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Nacionalismo e imperialismo

Entenda a importância dos conceitos de Nacionalismo e Imperialismo para a compreensão da virada do século XIX para o século XX.

por Cláudio Fernandes
A chamada “Primavera dos Povos” foi um dos momentos-chave do Nacionalismo A chamada “Primavera dos Povos” foi um dos momentos-chave do Nacionalismo

Os conceitos de Imperialismo e Nacionalismo estão entre os mais importantes para se compreender bem a Idade Contemporânea. Mas para conseguirmos ter dimensão dessa importância, é necessário que, antes, abordemos outro conceito fundamental para essa mesma época: o conceito de revolução.

Você certamente deve lembrar-se de que a Idade Contemporânea tem, segundo consenso dos historiadores, um marco inicial. Esse marco é a Revolução Francesa, iniciada em 1789 e só finalizada com a ascensão de Napoleão Bonaparte ao poder no ano de 1799. A Revolução Francesa teve como característica principal o rompimento com as estruturas políticas do absolutismo monárquico, ou “Antigo Regime”, no qual a fonte do poder político era o próprio monarca. Os cidadãos eram súditos do rei, e não constituintes do poder, isto é, não havia, como há hoje, uma Constituição que representasse diretamente o povo (o francês, no caso), que garantisse os diretos dos indivíduos e que representasse a soberania da Nação. O rei era o soberano.

A partir do advento da Revolução Francesa e da expansão de seus ideais com as guerras napoleônicas, a ideia de Nação começou a germinar em todo o continente europeu e também fora dele. Essa ideia era estimulada pela burguesia, que, já poderosa economicamente (sobretudo por causa da Revolução Industrial), procurava sua legitimidade política. Para tanto, era necessário o confronto com o modelo de soberania do Estado absolutista. O século XIX foi atravessado por lutas políticas embebidas por essas ideias. O arco temporal que vai de 1848 a 1871 marcou a erupção das nações contemporâneas, como a italiana, a alemã, na Europa, e as várias nações no continente latino-americano que conseguiram sua independência.

Toda essa atmosfera estava ligada ao conceito de nacionalismo. O nacionalismo tornou-se no fim do século XIX e no início do século XX um vetor ideológico que produziu diversas rivalidades, tanto no plano econômico-político quanto no plano militar. A rivalidade entre as nações desse período desencadeou, por exemplo, o processo de colonização dos continentes asiático e africano – processo esse que ficou conhecido como Neocolonialismo, termo usado para estabelecer a diferença com o colonialismo dos séculos XVI e XVII realizado nas Américas. Como o Neocolonialismo implicava disputa por território e integração entre o capital financeiro (bancos) e o capital industrial, as nações que o praticavam ficaram conhecidas como “imperialistas”. Para melhor entender a relação entre política de expansão e integração econômica como fatores de definição do conceito de “nação imperialista” ou “potência imperialista”, consulte este link: Imperialismo.

O fato é que, a despeito de terem sido importantes no processo de composição dos modelos políticos atuais, sobretudo no mundo ocidental, as ideologias embutidas nos conceitos de Nacionalismo e Imperialismo acabaram por arquitetar, posteriormente, os maiores horrores do século XX: as duas guerras mundiais (1914-1918 e 1939-1945, respectivamente), que muitos autores encaram como sendo um único conflito, com intervalo de 21 anos.


Por Me. Cláudio Fernandes

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