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Anne Frank

Anne Frank foi uma jovem alemã de origem judia que sofreu com a perseguição nazista. Ficou famosa por escrever um diário que relatou sua experiência de confinamento.

Fotografia de Anne Frank em 1942. Anne Frank foi vítima do Holocausto, mas conquistou fama internacional pelo diário que escreveu durante seu confinamento.

Anne Frank foi uma jovem alemã de origem judia que sofreu com a perseguição nazista aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Ela ficou internacionalmente conhecida por ter escrito um diário que relatou detalhes de sua vida e do esconderijo que abrigou ela e sua família. Ela não sobreviveu, falecendo em um campo de concentração.

Anne Frank era de uma família alemã que se mudou para os Países Baixos para fugir do antissemitismo nazista. Durante a guerra, ela e sua família foram obrigados a se esconder para sobreviver, permanecendo durante dois anos nesse esconderijo, até que ele foi descoberto. Do esconderijo, que tinha oito pessoas, somente Otto Frank (pai de Anne Frank) sobreviveu.

Leia também: Antissemitismo — preconceito dirigido aos judeus que abrange aspectos culturais, religiosos, étnicos e raciais

Resumo sobre Anne Frank

  • Anne Frank foi uma jovem alemã judia que sofreu com o antissemitismo nazista.

  • Ficou mundialmente conhecida porque escreveu um diário relatando os horrores do Holocausto.

  • O Diário de Anne Frank foi publicado pelo pai dela, Otto Frank, em 1947.

  • Ela e sua família moravam na Alemanha, mas se mudaram para Amsterdã, nos Países Baixos, devido ao forte antissemitismo.

  • Eles foram obrigados a passar dois anos em um esconderijo para não serem capturados, mas o esconderijo que os abrigava foi descoberto em 1944.

  • A família Frank foi enviada para o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau.

  • No começo de 1945, Anne Frank faleceu de tifo no campo de concentração de Bergen-Belsen.

Quem foi Anne Frank?

Anne Frank foi uma jovem alemã judia que sofreu com a perseguição promovida pelos nazistas contra os judeus durante o Holocausto. A perseguição nazista aos judeus fez com que sua família abandonasse a Alemanha, mudando-se para os Países Baixos. Lá, foram obrigados a viver em confinamento.

Anne Frank ficou mundialmente conhecida porque relatou sua experiência no confinamento em um diário, contando detalhes do cotidiano de sua família naquele ambiente, a apreensão vivida por eles, bem como detalhes de sua vida pessoal, de suas angústias, de seus conflitos familiares, entre outros. A jovem alemã chamou o esconderijo que viveram de Anexo Secreto.

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Ao todo, Anne Frank e sua família viveram nesse esconderijo secreto entre 1942 e 1944. O diário da jovem foi publicado em 1947, por iniciativa do pai dela, Otto Frank, que sobreviveu ao Holocausto. O relato de Anne Frank é interrompido em meados de 1944 porque o esconderijo foi descoberto pelos nazistas.

Veja também: Afinal, o que foi o Holocausto?

Biografia de Anne Frank

Annelies Marie Frank nasceu na cidade de Frankfurt, na Alemanha, no dia 12 de junho de 1929, sendo filha de Otto Heinrich Frank e de Edith Holländer-Frank, um casal de judeus alemães. Anne Frank ainda tinha uma irmã mais velha chamada Margot Betti Frank. Além de serem judeus étnicos, os familiares de Anne Frank também eram praticantes da religião judaica.

Fotografia de Anne Frank em 1935.
Fotografia de Anne Frank em 1935.

O contexto político da Alemanha, marcado pelo avanço nazista e por seu forte antissemitismo, fez a família de Anne Frank abandonar o país. Otto Frank recebeu uma oportunidade de negócios em Amsterdã, levando sua família gradualmente para o país vizinho. Otto foi primeiro, em 1933. Meses depois, foram sua esposa e Margot. Anne mudou-se em 1934.

