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Novos Tigres Asiáticos

Os Novos Tigres Asiáticos são estes: Filipinas, Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã. Esses países obtiveram rápido crescimento econômico a partir dos anos 2000, movido pelo capital estrangeiro.

Edifícios na paisagem urbana da Malásia, país que é um dos Novos Tigres Asiáticos. A Malásia é uma das economias emergentes da Ásia conhecidas como Novos Tigres Asiáticos.

Novos Tigres Asiáticos são as cinco economias nacionais da Ásia que apresentaram rápido crescimento econômico a partir dos anos 2000, motivado pelos investimentos estrangeiros e pela entrada de empresas internacionais em seus territórios. São elas:

  • Filipinas;

  • Indonésia;

  • Malásia;

  • Tailândia;

  • Vietnã.

Com isso, o processo de industrialização ganhou força nesses países, provocando a expansão da produção interna de bens manufaturados destinados à exportação, como roupas, calçados, brinquedos e alimentos. Além disso, os Novos Tigres Asiáticos receberam empresas como montadoras de veículos e produtoras de peças e equipamentos eletrônicos, inserindo-se em grandes cadeias produtivas mundiais.

Os países dos Novos Tigres Asiáticos se tornaram atrativos para o capital estrangeiro por conta da mão de obra barata e abundante, da proximidade das fontes de matéria-prima utilizadas pelas suas indústrias e, também, pelos incentivos oferecidos pelos governos locais. Diferente dos Tigres Asiáticos, no entanto, não houve investimento em setores estratégicos para a população e, apesar do seu sucesso econômico, os indicadores sociais não apresentaram o mesmo crescimento.

Leia também: Quais são os 4 Tigres Asiáticos originais?

Resumo sobre os Novos Tigres Asiáticos

  • Os Novos Tigres Asiáticos são cinco países do Sudeste Asiático que apresentaram rápido crescimento econômico a partir dos anos 2000.

  • Eles foram assim chamados porque seguiram um modelo de desenvolvimento muito parecido com o dos Tigres Asiáticos.

  • São considerados Novos Tigres Asiáticos os seguintes países:

    • Filipinas;

    • Indonésia;

    • Malásia;

    • Tailândia;

    • Vietnã.

  • Os Novos Tigres Asiáticos viveram a expansão da sua indústria a partir da década de 1990.

  • O crescimento industrial foi marcado pelos investimentos estrangeiros e pela instalação de indústrias internacionais nos países do Sudeste Asiático.

  • As empresas estrangeiras foram atraídas por atributos como mão de obra abundante e barata, proximidade das fontes de matéria-prima e incentivos fiscais.

  • Indústrias tradicionais manufatureiras foram as principais a se instalarem nos países dos Novos Tigres Asiáticos, como de roupas, calçados, brinquedos e alimentos.

  • A maior parte da produção dessas empresas é vendida para outros países, ou seja, é destinada à exportação. Esse é outro aspecto em comum com os Tigres Asiáticos.

  • Os países dos Novos Tigres Asiáticos são responsáveis por uma fatia de 9% da economia da Ásia, o que reforça a sua importância.

O que são os Novos Tigres Asiáticos?

Os Novos Tigres Asiáticos são um conjunto de cinco países da Ásia (Filipinas, Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã) que apresentaram excelente desempenho econômico a partir dos anos 2000, o que fez com que se destacassem tanto regional quanto internacionalmente. Essas economias têm muitos aspectos semelhantes, como a velocidade com que se industrializaram e cresceram nas últimas décadas e a importância que adquiriram em algumas das cadeias produtivas globais, motivo pelo qual as estudamos como um grupo.

No entanto, é importante nos atentarmos para o fato de que os Novos Tigres Asiáticos não são um bloco econômico e nem um fórum, pois não se reúnem para discutir políticas em comum.

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O que significa o nome Novos Tigres Asiáticos?

O nome Novos Tigres Asiáticos faz referência ao grupo de economias que ficou conhecido como Tigres Asiáticos. Então, para podermos entender o significado desse nome, precisamos saber mais sobre a esse primeiro grupo. Os Tigres Asiáticos são Coreia do Sul, Cingapura, Hong Kong e Taiwan. Esses territórios registraram um movimento de expansão da sua indústria e crescimento econômico consistente a partir da década de 1960. Uma das causas desse desempenho foi o fluxo de investimentos estrangeiros oriundos de países como Japão e Estados Unidos, além de medidas internas que ajudaram no desenvolvimento e qualificação da mão de obra daqueles países.

Os territórios dos Tigres Asiáticos são grandes exportadores de bens manufaturados, e estão integrados às grandes cadeias produtivas globais, em especial àquelas de informática e tecnologia. Ainda hoje, apresentam indicadores econômicos que se destacam no continente asiático, sendo importantes polos econômicos, tecnológicos e financeiros da região.

Como veremos adiante, os Novos Tigres Asiáticos também se desenvolveram por causa do capital externo que chegou até eles na forma de investimentos diretos. Assim como os Tigres Asiáticos, a produção industrial dos Novos Tigres Asiáticos tem como destino o mercado internacional, e torna aquelas economias nacionais muito atrativas para diferentes segmentos produtivos. Dessa forma, eles conseguiram se inserir em um grande número de cadeias de produção globais.

