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Figuras de pensamento

Saiba quais são as figuras de pensamento e analise alguns exemplos desse recurso que permite nos expressarmos melhor.

As figuras de linguagem são ferramentas responsáveis pela maior expressividade na comunicação. Levando em consideração as inúmeras situações comunicacionais, assim como nossas variadas intenções ao nos expressarmos, hoje o nosso estudo será voltado para um dos tipos de figuras de linguagem: as figuras de pensamento.

As figuras de pensamento são recursos em que os efeitos de sentido são provocados mais pelo que está implícito na frase do que pelo que está explícito. Vamos conhecê-las?

Tipos de Figuras de Pensamento

  • Alegoria: ocorre quando o sentido que o autor deseja aplicar é diferente do sentido literal das palavras que ele utiliza.

    Exemplos:

    Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. (ditado popular)

    Tu os sustentas com pão de lágrimas, e lhes dás a beber lágrimas com abundância.(passagem da Bíblia)

  • Alusão: é quando fazemos referência a obras literárias, personagens ficcionais, períodos da história, aspectos mitológicos ou bíblicos.

    Exemplo: Calcanhar de Aquiles.

  • Antífrase: ocorre quando utilizamos uma palavra com a intenção de conferir o sentido contrário àquele que comumente tem.

    Exemplos:

    Chegou cedinho, hein! (em referência a alguém que chegou atrasado)

    Coisinha linda. (em referência a uma pessoa feia)

  • Antítese: ocorre quando palavras de sentido contrário estão próximas e a finalidade é a exposição de ideias opostas.

    Exemplos:

    Viver e morrer são as coisas mais naturais do mundo.

    A alegria e a tristeza fazem parte do meu dia a dia.

  • Antonomásia ou perífrase: ocorre quando substituímos uma palavra ou expressão curta por uma expressão mais longa. Normalmente é empregada para substituir nomes de pessoas famosas.

    Exemplos:

    O rei do reggae deixou uma lição de paz e amor. (rei do reggae – Bob Marley)

    Morro de saudades da cidade maravilhosa. (cidade maravilhosa – Rio de Janeiro)

  • Catacrese: ocorre quando uma palavra ou expressão é utilizada para suprir a falta de um termo mais adequado.

    Exemplos:

    Braço da cadeira. (expressão utilizada por falta de uma palavra específica para denominar a parte da cadeira que utilizamos para repousar os braços)

    O pé da cadeira. (expressão utilizada por falta de uma palavra específica para denominar a parte da cadeira que é utilizada para que ela fique em pé)

  • Clímax ou gradação: ocorre quando apresentamos as ideias em uma sequência crescente.

    Exemplo: E, assim, está o coração, cada ano, cada dia, cada hora, sempre alimentado em contemplar o que não vê [...]. (Rui Barbosa)

  • Comparação: ocorre quando comparamos dois aspectos que não pertencem à mesma categoria.

    Exemplos:

    O menino é esperto como uma raposa. (menino pertence à categoria de seres racionais; raposa pertence à categoria de seres irracionais)

    Minha namorada é bela como uma flor. (namorada pertence à categoria de seres humanos; flor pertence à categoria de vegetais)

  • Disfemismo: ocorre quando o sentido desagradável de uma expressão ou palavra é intensificado ou quando usamos deliberadamente termos ou expressões pejorativas ou sarcásticas.

    Exemplos:

    Aquele menino é uma rolha de poço. (a expressão rolha de poço é utilizada para denominar pessoas que estão acima do peso)

    Ele foi tirar água do joelho. (fazer xixi)

  • Eufemismo: ocorre quando substituímos um termo ou expressão desagradável por uma palavra ou expressão mais agradável, aceitável.

    Exemplos:

Ela passou dessa para uma melhor. (Em vez de “ela morreu”)

Aqueles meninos foram convidados a se retirarem. (Em vez de “Aqueles meninos foram expulsos.”)

  • Enumeração: ocorre quando aspectos são apresentados de forma aleatória.

    Deu sinal a trombeta castelhana/Horrendo, fero, ingente e temeroso. (Camões)

  • Hipálage: ocorre quando há um desajustamento entre a função gramatical e a função semântica das palavras, o que cria uma transposição de sentidos.

    Exemplos:

    Dá-me cá esses ossos honrados. (Eça de Queirós)

    A buzina impaciente daqueles carros. (quem é impaciente é o motorista, não a buzina.)

  • Hipérbato: ocorre quando a ordem direta da oração (sujeito + verbo + predicado) é modificada a fim de dramatizar o que está sendo falado.

    Exemplos:

    Dos meus problemas cuido eu!

    Aquela triste e leda madrugada. (Luís Vaz de Camões)

  • Hipérbole: ocorre quando há o exagero intencional de alguma ideia.

    Exemplos:

    Morro de vontade de ter um cachorro.

    Chorei um rio de lágrimas quando assisti a Marley e Eu.

  • Ironia: ocorre quando uma palavra é utilizada com o sentido diferente que ela literalmente tem a fim de que o humor e/ou a crítica sejam gerados.

    Exemplos:

    Como guitarrista, ele é um ótimo cozinheiro.

    Que educação! Entrou mudo e saiu calado.

  • Litotes: ocorre quando suavizamos o sentido de uma expressão ou frase utilizando um termo ou expressão pela negação do contrário.

    Exemplos:

    Ela é pouco delicada. (Ela é bruta.)

    Eles não nada bobos. (Eles são espertos.)

  • Paradoxo: ocorre quando conceitos opostos estão na mesma oração e, à primeira vista, parecem ser absurdos, mas, na verdade, expressam uma realidade possível.

Exemplo:

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer

(Camões)

Aproveite para conferir a nossa videoaula relacionada ao assunto:

As figuras de pensamento são recursos que trabalham com o que está nas entrelinhas As figuras de pensamento são recursos que trabalham com o que está nas entrelinhas
Por Mariana do Carmo Pacheco

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