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Pedro Bandeira

Quer conhecer um dos mais importantes escritores de Literatura Infantojuvenil do Brasil? Clique e conheça o universo criativo de Pedro Bandeira!

por Luana Castro Alves Perez
Pedro Bandeira é um dos escritores de Literatura infantojuvenil mais famosos e queridos do país Pedro Bandeira é um dos escritores de Literatura infantojuvenil mais famosos e queridos do país

A Literatura Brasileira é riquíssima! Vários escritores dedicaram ou dedicam suas vidas ao ofício de escrever e encher de beleza e poesia a vida de seus leitores. Alguns desses escritores viram na Literatura Infantil uma maneira de comunicar-se com os pequenos, levando a arte e o universo lúdico para aqueles que estão apenas começando no mundo das letras.

No Brasil, nomes como Tatiana Belinky, Vinicius de Moraes e Ruth Rocha são grandes conhecidos do público, seja ele infantil ou adulto. Hoje falaremos de um escritor que é muito querido pela garotada, cujas histórias atravessam gerações e seguem encantando crianças e adolescentes. Estamos falando de Pedro Bandeira, um dos mais famosos escritores da Literatura Infantojuvenil.

Pedro Bandeira nasceu na cidade de Santos, no estado de São Paulo, no dia 09 de março de 1942, e desde 1972 escreve para crianças. No início de sua carreira, suas histórias eram publicadas em revistas e vendidas em bancas de jornal. Mas, em 1983, a história O dinossauro que fazia au-au ganhou formato de livro, e, a partir de então, Pedro, que escrevia para adultos e também apresentava programas na televisão, passou a dedicar-se exclusivamente à Literatura Infantil. O sucesso foi tanto que Pedro conquistou um lugar privilegiado, tornando-se o autor de Literatura Infantojuvenil que mais vende no Brasil.

Até 2012, os livros de Pedro Bandeira já alcançavam a marca de vinte e três milhões de exemplares vendidos
Até 2012, os livros de Pedro Bandeira já alcançavam a marca de vinte e três milhões de exemplares vendidos

Para você conhecer um pouquinho mais sobre esse importante escritor da Literatura Infantojuvenil brasileira, selecionamos cinco poemas que vão deixar você com vontade de ler todos os livros de Pedro Bandeira! Boa leitura!

Quem sou eu?

Eu às vezes não entendo!
As pessoas em um jeito
De falar de todo mundo
Que não deve ser direito.

Aí eu fico pensando
Que isso não está bem.
As pessoas são quem são,
Ou são o que elas têm?

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Eu queria que comigo
Fosse tudo diferente.
Se alguém pensasse em mim,
Soubesse que eu sou gente.

Falasse do que eu penso,
Lembrasse do que eu falo,
Pensasse no que eu faço
Soubesse por que me calo!

Porque eu não sou o que visto.
Eu sou do jeito que estou!
Não sou também o que eu tenho.
Eu sou mesmo quem eu sou!

Meus errinhos

Está bem, eu confesso que errei.
Eu errei, está bem, me dê zero!
Me dê bronca, castigo, conselho.
Mas eu tenho o direito de errar.

Só o que eu peço é que saibam
Que eu necessito errar.
Se eu não errar vez por outra
Como é que eu vou aprender
Como se faz pra acertar?

Pais, professores, adultos
Também já erraram à vontade,
Já fizeram sujeira e borrão.
Ou vai dizer que a borracha
Surgiu só nesta geração?

Vocês que errando aprenderam,
Ouçam o que eu tenho a falar:
Se até hoje cometem seus erros,
Só as crianças não podem errar?

Concordem, eu estou aprendendo.
Comparem meus erros com os seus,
Se já cometeram os seus erros,
Deixem-me agora com os meus!

Identidade

Às vezes nem eu mesmo
sei quem sou.
às vezes sou
"o meu queridinho",
às vezes sou
"moleque malcriado".
Para mim
tem vezes que eu sou rei,
herói voador,
caubói lutador,
jogador campeão.
às vezes sou pulga,
sou mosca também,
que voa e se esconde
de medo e vergonha.
Às vezes eu sou Hércules,
Sansão vencedor,
peito de aço
goleador!
Mas o que importa
o que pensam de mim?
Eu sou quem sou,
eu sou eu,
sou assim,
sou menino.

Pontinho de vista

Eu sou pequeno, me dizem,

e eu fico muito zangado.

Tenho de olhar todo mundo

com o queixo levantado.

Mas, se formiga falasse

e me visse lá do chão,

ia dizer, com certeza:

- Minha nossa, que grandão!

Por enquanto sou pequeno

Por enquanto sou pequeno,
mas vou aprender a ler:
já sei ler palavra inteira,
leio pra cima, e pra baixo,
e plantando bananeira!

Por enquanto sou pequeno,
uma coisa vou dizer,
com certeza e alegria:
sei que nunca vou esquecer
da beleza da poesia!


Por Luana Castro
Graduada em Letras

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