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História

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Grécia Antiga

A Grécia Antiga foi uma civilização que existiu na região da Grécia moderna e ficou conhecida pelo seu alto nível de sofisticação. A habitação humana na região da Grécia remonta ao Período Neolítico, e civilizações mais sofisticadas começaram a se desenvolver a partir de 2000 a.C. Ao todo, a história grega foi dividida em cinco períodos.

No Período Clássico, a Grécia se organizava em cidades-estado, conhecidas como pólis, e cada uma delas tinha autonomia para adotar o modelo que lhe fosse conveniente. As duas grandes maiores pólis foram Atenas e Esparta, cidades que tiveram modelos distintos. A Grécia ficou muito marcada pelo grande desenvolvimento intelectual nesse período.

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Períodos da história grega

A história dos gregos é muito longa e foi marcada por diferentes acontecimentos. As formas de organização desse povo foram variando ao longo desse vasto período. Os gregos são um dos principais povos da Antiguidade, e os historiadores estabeleceram cinco períodos para organizar a história grega. Vamos conhecer um pouco desses períodos.

  • Período Pré-Homérico: estendeu-se de 2000 a.C. a 1200 a.C., sendo conhecido como período de formação do povo grego. Duas grandes civilizações existiram nesse período: minoica e micênica.

  • Período Homérico: estendeu-se de 1100 a.C. a 800 a.C., ficando conhecido como um período de recuo no nível civilizacional na Grécia. Os habitantes da Grécia abandonaram o estilo de vida do período anterior e passaram a viver em aldeias conhecidos como genos.

  • Período Arcaico: estendeu-se de 800 a.C. a 500 a.C. e teve como grande marca o desenvolvimento da pólis e a difusão dos gregos pelas ilhas do Mar Egeu, causada pelo crescimento populacional e pela procura de novas e melhores terras para viver. Também foi o período em que os gregos criaram o seu alfabeto.

  • Período Clássico: estendeu-se de 500 a.C. a 338 a.C. e é o período mais conhecido e mais influente da história da Grécia Antiga. Foi o auge dos gregos, ficando marcado pelo desenvolvimento intelectual e pelas disputas políticas travadas na Grécia.

  • Período Helenístico: estendeu-se de 338 a.C. até 146 a.C. e ficou marcado por ser o período em que a cultura grega se expandiu para o norte da África e para o Oriente por conta do Império Macedônico. Teve fim quando os gregos perderam sua autonomia para os romanos.

Formação da Grécia

Ruínas de Tirinto, uma das principais cidades da civilização micênica.

A história da povoação humana na Grécia remonta ao Período Neolítico, mas os historiadores consideram o desenvolvimento da civilização minoica como o pontapé inicial para o estudo da formação dos gregos. A primeira grande civilização que se desenvolveu na Grécia foi a minoica, também conhecida como civilização cretense.

Os cretenses desenvolveram-se na ilha de Creta e formaram uma grande civilização, que existiu de 2000 a.C. até 1400 a.C. Essa civilização sobrevivia da agricultura e do comércio marítimo. Foi descoberta por escavações arqueológicas realizadas em Creta no começo do século XX.

Os cretenses tinham uma escrita em hieróglifos conhecida como Linear A, mas os estudiosos nunca conseguiram decifrar essa escrita e ela segue um mistério até hoje. Eles construíram grandes palácios na ilha e acredita-se que eles eram o centro de poder dos cretenses. O crescimento dos micênicos e desastres naturais levaram essa civilização à ruína.

Os micênicos, por sua vez, formaram uma civilização a partir de 1600 a.C. e existiram até cerca de 1200 a.C. Eles eram chamados também de aqueus e se estabeleceram na Grécia Continental, espalhando-se pelas ilhas da costa grega, chegando até as regiões da atual Turquia. Nesse processo de expansão, eles assimilaram os cretenses.

Formaram grandes cidades, cercadas por grandes muralhas de pedra e que, assim como os cretenses, tinham nos palácios o seu centro administrativo. Organizaram cidades-estado, dominavam técnicas como metalurgia e cerâmica e também tinham um comércio bastante desenvolvido. Desenvolveram uma forma de escrita conhecida como Linear B.

Entraram em decadência por volta de 1200 a.C. Acredita-se que essa decadência pode estar relacionada com a chegada de outros povos na região, como os povos do mar e os dórios. Com a derrocada dos micênicos, foi iniciado um período de recuo civilizacional. As grandes cidades se esvaziaram, as formas de organização se tornaram tribais e a escrita foi temporariamente esquecida.

