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Vida de Olga Benário Prestes

Você sabe quem foi Olga Benário? Clique aqui e descubra detalhes da vida da revolucionária que acabou morta em um campo de concentração!

Olga Benário Prestes foi uma revolucionária alemã que se tornou conhecida no Brasil ao se casar com Luiz Carlos Prestes e supostamente se envolver na organização da Intentona Comunista. Olga combateu o crescimento do fascismo na Europa, foi presa no Brasil e deportada para a Alemanha em 1936. Lá ficou presa até 1942, quando foi morta nas câmaras de gás utilizadas pelos nazistas durante o Holocausto.

Juventude de Olga Benário

Olga Benário nasceu em 12 de fevereiro de 1908, na cidade de Munique, Alemanha. Filha de Leo Benário e Eugenie Benário, Olga era de uma família rica. Ao completar 16 anos, mudou-se para Berlim porque pretendia militar pelo Partido Comunista alemão. Fernando Morais afirma que, após poucos meses em Berlim, Olga já era a secretária de Agitação e Propaganda da base operária do Partido Comunista em Neukölln |1|.

A atuação de Olga e do Partido Comunista na década de 1920 foi principalmente no combate ao crescimento das milícias de extrema-direita na Alemanha. Em 1928, Olga fugiu da Alemanha após participar do resgate de seu namorado, Otto Braun, da prisão de Moabit. Por essa razão, foi condenada por alta traição à pátria e exilou-se em Moscou, na União Soviética.

Na União Soviética, Olga entrou para a Juventude Comunista e lá recebeu treinamento militar e político de acordo com os princípios do comunismo soviético. Em Moscou, Olga conheceu Luiz Carlos Prestes, que havia se tornado uma figura importante no Brasil ao liderar a Coluna Prestes - milícia que marchou pelo interior do Brasil lutando contra as tropas do presidente Artur Bernardes e denunciando a extrema pobreza do povo brasileiro.

Missão de Olga no Brasil

Em 1934, Olga Benário recebeu a missão de um dirigente da Internacional Comunista de garantir a segurança de Luiz Carlos Prestes em seu retorno ao Brasil. A Internacional Comunista era um movimento interno do comunismo soviético que determinava as diretrizes para a expansão do comunismo a nível internacional.

O retorno de Luiz Carlos Prestes ao Brasil era considerado estratégico no combate do crescimento do fascismo no país. A extrema-direita estava registrando um crescimento muito grande no Brasil a partir da atuação da Ação Integralista Brasileira (AIB). A AIB era um grupo de extrema-direita que se inspirava no modelo fascista italiano.

Além disso, muitos historiadores afirmam que Prestes havia sido mandado ao Brasil para colocar em prática planos de tomada do poder a partir de uma insurreição comunista. A biógrafa dele, Anita Leocádia Prestes, historiadora e filha do revolucionário, no entanto, nega que Prestes tivesse vindo ao Brasil com ideias de organizar uma insurreição comunista.

A vinda de Prestes ao Brasil seria realizada de maneira clandestina, pois ele era procurado desde quando desertou do exército. A recepção de Prestes foi realizada pela Aliança Nacional Libertadora (ALN), frente esquerdista que atuava diretamente no combate ao crescimento da extrema-direita no Brasil.

Durante a viagem ao Brasil, Olga e Luiz Carlos Prestes casaram-se. Uma vez no Brasil, Prestes atuou como membro do Partido Comunista do Brasil e da Aliança Nacional Libertadora e organizou uma insurreição contra o governo de Getúlio Vargas na Intentona Comunista, em 1935. Foram organizados levantes do exército em Natal, Recife e Rio de Janeiro. O movimento, no entanto, foi um fracasso, e Olga e Prestes foram presos em 1936.

Deportação e morte de Olga

Ao ser presa, Olga anunciou sua gravidez. Como não houve cooperação de Olga durante os inquéritos, ela foi deportada para a Alemanha, em 1936, a bordo do navio La Coruña. O tratamento de Olga na Alemanha Nazista foi o pior possível, pois, além de comunista, era judia. Foi recebida pela Gestapo em 1936 e logo encaminhada para a prisão de Barnimstraße, em Berlim. Nessa prisão, nasceu a filha de Olga, Anita Leocádia Prestes.

Uma atuação internacional forçou o governo nazista a entregar a filha de Olga para a família de Prestes. Quem recebeu a criança foi a mãe de Luiz Carlos Prestes, Leocádia Prestes. Anita passou parte da sua infância no México, e Olga continuou presa, pois o governo alemão recusou-se a libertá-la.

A partir de então, Olga foi enviada para diferentes locais: primeiro para o campo de concentração de Lichtenburg; depois para Ravensbrück e, por fim, foi instalada em Bernbug. Em Bernbug, Olga foi morta na câmara de gás no ano de 1942. Prestes e a família só receberam a confirmação da morte de Olga após o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945.

|1| MORAIS, Fernando. Olga. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 35.

*Créditos da imagem: Commons


Por Daniel Neves
Graduado em História

Foto de Olga Benário por volta de 1924 * Foto de Olga Benário por volta de 1924 *
Por Daniel Neves Silva

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