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Cacoetes de linguagem

Você sabe o que são os cacoetes de linguagem? Clique e saiba mais sobre as curiosidades da comunicação!

Os cacoetes de linguagem são insistentes! Podem surgir sem que o falante perceba ou podem ser fruto de uma “trapaça comunicacional” Os cacoetes de linguagem são insistentes! Podem surgir sem que o falante perceba ou podem ser fruto de uma “trapaça comunicacional”

Você já deve saber que muitos fatores devem ser considerados quando falamos sobre erros na modalidade oral. Entre esses fatores, está a variação linguística, ou seja, o falante está sujeito a diversas influências, sejam elas históricas, sociais ou culturais. Essas influências alteram nossa comunicação, portanto, como cada um de nós possui singularidades, fica difícil determinar o que é certo e o que é errado.

Contudo, apesar de sabermos que o erro deve ser evitado, sobretudo na escrita, existem alguns hábitos que interferem em nosso discurso e que não são nada agradáveis. Estamos falando dos cacoetes de linguagem, um fenômeno muito comum, uma espécie de mania que adquirimos sem perceber. Esses cacoetes são considerados vícios de linguagem, pois não apresentam valor linguístico, isto é, costumam ser vazios em sua significação. Entre os cacoetes linguísticos mais conhecidos, estão o “tipo assim”, “meio que”, “tipo” e “cara”. Existem pessoas que empregam tanto esses termos que fica até difícil conversar! Algumas sequer notam que são vítimas dos modismos linguísticos, mas para quem está ouvindo, ou seja, para o interlocutor, é quase impossível não notar a constância irritante com que eles surgem nas frases.


Para combater os cacoetes linguísticos, nada melhor do que conhecê-los: se não possuem nenhum tipo de função na frase, não há motivo para empregá-los!

Mas que tal entender como os cacoetes de linguagem surgem? Pois bem, os cacoetes são uma espécie de “muletas do idioma”. Eles surgem em uma determinada época e podem ser passageiros, como são os modismos, ou podem também se cristalizar na fala de alguns indivíduos. Os cacoetes transformam-se em um inimigo sorrateiro e, de tão íntimos, acabam surgindo na fala de maneira automática, fugindo ao nosso controle. Os cacoetes não podem ser considerados neologismos, mas sim vícios de linguagem, pois diferentemente do que acontece com os neologismos, aparecem de maneira descontextualizada e sem nenhum tipo de função na frase.

E quando os cacoetes de linguagem são utilizados de maneira intencional? Sim, essa possibilidade existe e acontece quando o falante utiliza expressões, que não contribuem em nada no contexto da frase, apenas para “enfeitar” o discurso. Nessa situação, os cacoetes de linguagem transformam-se em uma “trapaça comunicacional”, quer dizer, são empregados intencionalmente para rebuscar a fala e para impressionar o interlocutor.

Vale ressaltar aquilo que dissemos lá no início do texto: diversos fatores extralinguísticos devem ser considerados quando o assunto é a modalidade oral. A principal função da língua é a comunicação, essa maravilha que tanto contribui para as nossas interações sociais. Isso não quer dizer que você não possa adequar sua linguagem de acordo com a modalidade e com a situação comunicacional (linguagem formal e linguagem informal), pois o ideal é sermos poliglotas em nossa própria língua. Agora que você já conhece os cacoetes de linguagem, já pode tentar evitá-los, especialmente na linguagem escrita, que não admite qualquer tipo de erro e vícios linguísticos, certo?


Por Luana Castro
Graduada em Letras

Por Luana Castro Alves Perez

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