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Segundo Triunvirato

Segundo Triunvirato foi um acordo político que colocou Marco Antônio, Otávio e Lépido para governarem a república romana. Encerrou-se com a coroação de Otávio como imperador.

Ilustração do encontro de Marco Antônio e Otávio, em primeiro plano; ao fundo, outras pessoas, sob uma tenda. O segundo triunvirato ficou marcado pela inimizade entre Otávio e Marco Antônio.

O segundo triunvirato foi um acordo político que aconteceu na república romana, colocando Marco Antônio, Lépido e Otávio para governarem conjuntamente por cinco anos. O acordo visava a dar estabilidade política para a república, abalada com o assassinato do ditador Júlio César.

O segundo triunvirato ficou marcado pela perseguição dos conspiradores que assassinaram Júlio César, mas também pela disputa pelo poder travada entre Otávio e Marco Antônio. Esse segundo acordo se iniciou em 43 a.C. e se encerrou, em 31 a.C., com a coroação de Otávio como imperador.

Leia mais: Primeiro triunvirato — um acordo entre Júlio César, Crasso e Pompeu pelo controle da política romana

Resumo sobre Segundo Triunvirato

  • Foi formado por Marco Antônio, Otávio e Lépido.

  • Foi iniciado como forma de dar estabilidade política à república romana depois do assassinato de Júlio César.

  • Estendeu-se em 43 a.C. e se encerrou, em 31 a.C., com a coroação de Otávio como imperador.

  • Foi marcado pelas perseguições dos que conspiraram contra Júlio César.

  • Encerrou-se quando Marco Antônio foi derrotado na guerra civil contra Otávio.

Antecedentes do Segundo Triunvirato

Em 44 a.C., Júlio César, ditador de Roma, foi assassinado em uma conspiração realizada por alguns membros do Senado romano, em especial, Marco Júnio Bruto e Caio Cássio Longino. Júlio César havia sido membro do primeiro triunvirato e se estabelecido no poder em 48 a.C., quando venceu a guerra que travava com Pompeu, um dos membros desse primeiro acordo.

O assassinato de Júlio César visava a restaurar o poder na república romana da forma tradicional praticada antes da ascensão de César, mas, na prática, contribuiu para desestabilizar mais ainda a república. Isso porque César era uma figura muito popular entre o povo romano e sua morte disseminou insatisfação pela população.

O Senado romano desejava conceder anistia àqueles que haviam participado da conspiração contra César, mas a insatisfação da população romana não permitiu que isso acontecesse. Com isso, Bruto e Cássio decidiram fugir de Roma e foram para o leste das terras que faziam parte dos domínios romanos.

Formação do Segundo Triunvirato

A instabilidade política de Roma e a insatisfação da população eram dois problemas graves a serem resolvidos, e a solução encontrada foi formar, em 43 a.C., um novo triunvirato para governar o território romano. Esse novo triunvirato reuniu:

  • Marco Antônio, bastante próximo de Júlio César;

  • Otávio, sobrinho e filho adotado de Júlio César; e

  • Lépido.

A aliança formada pelos três era instável desde o início, principalmente porque Marco Antônio e Otávio nutriam uma forte inimizade entre si. Os membros do triunvirato recebiam poderes do Senado para governar Roma por cinco anos bem como o direito de aprovar leis sem precisarem da aprovação dos senadores.

A inimizade entre Marco Antônio e Otávio selou o destino dessa aliança. Logo o triunvirato se transformou em uma disputa sobre quem seria o novo governante da república romana, e os primeiros atritos entre Marco Antônio e Otávio aconteceram já no início do acordo.

O Senado se envolveu na disputa travada entre os dois governantes romanos e se voltou contra Marco Antônio e Lépido. Paralelamente a essas disputas e brigas políticas, aconteciam expedições militares cujo propósito era caçar os mandantes do assassinato de Júlio César — Bruto e Cássio.

O desejo de vingança unia Marco Antônio e Otávio, pois ambos eram muito próximos do antigo ditador. Isso levou ao início de uma nova guerra civil no interior da república romana. Além disso, uma parte significativa das tropas romanas era bastante leal a César e se engajou com afinco nas campanhas para derrotar Cássio e Bruto.

Apesar de haver uma movimentação no Senado pela anistia dos envolvidos, a pressão daqueles que eram fiéis a Júlio César levou ao decreto que exigia a punição imediata de todos que participaram do assassinato do governante anterior. Essa perseguição dos que conspiraram contra Júlio César levou a execução de 300 senadores e mais de 2000 cavaleiros.

Muitos daqueles que foram condenados à morte conseguiram fugir antes de serem aprisionados e deixaram para trás toda a sua riqueza. Esse bens foram usados pelo triunvirato para financiar a perseguição dos assassinos de César. Um dos principais nomes capturados e executados foi o de Décimo Júnio Bruto Albino, político e militar.

Enquanto as execuções aconteciam, o triunvirato priorizou a perseguição de Bruto e Cássio, no leste. Os dois tinham juntado forças na Ásia Menor, e, em 42 a.C., uma grande batalha aconteceu entre as tropas de Otávio e Marco Antônio e as de Bruto e Cássio. Esse embate aconteceu no território da Macedônia.

As tropas de Cássio lutaram contra as de Marco Antônio e foram derrotadas. Cássio imaginou que Bruto também tinha sido derrotado e decidiu cometer suicídio para evitar ser capturado. Poucos dias depois, Bruto foi derrotado em batalha, mas conseguiu fugir. Ele também cometeu suicídio.

Leia mais: Política na República Romana

Fim do segundo triunvirato

Com o fim do segundo triunvirato, Otávio foi coroado imperador romano.

O primeiro a sair do triunvirato foi Lépido. Em 38 a.C., o triunvirato foi renovado por mais cinco anos, mas, em 37 a.C., Lépido foi afastado. Com isso, Marco Antônio e Otávio dividiram o poder romano, o que acirrou a disputa entre ambos. Otávio passou a governar a parte ocidental da república, enquanto Marco Antônio governava a parte oriental.

Marco Antônio era casado com a irmã de Otávio, que se chamava Octávia. Esse matrimônio aconteceu em 40 a.C., depois que ambos haviam ficado viúvos. Em 32 a.C., Marco Antônio repudiou sua esposa, expulsando-a de sua casa para que ele pudesse se casar com Cleópatra, rainha do Egito.

Essa atitude foi o suficiente para iniciar uma nova guerra civil em Roma, pois Otávio declarou guerra a Cleópatra. Otávio contava com o apoio do Senado nesse conflito, e seu argumento para a guerra foi que a fidelidade de Marco Antônio com Roma estava abalada devido a sua preferência pela rainha egípcia.

Uma nova guerra civil foi definida na Batalha de Áccio, em 31 a.C., quando as tropas de Marco Antônio e Cleópatra foram derrotadas. A derrota levou ambos a cometerem suicídio, e Otávio retornou para Roma vitorioso. O prestígio que Otávio alcançou o levou a ser coroado imperador de Roma, marcando o fim da república romana.

Videoaula sobre Roma Antiga: República (triunviratos e o nascimento do Império)

Por Daniel Neves Silva

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