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Desenvolvimento da pólis

Quando falamos de Grécia Antiga, umas das primeiras coisas que vêm à mente de muitas pessoas são as pólis, as cidades-estado que existiram lá. Essa forma de organização social se desenvolveu durante o Período Arcaico, por volta do século VIII a.C. O período entre a decadência micênica e o desenvolvimento da pólis ficou marcado pela existência dos genos.

Os genos eram comunidades rurais em que os habitantes se estruturavam em uma ordem tribal liderada por um patriarca. As pessoas que habitavam os genos eram, em geral, descendentes de um herdeiro comum. Com o tempo, os genos foram crescendo, unificando-se com outros genos e formando fratrias, que se tornaram as pólis.

A pólis era uma cidade marcada pela sua autonomia em relação às outras pólis. Nessa autonomia, a cidade poderia escolher a melhor forma de se organizar, decidir os critérios de participação da população na política, formar suas próprias leis, definir seus principais deuses, etc. Não existia unidade política e territorial na Grécia.

Atenas foi a cidade grega marcada por ter sido o berço da democracia.

Atenas e Esparta eram as duas grandes cidades-estado gregas, mas existiam outras grandes cidades, como Tebas, Argos, Corinto, etc. No caso de Atenas, essa pólis ficou marcada pela existência da democracia, modelo que permitia que todos os cidadãos (nascidos em Atenas e filhos de pais atenienses) pudessem participar da política. Atenas também deu espaço para grande desenvolvimento cultural e intelectual.

Esparta, por sua vez, tinha um modelo aristocrático, que era o oposto do que acontecia em Atenas. Nesse modelo, apenas uma minoria tinha direito de participar da política – os esparciatas. Esse grupo formava a aristocracia da cidade e dedicava suas vidas à guerra e à política. O restante da sociedade espartana era explorada de maneira muito violenta.

Enfraquecimento grego

A Grécia viveu o seu auge no Período Clássico, tanto no quesito econômico quanto no intelectual. A riqueza das cidades gregas e o poder delas acabaram sendo um fator definitivo para o seu enfraquecimento. Esse processo se deu por meio de guerras que aconteceram ao longo dos séculos V a.C. e IV a.C.

  • Guerras Médicas

A primeira grande guerra de que se tem registro no Período Clássico foram as Guerras Médicas, conflito em duas fases que foi travado entre gregos e persas no começo do século V a.C. Essa guerra foi causada quando os persas resolveram punir os atenienses por conta do apoio fornecido por Atenas às cidades jônicas (cidades que ficavam na Ásia Menor) que se rebelaram contra o domínio persa.

A invasão persa aconteceu em duas fases e levou os gregos a se unirem para resistir à invasão. Tanto Dario quanto Xerxes foram derrotados pela união dos gregos. Momentos decisivos desse conflito foram a Batalha de Maratona, a Batalha de Salamina, a Batalha das Termópilas e a Batalha de Plateia.

  • Guerra do Peloponeso

Após a Guerra do Peloponeso, Esparta tornou-se a cidade mais poderosa da Grécia Antiga.

Após as Guerras Médicas, Atenas ocupou um espaço de protagonismo, principalmente porque se aproveitava dos fundos da Liga de Delos. Esse enriquecimento de Atenas incomodava Esparta e, quando os atenienses resolveram interferir nos assuntos de cidades aliadas dos espartanos, a coisa se transformou em guerra.

A Guerra do Peloponeso ocorreu de 431 a.C. a 404 a.C., e, após três fases dessa guerra, os espartanos saíram como vencedores. O domínio espartano sobre a Grécia não foi longo e, já em 371 a.C., a cidade de Tebas derrotou-os e tornou-se a força dominante entre os gregos. Essa grande quantidade de conflitos enfraqueceu os gregos e abriu espaço para outros povos conquistarem a região.

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Período Helenístico

Poucas décadas depois, os macedônicos iniciavam com o rei Filipe II da Macedônia um projeto de expansão territorial. Os macedônicos eram um povo que habitava o norte da Grécia, sendo um dos últimos a se estabelecerem naquela região. Eles tinham cultura e idioma de origem grega. Em 338 a.C., os macedônicos conquistaram o território.

Com o reinado de Alexandre (336-323 a.C.), os territórios macedônicos se expandiram e alcançaram o Oriente. O Império Persa foi dominado e, com isso, a cultura grega pôde ser transmitida para a Ásia. Essa difusão da cultura grega ficou conhecida como helenismo. Depois da morte de Alexandre, os macedônicos se enfraqueceram. A Grécia perdeu sua autonomia quando os romanos conquistaram a região em 146 a.C. 

Por Daniel Neves Silva

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