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Bicho-geográfico

Bicho-geográfico ou larva migrans cutânea é uma infecção cutânea causada por algumas espécies de nematódeos que penetram em nossa pele quando entramos em contato com solo contaminado por esses parasitas. O bicho-geográfico provoca coceira e lesões em curvas, as quais são desencadeadas pela larva ao migrar pela pele. Pode acometer tanto adultos como crianças e é uma infecção facilmente tratável.

O bicho-geográfico foi descrito, pela primeira vez, em 1874 e, atualmente, é observado em vários locais do mundo, em especial em países de clima tropical e subtropical, como o Brasil.

Leia também: Bicho-de-pé e bicho geográfico são a mesma coisa?

O que é bicho-geográfico?

Bicho-geográfico ou larva migrans cutânea é uma dermatose provocada por nematódeos. Os nematódeos que causam a doença com mais frequência são o Ancylostoma brasiliensis e o Ancylostoma caninus, parasitas de animais domésticos. Esses animais, quando contaminados, eliminam fezes com ovos dos parasitas. Esses ovos dão origem a larvas, que, em condições ideais, podem sobreviver por várias semanas no solo.

Como o bicho-geográfico é contraído?

A larva do nematódeo penetra na pele e provoca lesões por onde passa.

O bicho-geográfico é contraído quando os seres humanos entram em contato com solo ou areia contaminados pelas fezes de animais contaminados. As larvas, então, penetram na pele, ficando limitadas à epiderme e derme superficial. Elas migram pelo órgão, causando lesões características, entretanto, elas não conseguem completar seu ciclo de vida e morrem após certo período.

Os locais mais afetados por essa infecção são os pés e as pernas. Apesar de ocorrer em todos os sexos, idades e raças, o bicho-geográfico é mais comum em crianças, uma vez que frequentemente elas brincam com solo, estando, portanto, mais expostas à contaminação.

Sintomas do bicho-geográfico

O sintoma mais característico do bicho-geográfico é, sem dúvida, o desenho que a larva faz ao movimentar-se pela pele. Ao movimentar-se, a larva produz um padrão cheio de curvas, o que lembra um mapa, por isso o nome bicho-geográfico. Antes desse padrão surgir, no entanto, observa-se uma pequena lesão que se assemelha a uma picada de inseto, é vermelha e manifesta coceira.

Vale salientar que a coceira é também um sintoma importante do bicho-geográfico, sendo descrita por muitas pessoas como tão intensa que interrompe o sono. Dentre as complicações causadas pela doença, podemos citar as infecções secundárias por bactérias, que podem ocorrer devido ao ato de coçar as lesões.

Leia também: Doenças causadas por bactérias

Diagnóstico do bicho-geográfico

O bicho-geográfico provoca lesões características em padrão de curvas.

O diagnóstico do bicho-geográfico é feito observando os sintomas do paciente, como as lesões em curvas, e conversando sobre os lugares visitados e hábitos desse indivíduo, a fim de conhecer como a infecção foi adquirida. O tratamento deve ser iniciado tão logo a doença seja descoberta.

Leia mais: Verminoses – doenças causadas por platelmintos e nematelmintos

Tratamento do bicho-geográfico

O tratamento do bicho-geográfico deve ser indicado por um médico e inclui medicamentos que matarão o parasita. O médico poderá recomendar o uso de medicamentos na forma de comprimido ou pomada. A doença pode regredir de maneira espontânea, entretanto, o tempo de infecção pode ser longo, sendo longo também o desconforto causado pelo parasita. Para aliviar a coceira e o inchaço local, pode-se aplicar gelo.

Prevenção do bicho-geográfico

Como o bicho-geográfico é contraído por meio do contato com a areia contaminada, algumas dicas importantes podem ser seguidas a fim de evitá-lo. A primeira delas é evitar o contato direto com areia que sabidamente é frequentada por gatos e cães. Isso inclui, por exemplo, areia em parquinhos e praias.

Nas praias, uma sugestão valiosa é utilizar calçados, e, ao sentar-se na areia, estender toalhas ou esteiras a fim de evitar o contato direto com ela. As pessoas que possuem cachorros e gatos devem levar seus animais regularmente ao veterinário para que recebam vermífugos e sempre recolher suas fezes. Atitudes simples como essas ajudam a evitar a propagação da doença.

Por Vanessa Sardinha dos Santos

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