Anne Frank e sua família levavam sua vida com normalidade, mas o início da Segunda Guerra Mundial alterou drasticamente o futuro dessa família. Esse conflito se iniciou em 1939, e, no ano seguinte, os Países Baixos foram invadidos pela Alemanha, rendendo-se em maio daquele ano, sendo colocado sob o comando dos nazistas.

Logo, a perseguição aos judeus estendeu-se também aos judeus que residiam nos Países Baixos, e a família Frank começou a ter sua vida limitada pelo antissemitismo promovido pelos nazistas. Por exemplo, Anne Frank foi obrigada a se mudar de escola porque ela não recebeu autorização para se manter na mesma escola por ser judia.

A perseguição aos judeus fez Otto Frank decidir abandonar os Países Baixos na direção dos Estados Unidos. Ele chegou a fazer uma aplicação para receber o visto para ir aos Estados Unidos, mas o consulado em que ele aplicou, em Roterdã, foi bombardeado, e os documentos de seu pedido foram perdidos.

Houve outros complicadores, e, por isso, o pedido de Otto Frank para que ele e sua família emigrasse para os Estados Unidos nunca foi avaliado pelos Estados Unidos. Além disso, a família Frank não conseguia fugir para outro país europeu porque as fronteiras dos Países Baixos estavam fechadas por conta da guerra.

A última alternativa da família foi se esconder para evitar de ser vítima da violência nazista. Em julho de 1942, Margot Frank recebeu uma convocação para trabalhar na Alemanha, mas seus pais desconfiaram, decidindo se mudar para um esconderijo. Lá, ficaram até agosto de 1944, quando foram descobertos pelos nazistas. Anne Frank foi levada para um campo de concentração nazista, e acredita-se que ela tenha falecido em 1945.

Diário de Anne Frank

Em junho de 1942, Anne Frank recebeu de seus pais um livro de autógrafos que ela transformou em diário. Ela começou os registros no seu diário em 14 de junho de 1942, relatando coisas relacionadas ao seu cotidiano, aos conflitos familiares, aos seus sentimentos e à rotina de sua família no esconderijo.

O relato que ela escreveu é considerado um dos documentos mais importantes do Holocausto, acompanhando a rotina de sua família e de outras pessoas com quem dividiam o esconderijo. Anne Frank nomeou o seu diário de Kitty. Nele, ela contou sobre as dificuldades de relacionamento com sua mãe, Edith, e falou do grande apego que tinha com seu pai, Otto.

Ela mencionou todos os presentes no esconderijo em seu diário, contando suas impressões e suas dificuldades em lidar com essas pessoas no confinamento. Ao todo, residiam oito pessoas no esconderijo, sendo que quatro (incluindo Anne Frank) eram de sua família, três da família van Pels e outro homem.

Ela dá notícias sobre a guerra em seu diário, contando detalhes dos acontecimentos e afirmando que um rádio era o meio a partir do qual a família se informava. O último relato de Anne Frank foi no dia 1º de agosto de 1944. No dia 4 de agosto de 1944, o esconderijo foi descoberto, e os seus ocupantes foram capturados.

O diário de Anne Frank foi resgatado por Miep Gies, que deu suporte para a família Frank nesse período. Ele resgatou o diário antes de os nazistas retornarem e capturarem tudo que havia no esconderijo. Depois da guerra, Miep Gies devolveu o diário para Otto Frank, o único sobrevivente. O pai de Anne Frank publicou o diário em 1947.

Como Anne Frank morreu?

Depois de ser capturada, a família Frank foi levada para o campo de concentração de Westerbork, localizado nos Países Baixos. Em setembro de 1944, toda a família Frank foi levada para o campo de Auschwitz-Birkenau. Lá, Edith, Margot e Anne foram separadas de Otto, sendo as três encaminhadas para o trabalho escravo.

