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Histórias e contos infantis

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Iara

A iara é uma personagem da lenda do folclore brasileiro que fala de uma sereia, dona de uma grande beleza, de uma bela voz e de muitas riquezas. A iara reside no fundo dos rios, utilizando-se dos seus atributos para seduzir os homens que passam perto de seus domínios. Essa lenda foi trazida para o Brasil por influência da cultura portuguesa.

Acesse também: 22 de agosto – Dia do Folclore no Brasil

Conhecendo a lenda da iara

A iara é uma lenda do folclore brasileiro que fala de uma sereia, isto é, um ser que é parte peixe e parte mulher. A iara é conhecida por ter uma grande beleza, longos cabelos, uma bela voz e grandes riquezas. Na lenda, ela se utiliza desses atributos para seduzir os homens que passam perto de seus domínios.

Na lenda da iara, ela usa de sua beleza, voz e riquezas para seduzir homens e levá-los para o fundo do rio.

A iara é uma lenda muito presente na região Norte do Brasil e tem uma forte ligação com a cultura indígena, apesar de sua origem ser estrangeira, como veremos. É também conhecida como mãe d’água e uiara, e seu nome provém de duas palavras do idioma tupi: ig, que significa “água”, e iara, que significa “senhor”. Sendo assim, a iara é a senhora das águas.

A lenda tradicional fala que iara era uma índia filha de um pajé e conhecida por ter boas habilidades como guerreira. Suas habilidades e grande beleza chamavam a atenção das pessoas e causavam inveja nos irmãos dela, que decidiram matá-la e desaparecer com seu corpo.

Uma armadilha foi organizada, mas ela se livrou da emboscada e, como grande guerreira, matou seus irmãos. Ela, então, teria fugido para evitar a punição de seu pai, mas, eventualmente, foi encontrada e punida por ele, que a lançou nas águas onde os rios Negro e Solimões se encontram.

A lenda fala que os peixes teriam salvo iara e a transformado na sereia que reside no fundo das águas.

De onde veio a lenda da iara?

Apesar dos traços indígenas na lenda e do nome em tupi, a lenda da iara não é indígena ou mesmo brasileira. Existem evidências que apontam que até o século XVII não havia nenhuma lenda parecida com a da iara entre os indígenas brasileiros. Essa lenda é oriunda da cultura europeia e foi trazida para o Brasil pelos colonizadores portugueses, sendo assimilada pela cultura indígena.

Primeiramente a lenda da iara foi influenciada por traços da cultura grega, que falava na existência de sereias, isto é, seres com canto irresistível e que atraíam os homens. A sereia para os gregos, no entanto, era parte mulher e parte pássaro. A forma parte mulher e parte peixe, acredita-se, surgiu em Portugal.

Em Portugal havia lendas com personagens parecidas com iara. Uma delas era a da moura encantada, uma mulher, filha de reis e príncipes mouros, que protegia as riquezas deixadas para trás pelos mouros. Ela ficava em castelos em ruínas e era vigiada por animais.

Seu canto era irresistível aos homens. Aquele que conseguisse resgatá-la teria acesso a grandes riquezas, e ela se transformaria em uma esposa fiel. Somente após resgatada que a moura encantada assumiria a forma de mulher, pois, enquanto estivesse sob o encanto, permaneceria em uma forma monstruosa. Uma vez transformada em mulher, adquiriria uma beleza estonteante.

Em Portugal também se acreditava em uma sereia marítima. Essa lenda era muito comum entre os marinheiros e juntava elementos da sereia grega com os da moura encantada. Aqui no Brasil, essa cultura popular portuguesa foi trazida pelos colonizadores e se assimilou a elementos da cultura indígena.

Erroneamente os portugueses associaram suas lendas com lendas indígenas, criando paralelos imprecisos entre elas. Muitos portugueses associaram suas sereias e mouras encantadas com o ipupiara, um monstro que matava indígenas, e com a cobra grande ou boiúna, uma serpente gigante que perseguia aqueles que passavam por seus domínios.

Por Daniel Neves Silva

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