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25 de dezembro – Dia de Natal

Fique sabendo em que contexto foi instituído o 25 de dezembro, Dia de Natal, e entenda que impacto isso tem no mundo cristão.

por Cláudio Fernandes
O dia de Natal celebra o nascimento de Jesus Cristo O dia de Natal celebra o nascimento de Jesus Cristo

No dia 25 de dezembro, como bem sabemos, é comemorado o Natal nos países de tradição cristã. O Natal é uma das maiores festas do calendário gregoriano, que foi criado pelo papa Gregório XIII a partir de um calendário anterior desenvolvido por Júlio César, de Roma. Nesse dia é celebrado o nascimento de Jesus Cristo, que, na tradição cristã, é o Filho de Deus e salvador da humanidade. Além da importância religiosa que essa data implica, o Natal também é caracterizado por outros aspectos que a cultura popular e a cultura de massas tornaram típicos, como o Presépio, a figura do Papai Noel, o uso da guirlanda e a Árvore de Natal.

Nos Evangelhos ou em qualquer outro livro do Novo Testamento bíblico, não há nenhuma referência ao dia exato do nascimento de Cristo. Fala-se apenas que ele nasceu na cidade de Belém, na Judeia. Então por que comemoramos seu nascimento no dia 25 de dezembro? Bom, essa pergunta pode ser respondida com um pouco de história do processo de cristianização do Império Romano.

O Império Romano teve seu desenvolvimento inicial em 27 a.C., na Península Itálica, e expandiu-se por extensas regiões da Europa, Ásia e África (muitas delas já haviam sido dominadas pelos romanos na época da República). Foi sob a tutela desse vasto império que nasceu, cresceu e morreu Jesus Cristo, haja vista que a região da Judeia era uma província romana. Com a morte de Jesus, por volta de 33 d.C., as comunidades cristãs começaram a se proliferar, primeiro no Oriente Médio, depois nas regiões que haviam sofrido influência helenística, como a Anatólia e a Grécia, até chegarem, por fim, no coração do Império Romano: a cidade de Roma.

Por pelo menos dois séculos os cristãos que habitavam Roma foram sistematicamente perseguidos e mortos pelos imperadores. Todavia, essa perseguições só aumentavam a perseverança das comunidades cristãs, que ganhavam cada vez mais adeptos (dentre eles, os próprios romanos). Na medida em que a Igreja Cristã primitiva formava-se dentro dos domínios do Império Romano, as culturas pagãs, isto é, aquelas cultivadas pelas tradições grega, romana e, depois, bárbara, passaram a ser assimiladas pelos cristãos, que as adaptaram aos seus costumes. Esse processo de assimilação incluía a conversão de datas de festas pagãs em dias de celebrações cristãs. O dia do Natal, portanto, passou a ser associado ao dia em que se prestava um dos maiores cultos pagãos do Império Romano, o culto às divindades solares, como Saturno, Mitra e Apolo. Para maiores informações sobre esse processo, consultar este texto: História do Natal.

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Esses deuses eram cultuados na época do solstício de inverno, que ocorria por volta de 24 ou 25 de dezembro, por ser os dias em que o sol começava a “anunciar o seu retorno” após o inverno rigoroso. O culto ao sol, aos poucos, passou a ser substituído pela comemoração do nascimento de Cristo, entendido não como data exata e histórica, mas como data simbólica, por trazer consigo a esperança da remissão dos pecados e da vida eterna. A despeito de todo esse processo histórico que envolve a escolha do dia do Natal, o que é importante ressaltar é o fato de esse dia representar um ponto decisivo da tradição cristã (a encarnação do “Verbo Divino”, do Filho de Deus) e um momento único para meditarmos a respeito da nossa relação com o próximo, sobretudo nos momentos de confraternização que a data abriga.


Por Me. Cláudio Fernandes

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