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Império Bizantino

O Império Bizantino centralizou-se na cidade de Constantinopla e se estabeleceu como sucessor do Império Romano do Ocidente, deixando de existir em 1453.

Bandeira histórica do Império Bizantino. O Império Bizantino existiu até 1453, quando foi conquistado pelos otomanos.[1]

O Império Bizantino teve como centro a cidade de Constantinopla. Seu surgimento teve relação com a formação do Império Romano do Oriente, em 395, e sua autonomia foi conquistada com a desagregação da porção ocidental do Império Romano, em 476.

O Império Bizantino foi um dos impérios mais prósperos da Idade Média, mantendo-se durante mil anos, até a sua queda definitiva, em 1453. Um dos imperadores bizantinos mais conhecidos foi Justiniano, marcado por suas campanhas militares e pelos altos impostos que cobrava enquanto esteve no poder.

Leia mais: Baixa Idade Média — período entre os séculos XI e XV, quando houve as Cruzadas e o crescimento das cidades e do comércio

Resumo sobre o Império Bizantino

  • O Império Bizantino existiu do século V até o século XV.

  • Seu surgimento teve relação com a criação do Império Romano do Oriente por Teodósio, em 395.

  • O principal imperador bizantino foi Justiniano, conhecido por suas campanhas militares e odiado pela população de Constantinopla.

  • Herdou a cultura helenística e, por isso, desenvolveu uma tradição cristã distinta daquela de Roma.

  • Deixou de existir em 143, quando Constantinopla foi conquistada pelos otomanos.

Videoaula sobre o Império Bizantino

O que foi o Império Bizantino?

O Império Bizantino é o nome pelo qual conhecemos um dos impérios mais poderosos da história. É tido como herdeiro do Império Romano do Oriente, e se estabeleceu depois que a porção ocidental deste último se desagregou, no século V. O nome bizantino é derivado de Bizâncio, o primeiro nome pelo qual ficou conhecida a cidade de Constantinopla, capital bizantina.

O Império Bizantino teve uma existência de cerca de mil anos, mas o auge se deu no reinado de Justiniano, no século VI, quando alcançou o ápice de sua prosperidade econômica e de sua expansão territorial. Entrou em decadência depois do século XII, deixando de existir quando Constantinopla foi conquistada pelos otomanos, em 1453.

Origem do Império Bizantino

A origem do Império Bizantino esteve diretamente relacionada ao Império Romano. Os historiadores consideram que o ponto de partida foi a decisão do imperador romano Teodósio de dividir o território romano em duas porções a ocidental e a oriental. A porção ocidental era sediada em Roma e a porção oriental, em Constantinopla.

A divisão das terras romanas nessas duas porções foi uma resposta do imperador Teodósio à crise que atingia fortemente o Império Romano desde o século III. A porção ocidental sofria severamente com as invasões germânicas, enquanto a porção oriental seguia incólume aos ataques e próspera pelo seu rico comércio.

Quando a parte ocidental sucumbiu às invasões germânicas, em 476, diversos reinos germânicos surgiram na Europa Ocidental e no Norte da África. A porção oriental, por sua vez, permaneceu estável, transformando-se no Império Bizantino. É importante mencionar que a porção oriental só sobreviveu às invasões germânicas porque usou de sua prosperidade para fortalecer suas tropas e também para subornar os povos que tentavam atacá-la.

Como foi o governo de Justiniano no Império Bizantino?

Depois da desagregação do Império Romano do Ocidente, o Império Bizantino procurou reconquistar algumas das terras perdidas na porção ocidental e enfrentar outras ameaças do período, como os sassânidas. No final do século V, o império teve diversos imperadores, como Zenão e Anastácio.

No entanto, foi durante o reinado de Justiniano que o Império Bizantino conseguiu chegar ao auge do seu poder, tanto econômico quanto militar e territorial. O reinado de Justiniano se iniciou em 527, sucedendo ao seu pai adotivo e imperador bizantino, Justino I. O reinado de Justiniano foi bastante longo e se encerrou somente em 565, ano de sua morte.

Uma das medidas mais destacadas do seu reinado foi a criação de um código legal basilar para o sistema jurídico bizantino. Ficou popularmente conhecido como código justiniano, sendo oficialmente conhecido como Corpus Juris Civilis, e reuniu uma série de leis que existiam desde o período romano, remodelando algumas delas. Esse documento legal contribuiu para a ordem nos territórios bizantinos.

O imperador promoveu uma série de campanhas militares com o objetivo de reconquistar vários territórios que haviam pertencido aos romanos. Os territórios sob o domínio de Justiniano (além da península Balcânica, da Ásia Menor, da Palestina e do Egito) passaram a incluir o Norte da África, a península Itálica, as ilhas mediterrâneas e algumas porções de terra na península Ibérica.

Todos esses conflitos forçavam Justiniano a cobrar elevados impostos de sua população, o que manteve sua impopularidade em níveis elevados. Os altos impostos e as dificuldades para se obter alimento e uma moradia decente em Constantinopla afetavam profundamente a vida da população, que se rebelou contra o imperador, pouco depois de uma corrida de cavalos no hipódromo.