Os Novos Tigres Asiáticos repetiram o modelo de desenvolvimento econômico do grupo que veio antes deles, os Tigres Asiáticos, e obtiveram resultados positivos quando analisamos somente o seu crescimento econômico e as dimensões do seu parque industrial. Foi por isso, então, que eles receberam o nome de Novos Tigres Asiáticos.

O tigre é um animal importante para a cultura asiática e representa atributos da economia dos Novos Tigres Asiáticos.[1]

Além disso, vale destacar que o tigre é um animal importante na cultura de países asiáticos, e representa força, agilidade e transformação, atributos encontrados nas economias que compõem ambos os grupos.

Veja também: Quais países fazem parte do Brics?

Países que são os Novos Tigres Asiáticos

O grupo dos Novos Tigres Asiáticos é formado por cinco países:

  • Filipinas;

  • Indonésia;

  • Malásia;

  • Tailândia;

  • Vietnã.

Características dos Novos Tigres Asiáticos

Os Novos Tigres Asiáticos são economias de industrialização recente que apresentaram um processo rápido e bem-sucedido de expansão do seu parque industrial a partir da década de 1990. Esse movimento se deve principalmente aos investimentos estrangeiros que foram promovidos por outros países do continente, incluindo as economias que formam o grupo dos Tigres Asiáticos. Foi, então, o capital estrangeiro que auxiliou na expansão econômica dos territórios do Sudeste da Ásia.

Para além do capital, isto é, do dinheiro, muitas indústrias estrangeiras se instalaram nos territórios dos Novos Tigres Asiáticos. As principais delas são originárias de grandes economias mundiais e que estão localizadas na Ásia, como a China e o Japão. Esses países também receberam e, hoje, ainda recebem empresas de outras partes do mundo, com destaque para os Estados Unidos.

Suco industrializado sendo produzido em fábrica na Tailândia, um dos Novos Tigres Asiáticos.[1]

Diferente do que aconteceu nos Tigres Asiáticos, no entanto, não foi a qualificação da mão de obra que atraiu essas empresas para os Novos Tigres Asiáticos, já que não aconteceu o mesmo tipo de investimento estatal no desenvolvimento social nesse caso. Aliás, esse é o motivo pelo qual a economia desses países apresentou crescimento apesar da manutenção das desigualdades socioeconômicas e da baixa evolução dos indicadores sociais desde o início do seu processo de industrialização.

A mão de obra barata e abundante, a proximidade de fontes de matérias-primas e, sobretudo, os menores custos produtivos encontrados nesses países, o que é em parte devido a incentivos fiscais oferecidos pelos seus respectivos governos, foram os fatores que promoveram a entrada de empresas multinacionais estrangeiras nos Novos Tigres Asiáticos. Dizemos, então, que os cinco países do grupo oferecem vantagens locacionais para as fábricas.

Além disso, com a globalização e a modernização técnica das comunicações e dos transportes, foi possível desmembrar o processo de produção de grandes indústrias e deslocar etapas para territórios onde os custos fossem menores, e foi esse o caso dos Novos Tigres Asiáticos.

Imagem de fábrica de roupas no Vietnã, país que é um dos Novos Tigres Asiáticos.[2]

As vantagens locacionais identificadas nos países do Sudeste Asiático atraíram, principalmente, indústrias tradicionais do setor manufatureiro. Dentre elas estão as montadoras de veículos, as indústrias de peças e equipamentos de eletrônicos e as fabricantes de bens de consumo como:

  • roupas e tecidos;

  • calçados;

  • brinquedos;

  • alimentos e bebidas.

A produção que é realizada nos Novos Tigres Asiáticos tem destino certo: o mercado exterior. Então, além de serem importantes produtores de bens manufaturados, esses países são exportadores, o que reforça as alianças comerciais e econômicas existentes com economias estrangeiras, sejam elas regionais, isto é, asiáticas, ou não. Como resultado dessa dinâmica, os cinco países dos Novos Tigres Asiáticos são considerados nações emergentes que representam uma fatia de quase 9% da economia e da produção daquele continente.

Na tabela a seguir, conheça os indicadores econômicos dos países que compõem os Novos Tigres Asiáticos.

País

Produto Interno Bruto (PIB)

PIB per capita

Filipinas

US$ 512,2 bilhões

US$ 4.440

Indonésia

US$ 1,5 trilhão

US$ 5.360

Malásia

US$ 516,4 bilhões

US$ 15.090

Tailândia

US$ 580 bilhões

US$ 8.110

Vietnã

US$ 527,2 bilhões

US$ 5.120

Fonte: FMI.

Saiba mais: Países desenvolvidos x países subdesenvolvidos — qual a diferença?

Mapa dos Novos Tigres Asiáticos

No mapa, os nomes dos cinco Novos Tigres Asiáticos. (Créditos: Isa Galvão | Escola Kids)

Créditos das imagens

[1] Itsanan / Shutterstock

[2] ThangNguyenPhoto / Shutterstock

Fontes

CHEN, James. Tiger Cub Economies. Investopedia, 13 mar. 2021. Disponível em: https://www.investopedia.com/terms/t/tiger-cub-economies.asp.

IMF. World Economic Outlook (April 2026). International Monetary Fund (IMF), 2026. Disponível em: https://www.imf.org/external/datamapper/.

LUCCI, Elian Alabi. Território e sociedade no mundo globalizado: ensino médio, 2. São Paulo, SP: Saraiva, 2016, 3 ed., 289p.

Por Paloma Guitarrara

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