Edith faleceu em janeiro de 1945 devido às más condições de vida, estando muito enfraquecida pela fome e pela saúde precária. Antes da morte de Edith, Anne e Margot foram transferidas para Bergen-Belsen, na Alemanha, em novembro de 1944. Lá, elas também foram colocadas em condições precárias e ambas faleceram no começo de 1945.

Margot faleceu em fevereiro de 1945 e Anne morreu entre fevereiro e março de 1945. As duas faleceram de tifo, embora alguns relatos apontem a causa da morte como febre tifoide.

Esconderijo de Anne Frank

Anne Frank e sua família se mudaram para o esconderijo em 6 de julho de 1942. O esconderijo, chamado por Anne Frank de Anexo Secreto, ficava em cômodos secretos que se espalhavam por três andares no prédio onde Otto Frank tinha sua empresa, em Amsterdã. O esconderijo era de conhecimento de alguns funcionários da empresa, como Miep Gies e Bep Voskuijl.

Os maridos de ambas, Jan e Johannes, também desempenharam importante papel em garantir a segurança das oito pessoas no esconderijo. Quando se mudaram, Otto e Edith, deixaram sua casa bagunçada, para despistar os perseguidores nazistas, além de um bilhete informando que estariam indo para a Suíça.

Esse esconderijo abrigou oito pessoas, sendo que quatro eram da família Frank (Otto, Edith, Margot e Anne), três da família van Pels (Hermann, Auguste e Petes) e o outro integrante era um homem chamado Fritz Pfeffer. Durante o dia, os oito integrantes tinham que permanecer em silêncio para que ninguém no prédio os encontrasse.

Otto Frank, pai de Anne Frank e quem publicou seu diário, e Miep Gies, que ajudou a família Frank durante o período em que ficaram escondidos. [1]

Os Gies e Voskuijl, além de outras pessoas, auxiliavam os oito escondidos no Anexo Secreto, levando para ele comidas e roupas. Em 4 de agosto de 1944, o esconderijo foi descoberto, e os integrantes foram presos e levados para campos de concentração. De todos os oito do esconderijo, somente Otto Frank sobreviveu.

Quem entregou Anne Frank?

Os historiadores acreditam que o esconderijo que abrigava a família Frank foi vítima de uma denúncia anônima. Isso teria levado um grupo de soldados da Schutzstaffel, a SS, para o local para averiguação, momento no qual o esconderijo foi descoberto.

Outros historiadores apontam que a descoberta pode ter sido fruto do acaso, com o prédio da empresa de Otto passando por uma vistoria repentina que fez com que o esconderijo fosse descoberto.

Museu de Anne Frank

Casa de Anne Frank (Anne Frank Huis, em holandês). [2]

Atualmente, existe um museu em homenagem a Anne Frank que está localizado em Amsterdã, capital da Alemanha. Chamado Casa de Anne Frank (Anne Frank Huis, em holandês) fica no edifício no qual a família Anne Frank e as outras quatro pessoas ficaram abrigadas durante dois anos. O museu foi inaugurado em 1960, sendo visitado por milhares de pessoas todos os anos.

Acesse também: Afinal, o que foi o nazismo?

Filmes e documentários sobre Anne Frank

Por ser conhecida mundialmente, diversas produções audiovisuais sobre Anne Frank foram produzidas, como:

  • A lembrança de Anne Frank (1995);

  • Anne Frank – Vidas paralelas (2019);

  • Minha Querida Anne Frank (2010);

  • Anne Frank, Minha Melhor Amiga (2021).

Créditos de imagem

[1] Ben van Meerendonk / AHF, collectie IISG, Amsterdam / Wikimedia Commons (reprodução)

[2] kavalenkava / Shutterstock

Fontes

FRANK, Anne. O Diário de Anne Frank. São Paulo: Círculo do Livro, s/d.

HASTINGS, Max. Inferno: o mundo em guerra 1939-1945. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2012.

KERSHAW, Ian. Hitler. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

Por Daniel Neves Silva

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