Conhecida como Revolta de Nika, ela aconteceu em 532 e durou uma semana. A plebe de Constantinopla queria a renúncia do imperador, mas ele resistiu e usou de toda a violência que tinha a sua disposição para acabar com a revolta. Os exércitos bizantinos mataram cerca de 30 mil pessoas.

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Principais características do Império Bizantino

  • Religião no Império Bizantino

O Império Bizantino era cristão, mas, diferentemente da Europa Ocidental, adotou outra tradição religiosa do cristianismo, não se vinculando à latina, mas à grega. Essa diferença cultural fez com que o cristianismo no império se desenvolvesse de maneira distinta da Igreja Católica.

O cristianismo de tradição grega do Império Bizantino era contra a adoração de imagens, não acreditava na natureza humana de Jesus Cristo, e defendia que o imperador deveria ser a maior autoridade da Igreja, entre outras. As diferenças entre as igrejas latina e grega deram origem ao Cisma do Oriente, em 1054, consolidando a criação da Igreja Ortodoxa.

  • Cultura no Império Bizantino

Detalhe de mosaico datado do século XI na Basília de Santa Sofia, construída no reinado de Justiniano, em Istambul, Turquia.

O Império Bizantino era culturalmente grego, sendo esse o idioma falado nas terras bizantinas. A influência da cultura helenística entre os bizantinos é identificada em vários aspectos, como na arte, na religião, na arquitetura. Um dos tipos de arte bizantina mais conhecidos são os mosaicos.

  • Economia no Império Bizantino

O Império Bizantino foi economicamente muito rico, pois sua capital era um importante centro comercial que ligava a Europa à Ásia. O comércio bizantino era próspero por terra e por mar, uma vez que diversas rotas marítimas passavam pela cidade. Constantinopla tinha acesso a diversas mercadorias luxosas e exóticas encontradas no Oriente, como as especiarias e a seda.

  • Sociedade no Império Bizantino

A sociedade bizantina era bastante estratificada, com diversas camadas sociais e grupos, como camponeses, militares, médicos, comerciantes, artesãos, membros do clero, entre outros. As camadas mais ricas formavam a aristocracia bizantina e as mais pobres eram a plebe.

  • Governo no Império Bizantino

No Império Bizantino havia uma monarquia, uma vez que imperadores governavam o reino e tinham o poder transmitido para os seus sucessores. O poder imperador era tão grande que muitos historiadores consideram que o Império Bizantino formava autocracias. Além disso, é importante mencionar que o imperador tinha atuação teocrática, pois comandava tanto a política quanto a religião.

Queda do Império Bizantino

A decadência do Império Bizantino ganhou força a partir do século XIII, sobretudo depois que a cidade foi invadida e saqueada pelos cruzados da Quarta Cruzada. As dificuldades econômicas fizeram o império perder gradativamente os seus territórios. A localização geográfica de Constantinopla fez a cidade ser cobiçada por diversos povos.

Além disso, uma série de guerra civis enfraqueceram mais ainda o poderio bizantino, abrindo o caminho para que o império fosse conquistado. No século XIII, os bizantinos entraram em guerra com os otomanos, muçulmanos que habitavam na Ásia Menor. Em 1453, Constantinopla foi finalmente conquistada pelos otomanos, marcando o fim do Império Bizantino. Caso queira saber mais sobre a queda de Constantinopla, leia nosso texto.

Exercícios sobre Império Bizantino

Questão 01

(Fundatec) Analise as seguintes assertivas sobre o Império Bizantino:

I. Teve sua origem a partir de uma divisão do Império Romano e da resistência aos ataques dos bárbaros.

II. Teve uma forte influência da cultura oriental, da cultura helenística, com subordinação da Igreja ao Estado, mantendo o respeito ao imperador e à religião cristã.

III. Diferentemente da Mesopotâmia e do Egito, o Imperador Bizantino não tinha um poder teocrático.

Quais estão corretas?

a) Apenas II.

b) Apenas I e II.

c) Apenas I e III.

d) Apenas II e III.

e) I, II e III.

Resposta: Letra B

Questão 02

(GSA Concursos) Divergências doutrinárias relacionadas à interpretação do antigo e do novo testamento e diferenças culturais entre o Oriente e o Ocidente foram responsáveis por:

a) Concilio de Trento

b) Tratado de Latrão

c) Reforma Protestante

d) Cisma do Oriente

e) Édito de Milão

Resposta: Letra D

Créditos da imagem

[1]Travel Faery e Shutterstock

Fontes

FIGUEIRA, Carlos Augusto Ferreira; PARENTE, Paulo André Leiria; CARVALHO, João Cerineu Leite de; SANCOVSKY, Renata Rozental. História Medieval. Rio de Janeiro: Fundação CECIERJ, 2010.

SANTOS, Lenaldo Andrade e ALVARO, Bruno Gonçalves. Império Bizantino. Disponível em: https://cesad.ufs.br/ORBI/public/uploadCatalago/08031708102012Historia_Medieval_I_aula_3.pdf.

Por Daniel Neves Silva

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