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Adolf Hitler

Saiba mais sobre Adolf Hitler e suas características pessoais, ideológicas e políticas.

Adolf Hitler foi o líder do nazismo e chefe de Estado da Alemanha de 1933 a 1945 Adolf Hitler foi o líder do nazismo e chefe de Estado da Alemanha de 1933 a 1945

Certamente você, em suas aulas de história (ou geografia), já ouviu falar no nome de Adolf Hitler. Hitler foi um dos personagens mais complexos e terríveis da história contemporânea, ao lado de outros como Benito Mussolini, Stalin, Mao Tsé-Tung e Pol Pot. Assim como esses últimos, Hitler construiu um regime de governo assassino, centralizado e totalitário, isto é, todo o poder convergia par a sua figura. Ele era considerado por seus seguidores como o fürher, que, em alemão, quer dizer “o líder”, o chefe que conduz o povo. A ideologia política por ele desenvolvida, o nazismo, conduziu a população alemã a um dos períodos mais sombrios de sua história e o mundo, a Segunda Guerra Mundial.

Leia também: Causas da Segunda Guerra Mundial

Primeiros anos

Hitler era de origem austríaca. Nasceu nas imediações da cidade de Liz, no então Império Áustro-Húngaro, em 20 de abril 1889. Era filho de Alois Hitler, um funcionário público, com Klara, prima em segundo grau de Alois. Seus pais faleceram quando ele era ainda muito jovem: o pai, em 1903, e a mãe, em 1907. De Liz, Hitler partiu para a capital do império, Viena, na tentativa de entrar para a Academia de Artes Plásticas, onde foi recusado.

Após sobreviver alguns anos confeccionando cartões-postais em Viena, Hitler foi para Munique, na Alemanha, onde, em 1914, alistou-se como combatente para lutar na Primeira Guerra Mundial. Sabemos que naquela época um dos motores da guerra era a concorrência entre os vários nacionalismos que imperavam dentro e fora do continente europeu. Hitler ficou imbuído do nacionalismo alemão, que se tornou a base para as suas ideias, que começaram a ser articuladas na década de 1920, na Alemanha pós-Primeira Guerra.

Ascensão ao poder

A Alemanha e seus aliados (incluindo o Império Áustro-Húngaro) perderam a guerra e foram obrigados a cumprir severas sanções impostas pelos países vencedores. Isso gerou um clima de ressentimento por parte da população alemã, sobretudo em meio aos ex-combatentes da guerra e aos trabalhadores. Parte desses grupos sociais organizou-se em torno do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (cuja abreviatura é NAZI, daí chamados também de nazistas). Foi nesse partido que Hitler ingressou no início da década de 1920, transformando-o em um expressivo veículo de ideias racistas, antissemitas, nacionalistas e revanchistas.

Uma das transformações que Hitler operou dentro do movimento nazista foi de caráter simbólico. A introdução do símbolo indiano da suástica no centro de uma bandeira vermelha foi obra sua, pois havia nesse símbolo algo “magnético”, que impressionava psicologicamente as massas – ao contrário dos símbolos de brasões imperiais, cujos significados não eram assimilados com facilidade pelo grosso da população. Os rituais de cumprimentos, como o braço erguido na diagonal, imitando o cumprimento dos militares do Império Romano, também foi introduzido por Hitler entre os nazistas.

O austríaco Adolf Hitler, nascido em 1889, foi o grande líder do Partido Nazista.*

Aos poucos, entre as décadas de 1920 e 1930, os nazistas foram conquistando mais e mais cadeiras no Parlamento alemão, na medida em que Hitler pressionava o então presidente da Alemanha, Hindenburg, a torná-lo chanceler (cargo máximo da administração pública do país), o que ocorreu em 1933. A partir daí, Hitler começou a concentrar todos os poderes em sua pessoa, sobretudo após a subsequente morte de Hindenburg. Uma das ações imediatas de seu governo foi isolar em guetos e campos de concentração os judeus que habitavam a Alemanha. Essa política, com o tempo, converteu-se em um dos maiores genocídios da história humana, o Holocausto.

A Alemanha, sob o comando de Hitler, militarizou-se, rompendo, assim, as determinações do Tratado de Versalhes, assinado em 1919, após a Primeira Guerra Mundial. Esse tratado estabelecia, entre outras coisas, pesadas restrições à reorganização das forças armadas alemãs. O governo nazista ignorou-as. Em 1939, os alemães invadiram a Polônia, provocando a reação da França e da Grã-Bretanha, dando início à Segunda Guerra Mundial.

Leia também: Holocausto - um dos maiores genocídios da história humana

Últimos dias e morte

Até 1943, Hitler conseguiu, com o auxílio da Itália de Mussolini, controlar uma vasta região do continente europeu, valendo-se do poder de seu exército. Todavia, nesse mesmo ano, as primeiras coalizões entre a Frente Ocidental (comandada por Estados Unidos e Inglaterra) e a Frente Oriental (comandada pela União Soviética) começaram a promover um cerco contra os nazistas que teria seu êxito maior nas operações do Dia D (6 de junho de 1944). Daí em diante a guerra no continente europeu caminhou para o fim, que ocorreu em 1945. Nesse ano, Hitler suicidou-se com a sua esposa. Acredita-se os corpos de ambos foram cremados por oficiais do exército alemão.

*Créditos da imagem: Everett Historical e Shutterstock

Por Me. Cláudio Fernandes


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Por Cláudio Fernandes

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