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Acidentes com águas-vivas

Saiba como proceder ao sofrer acidentes com águas-vivas e também como evitar esse problema.

Com certeza você já ouviu falar das águas-vivas, animais de corpo gelatinoso quase transparente. Esses curiosos animais invertebrados pertencem ao grupo dos cnidários e são responsáveis por vários acidentes todos anos nas praias do Brasil e do mundo.

As águas-vivas têm um corpo em formato de guarda-chuva e apresentam uma boca na porção inferior do corpo marginada por tentáculos que ajudam, principalmente, na captura de alimento e na sua defesa. Algumas espécies apresentam tentáculos que podem atingir até quatro metros.

As águas-vivas têm forma de medusa e são capazes de nadar livremente pelo mar, sendo frequentemente carregadas pelas marés e até mesmo pela força dos ventos. Esses animais gelatinosos são bastante importantes ecologicamente, uma vez que desempenham importante papel na cadeia alimentar marinha, servindo de alimento, por exemplo, para as tartarugas marinhas.

Esses animais possuem células com substâncias tóxicas usadas na captura de suas presas. O líquido tóxico que provoca dor intensa é encontrado no interior de estruturas urticantes chamadas de nematocistos, localizados principalmente nos tentáculos.


Acidentes com águas-vivas podem desencadear diversas reações desagradáveis

O contato com as substâncias produzidas pelas águas-vivas não causa apenas dor. Em algumas pessoas, pode provocar vômitos, dores de cabeça e abdominais, sensação de constrição na garganta, paralisia, convulsões, câimbras, insuficiência respiratória e arritmias cardíacas. Na pele, podem surgir bolhas, vesículas e até mesmo necrose. As cicatrizes em decorrência do contato com águas-vivas podem ser permanentes.

Caso entre em contato com uma água-viva, é importante lavar o local imediatamente com água do mar para tentar retirar os nematocistos. É fundamental não usar água doce ou álcool, pois essa ação faz com que os nematocistos sejam disparados. Outro ponto importante é aplicar vinagre em compressas ou então lavar o local com o produto para desativar essas células urticantes.

No Brasil, não existem muitas espécies de águas-vivas que desencadeiam casos graves, entretanto, sintomas perigosos podem surgir. Ao sentir dificuldade para respirar e um quadro de mal-estar intenso, procure imediatamente o médico.

Atenção: Evite entrar em locais com grande quantidade de águas-vivas e, ao ver algum animal morto na praia, evite tocá-lo.


Por Ma. Vanessa dos Santos

As águas-vivas apresentam substâncias urticantes principalmente em seus tentáculos As águas-vivas apresentam substâncias urticantes principalmente em seus tentáculos
Por Vanessa Sardinha dos Santos

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