Astecas

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Astecas Detalhe da cabeça de uma serpente que fazia parte do Templo Maior, da antiga cidade asteca Tenochtitlán
Por Daniel Neves Silva
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Os astecas foram um povo mesoamericano (que habitava a região da Mesoamérica, especificamente onde atualmente localiza-se o México) e formaram um grande império a partir da conquista de povos vizinhos. Os astecas ficaram conhecidos por muitos feitos, entre eles, destaca-se a construção de uma grandiosa cidade: Tenochtitlán. O Império Asteca desapareceu depois que a região foi conquistada pelos espanhóis em 1521.

Origens

Os astecas eram herdeiros dos povos mexicas que migraram e estabeleceram-se no Vale do México por volta de 1325, quando fundaram a cidade de Tenochtitlán. As lendas astecas afirmavam que Tenochtitlán havia sido fundada após os mexicas avistarem um presságio do deus Huitzilopochtli sobre o local no qual deveriam assentar a nova cidade. Nessa lenda, uma águia, pousada em um cacto, estava segurando uma cobra.

Após esse presságio, os astecas fundaram Tenochtitlán, que acabou transformando-se em uma grande cidade, a capital dos astecas, portanto, seu centro político, religioso e comercial. Essa cidade foi construída em uma ilha na região do Vale do México, onde, na época, havia o lago Texcoco (o lago, naturalmente, não existe mais). Segundo os historiadores, essa região era disputada por diferentes povos locais desde aproximadamente 1100.

Depois de seu estabelecimento em Tenochtitlán, os mexicas desenvolveram-se, fortaleceram-se e transformaram-se na força hegemônica da região por meio de guerras e da conquista dos povos vizinhos. Essa hegemonia asteca ocorreu com a união de Tenochtitlán com cidades vizinhas, formando uma Tríplice Aliança.

Essa aliança militar, formada pelas cidades de Tenochtitlán, Texcoco e Tlacopan, constituiu as bases do que se tornaria o Império Asteca, por um processo de expansão territorial pelo Vale do México.

Características dos astecas

Em seu auge, os astecas formaram um império que dominou territorialmente regiões vastíssimas do atual México e que manteve o controle de até 11 milhões de pessoas|1|. Esse controle dos astecas sobre as regiões vizinhas demandava uma grande quantidade de impostos, que eram pagos em diferentes itens de importância local: alimentos, cerâmicas, joias etc. O governo dos astecas era comandado por um imperador, que, na língua local, o nahuatl, era chamado de Hueyi Tlatoani.

A sociedade asteca era estratificada, dessa forma, era dividida em diferentes classes sociais que incluíam a família real, os sacerdotes, chefes militares e demais funcionários de estado, comerciantes, artesãos, camponeses e escravos. Esse conhecimento sobre a sociedade asteca é atribuída aos códices. Os códices são escritos e desenhos feitos pelos próprios astecas que descreviam o seu cotidiano.

A base da economia asteca era a agricultura que produzia diferentes gêneros agrícolas, tais como cenoura, batata, tomate, pimenta etc. O intenso comércio existente em grandes cidades astecas evidenciava a diversidade de gêneros produzidos e a riqueza desse povo. A agricultura desenvolvida pelos astecas era muito fértil por causa da utilização de uma técnica conhecida como chinampa.

Pelo fato de a capital asteca ter sido construída em uma ilha, havia pouco espaço para o desenvolvimento da agricultura. Para solucionar isso, os astecas criaram ilhas artificiais – as chinampas – que flutuavam sobre as águas do lago Texcoco e onde eram cultivadas as plantações. Essas ilhas eram construídas com o uso de material orgânico e possibilitaram a grande diversidade da alimentação asteca.

As chinampas permitiram ainda o cultivo de todo o alimento necessário para abrigar a gigantesca população da capital asteca, a qual chegou a ter mais de 200 mil habitantes no começo do século XVI. Além disso, os astecas destacaram-se pela construção de canais de irrigação, que levavam a água do lago para diferentes locais da capital.

No campo religioso, dominava o politeísmo, portanto, os astecas acreditavam em mais de um deus. Sua religião mesclava deuses próprios com outros deuses que eram comuns na Mesoamérica e que faziam parte da crença religiosa de outros povos. Entre os deuses astecas, podemos citar Huitzilopochtli, Tlaloc, Quetzalcoatl e Tezcatlipoca.

A religião dos astecas demandava uma grande quantidade de sacrifícios humanos, que eram realizados como forma de agradar aos deuses. O povo asteca acreditava que, para manter o sol brilhando, garantir boas colheitas e evitar tragédias climáticas, esses sacrifícios deveriam ser feitos no alto da pirâmide conhecida como Templo Maior. Em sua forma mais comum, esses rituais consistiam na retirada do coração daquele que seria sacrificado.

Decadência

A decadência dos astecas estava diretamente relacionada com a chegada dos espanhóis. Alguns historiadores apontam que o Império Asteca já enfrentava um certo declínio, resultado do enfraquecimento causado por frequentes rebeliões de povos dominados. No entanto, esse processo foi consolidado com a chegada dos espanhóis à região em 1519.

Os espanhóis, liderados por Hernán Cortez, aliaram-se com povos vizinhos e inimigos dos astecas, como os Tlaxcaltecas, e iniciaram uma guerra de conquista. Apesar dos contatos entre espanhóis e astecas terem sido amistosos, essa relação logo azedou, e os espanhóis conquistaram a cidade de Tenochtitlán em 1521.

Após a conquista da capital asteca, os espanhóis dominaram ainda os territórios vizinhos e estabeleceram as bases da cidade que hoje é a capital do México. Dessa forma, foi instalado o Vice-Reino da Nova Espanha, iniciando a colonização espanhola nessas regiões que também incluíam os territórios antes habitados pelos astecas.

|1| Aztec Civilization. Para acessar, clique aqui (em inglês).

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