Alfabeto Fenício

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Alfabeto Fenício Quadro com os símbolos gráficos do alfabeto fenício *
Por Cláudio Fernandes
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Você já deve ter aprendido, ao estudar as civilizações do Oriente Próximo (isto é, povos que se desenvolveram na Ásia Menor, como os persas e os hebreus), que a civilização fenícia foi uma das que mais se expandiram, chegando a ocupar regiões ao longo do Mar Mediterrâneo, como a ilha de Chipre, e o noroeste da África, onde construíram a cidade de Cartago.

Tamanha expansão ocorreu pela grande capacidade de navegação e de articulação comercial que esses povos possuíam. Essas atividades, contudo, exigiram deles formas eficazes de controlar o armazenamento e o fluxo de mercadorias. O alfabeto fenício, ou a escrita fenícia, nasceu dessa necessidade.

Navegar e comercializar exigiam conhecimentos complexos, como cartografia, matemática e astronomia, sobretudo à época dos fenícios (por volta de 1.200 a.C.). A partir desses conhecimentos, os fenícios sistematizaram uma escrita composta de caracteres fonéticos simplificados. Eram, no total, 22 caracteres (ver imagem no topo), ou letras, cada um equivalente a um som diferente. A combinação desses caracteres possibilitava a formação de palavras, o que tornava mais prática a comunicação, principalmente se comparada com outras formas de escrita, como os hieróglifos egípcios.

Apesar de terem sistematizado esse primeiro modelo de alfabeto fonético, os fenícios não foram os primeiros a criar caracteres que correspondessem a sons específicos. A chamada escrita proto-sinaítica já existia séculos antes de os fenícios elaborarem o seu alfabeto.

Apesar de ainda ser escrito em hieróglifos, o proto-sinaítico já estabelecia uma conexão entre o caractere simbólico e um som específico, isso por volta de 1400 a.C. O primeiro documento que testemunha esse tipo de escrita foi encontrado em 1905, na região do Planalto de Serabit-el-Hkadem, pelo arqueólogo F.W.M. Petri. Tratava-se de uma esfinge dedicada à deusa Hathor.

Séculos depois, o alfabeto fenício tornou-se o principal modelo de escrita para as civilizações clássicas, como gregos e romanos. Dentre essas, o latim, que se tornou a língua oficial do Império Romano e, depois, da Europa como um todo – até a época do Renascimento, foi a principal língua alfabética do Ocidente, haja vista que dela derivaram idiomas nacionais, como o português, o francês, o italiano e o espanhol.

Séculos depois, o alfabeto fenício tornou-se o principal modelo de escrita para as civilizações clássicas, como gregos e romanos. Esses últimos desenvolveram a língua latina, que se tornou a língua oficial do Império Romano e, depois, da Europa como um todo – tendo vigorado até a época do Renascimento. Dessa forma, o latim constituiu-se como a principal língua alfabética do Ocidente, haja vista que dele derivaram idiomas nacionais, como o português, o francês, o italiano e o espanhol.

*Créditos da imagem: Commons

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