Qual matéria está procurando ?

Português

Português

Vícios de linguagem

Os vícios de linguagem são representados por alguns desvios cometidos, por falta de conhecimento das normas ou por descuido. Conheça aqui alguns exemplos!

Como sabemos, o padrão formal da linguagem representa um sistema único, comum a todo e qualquer usuário da língua, que nos permite falar e escrever corretamente de acordo com as normas regidas pela gramática. Dessa forma, é preciso ter conhecimento de todas essas normas para que possamos desenvolver bem a escrita e a oralidade, adequando a linguagem às diferentes situações cotidianas.

Mas existem situações em que ocorre exatamente o contrário, ou seja, situações em que, por falta de um conhecimento melhor sobre as regras gramaticais ou até mesmo por uma simples falta de cuidado, o pior acontece: tropeçamos na língua e... falamos ou escrevemos de forma incorreta. Alguns desses casos são denominados vícios de linguagem, os quais podem ocorrer de várias formas. Assim, para conhecer alguns deles e, sobretudo, para evitar que isso ocorra, vamos a alguns exemplos: 


Vícios de linguagem são considerados “desvios” que às vezes cometemos

Barbarismo – esse desvio pode ocorrer em níveis distintos, entre eles:

Na pronúncia:

Assisti ao “pograma” infantil, em vez de programa.

Na grafia:

Comemos pão com “mortandela”, em vez de mortadela.

Na morfologia (aquelas classes de palavras que já conhecemos):

Quando eu “pôr”, em vez de puser.

Na semântica (parte responsável pelo significado das palavras):

Levei meus calçados ao “concerto”, em vez de conserto.

No uso de palavras pertencentes a línguas estrangeiras:

Vou passar um weekend com meus avós, em vez de final de semana.


Pleonasmo vicioso – é a repetição desnecessária de uma ideia, pois o sentido já está claro.

“Entrar para dentro”
“Sair para fora”

Cacófato – é representado pela união de sílabas pertencentes a palavras diferentes, as quais provocam um som desagradável, feio, de má qualidade:

Eu “vi ela” ontem, em vez de eu a vi ontem.


Ambiguidade – ocorre quando o uso inadequado de uma determinada palavra provoca um duplo sentido, interferindo, assim, na clareza da mensagem:

A mãe do garoto o levou no seu carro. (de quem seria o carro? Da mãe do garoto ou da pessoa com quem se estabelece o diálogo?) Dessa forma, para evitar que ocorra essa falta de clareza, o discurso (a mensagem) deveria ser expresso da seguinte forma:

A mãe do garoto o levou no carro dela.

Eco – esse desvio se manifesta quando há o uso de palavras cujas terminações são iguais, o que também interfere na qualidade da mensagem:

Meu amigão levou um tropeção e teve que segurar no corrimão da escada.
Por isso que é sempre bom ter ao seu lado o dicionário, exatamente para momentos como esse. Para evitar esse desvio, que provoca um som repetitivo, você pode usar palavras sinônimas. 

Por Vânia Duarte
Graduada em Letras

Os vícios de linguagem representam alguns desvios que às vezes cometemos, tanto na fala quanto na escrita Os vícios de linguagem representam alguns desvios que às vezes cometemos, tanto na fala quanto na escrita
Por Escola Kids

Você pode se interessar também

Português

Ambiguidade

Português

Aprendendo a escrever corretamente

Português

Cacoetes de linguagem

Português

Haplologia

Últimos artigos

Cuca

Cuca é um ser do folclore brasileiro e apresentada como uma velha má que sequestra crianças. Por meio de Monteiro Lobato, a forma de jacaré da cuca se popularizou.

Animais herbívoros

Os animais herbívoros se alimentam de algas e/ou vegetais e, portanto, ocupam sempre o nível de consumidores primários na cadeia alimentar.

Realismo no Brasil

Realismo foi um estilo de época do século XIX. No Brasil, Machado de Assis é seu maior representante.

Código de Hamurábi

Código de Hamurábi — código de leis tradicionais na Mesopotâmia — foi compilado por Hamurábi, rei da Babilônia, no século XVIII a.C.