Teorias demográficas

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Teorias demográficas As teorias demográficas tentam explicar a relação entre a população e a produção de alimentos
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Sabemos que a população mundial já ultrapassou os 7 bilhões de pessoas. É muita gente! Por que será que essa população cresce tão rápido? Será que teremos recursos disponíveis para alimentar e atender às necessidades básicas de tantos habitantes?

Para responder a essas perguntas, diferentes respostas foram formuladas. A elas, damos o nome de teorias demográficas.

Não é recente essa preocupação em torno da relação entre a oferta de recursos naturais e a quantidade de pessoas no mundo. Na verdade, foi no século XIX que as teorias populacionais começaram a ser desenvolvidas. Vamos agora conhecer cada uma delas:

Malthusianismo

O primeiro a fazer isso foi Thomas Robert Malthus. Para ele, o aumento da produção de alimentos seria menor do que o crescimento do número de habitantes no mundo. Sendo assim, logo não haveria mais alimentos para as pessoas. A humanidade estaria, desse modo, condenada a passar por problemas como subnutrição, fome, doenças, epidemias, entre outros fatores.

Thomas Malthus, economista inglês do século XIX
Thomas Malthus, economista inglês do século XIX

Para resolver esse problema, Malthus defendia o “controle moral”, em que as pessoas deveriam abandonar as práticas sexuais para diminuir o número de nascimentos e controlar o crescimento total de habitantes. Além disso, ele defendia a ideia de que a população pobre era a grande responsável pelo excesso de gente no mundo, sendo necessário que cada pessoa tivesse somente o número de filhos que pudesse criar.

Às teorias elaboradas por Malthus e defendidas por muitas pessoas dá-se o nome de teoria malthusiana ou malthusianismo.

O problema dessa teoria é que, no século XIX, Malthus não imaginava que as tecnologias nas produções agropecuárias e industriais fossem se tornar tão avançadas. Essa evolução permitiu que a produção de alimentos fosse muito maior que o número de habitantes no mundo, provando assim que ele estava enganado.

Neomalthusianismo

Mesmo assim, muitas pessoas ainda acreditam que problemas relativos à fome e à subnutrição no mundo sejam ocasionados pela falta de alimentos e pelo excesso de pessoas. Mas, ao contrário de Malthus, esses teóricos defendem que para controlar o crescimento populacional é necessário adotar métodos contraceptivos, isto é, aqueles que impedem que novas pessoas nasçam.

As pessoas que defendem essas ideias são chamadas de neomalthusianas (a palavra “neo” significa “novo”).

Esses métodos ainda hoje são muito adotados pelos países e pelas organizações internacionais, como a distribuição gratuita de camisinhas, a venda de medicamentos anticoncepcionais sem a necessidade de prescrição médica, entre outras ações.

Teoria Reformista

Existem aqueles teóricos que são totalmente contrários às ideias defendidas por Thomas Malthus e pelos Neomalthusianos, eles são os reformistas ou marxistas. Esses teóricos construíram suas ideias a partir do que dizia o economista e sociólogo alemão Karl Marx.

Karl Marx, pensador alemão que dizia que o problema é a desigualdade social
Karl Marx, pensador alemão que dizia que o problema é a desigualdade social

Nessa teoria, afirma-se que o problema da fome e da miséria no mundo não é a falta de alimentos para a população e também não é culpa do excesso de gente. Esses problemas, na verdade, seriam causados pela má distribuição de renda e do acesso aos bens de consumo. Em outras palavras, para os reformistas, a questão é a desigualdade econômica, e não a falta de recursos.

Para promover o fim da fome e da miséria ou para evitar que elas ocorram, de acordo com essa teoria, basta que se distribua de uma forma mais democrática a renda, através de reformas sociais que melhorem as condições de vida das populações mais pobres. Assim, se essas pessoas tiverem melhores condições de vida, melhor educação, saúde e outras coisas, terão maiores condições para abandonarem a miséria. Além disso, é preciso evitar que os ricos ganhem cada vez mais e os pobres fiquem com cada vez menos.


Por Rodolfo Alves Pena
Graduado em Geografia

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