “bastante”, “caro”, “longe”, “meio” e “sério” concordam com o substantivo:

Uma bola barata.

Carrinhos baratos.

Uma bola cara.

Carrinhos caros.

Bastantes coisas.

Longes sonhos.

Meio queijo.

Meia melancia.

Comportamento sério.

Palavras sérias.

  • Os advérbios (termos que expressam circunstâncias como tempo, lugar, intensidade e modo) “barato”, “bastante”, “caro”, “longe”, “meio” e “sério” são invariáveis (não se alteram):

As uvas custam caro.

As laranjas custam barato.

Paulinha estava bastante chateada.

Duda ficou longe de mim.

A moça estava meio sonolenta.

Fala sério, irmãzinha!

Nos exemplos, “caro” e “barato” indicam o modo ou a maneira de algo custar. Já “bastante” e “meio” expressam intensidade. “Sério” também indica modo, a maneira como alguém fala. Por fim, “longe” é advérbio de lugar.

  • A palavra “alerta” é invariável se for advérbio (termo que expressa circunstâncias como modo):

Ficamos alerta à espera do sinal.

Tito permaneceu alerta durante a noite.

Você percebeu que, nos exemplos acima, “alerta” indica o modo? Pois é, indica o modo como “nós ficamos” e o modo que “Tito permaneceu”. E tem o mesmo sentido de “de sobreaviso”.

  • A palavra “alerta” é variável (pode assumir a forma plural) se for adjetivo:

Pássaros alertas percebem a chegada do predador.

Amigos alertas notam que estamos tristes.

Você percebeu que, nos exemplos acima, “alerta” expressa uma qualidade do substantivo? Pois é, indica que os pássaros e os amigos são atentos, prestam atenção.

  • O advérbio de intensidade “menos” é invariável:

Tenho menos coragem do que você.

Tive menos faltas neste semestre.

Assim, segundo a gramática normativa, não existe a palavra “menas”. Então, eu NÃO posso dizer:

Tenho menas coragem do que você.

Tive menas faltas neste semestre.

Saiba mais: Como fica o plural dos substantivos compostos

Atividades resolvidas sobre concordância verbal e nominal

Atividade 1

Faça o seguinte:

  • Leia cada uma das frases e verifique se elas apresentam concordância verbal ou nominal.

  • Preencha o quadradinho com C (certo) se a frase estiver com a concordância verbal ou nominal correta.

  • Preencha o quadradinho com E (errado) se a frase estiver com a concordância verbal ou nominal incorreta.

Vamos lá!

A) Voou para bem longe da fazenda os balões vermelhos.

B) Ria o menino e os amigos naquela tarde ensolarada.

C) Minha avó ou minha mãe gritou agorinha mesmo?

D) Os pudins gostosos que meu pai faz ganharam um prêmio.

E) Lucinha estava meia chateada ontem na escola.

Resposta: E, C, C, C, E.

Correção ou justificativa:

A) “Voaram para bem longe da fazenda os balões vermelhos”.

B) O verbo pode concordar com o elemento mais próximo: “Ria o menino e os amigos naquela tarde ensolarada” ou ficar no plural: “Riam o menino e os amigos naquela tarde ensolarada”.

C) Quando o sujeito apresenta o termo “ou” (ideia de exclusão), o verbo fica no singular.

E) O advérbio de intensidade “meio” é invariável: “Lucinha estava meio chateada ontem na escola”.

Atividade 2

Preencha as lacunas com a concordância correta da palavra indicada entre parênteses:

A) Aquela menina meu irmão. (conhecer)

B) Ontem, meu irmão e meus pais sobre a cama. (pular)

C)  -se em fadas, duendes e dragões encantados. (acreditar)

D) Aqueles sorridentes cantaram sobre o muro. (rato)

E) Comprei balas de morango desta vez. (menos)

Resposta:

A) “conhece”, “conheceu” ou “conhecia”.

B) “pulava” ou “pulou”, “pulavam” ou “pularam”.

C) “acredita”, “acreditava” ou “acreditou”.

D) “ratos”.

E) “menos”.

Justificativa:

A) O verbo “conhecer” concorda com o sujeito “aquela menina”, ou seja, “ela” (terceira pessoa do singular).

B) O verbo “pular” concorda com o sujeito “meu irmão e meus pais”. Como o sujeito vem depois do verbo, o verbo pode concordar com o elemento mais próximo “meu irmão”, isto é, “ele” (terceira pessoa do singular) ou ficar no plural.

C) Verbo acompanhado do índice de indeterminação do sujeito “se”, fica sempre na terceira pessoa do singular.

D) O substantivo “rato” concorda com o pronome “aqueles” (masculino plural) e com o adjetivo “sorridentes” (plural).

E) A palavra “menos” é invariável, pois nunca se altera.

Fontes

BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 40. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2024.

CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 49. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2020.

NICOLA, José de; INFANTE, Ulisses. Gramática contemporânea da língua portuguesa. 15. ed. São Paulo: Scipione, 1999.

Por Warley Souza

Você pode se interessar também

Português

Bastante ou bastantes?

Português

Concordância de algumas expressões

Português

Concordância de verbos acompanhados do pronome se

Português

Concordância nominal