A coesão do texto é o que liga palavras e frases com pronomes, conectivos e repetições planejadas, evitando que as ideias fiquem soltas e sem relação em um texto.
A coesão é aquilo que conecta palavras, frases e parágrafos, formando um texto contínuo e fácil de acompanhar. Com ela, podemos evitar repetições e melhorar a leitura.
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Coesão é o conjunto de recursos que ajudam a conectar as partes de um texto, deixando as frases bem amarradas entre si. Ela aparece quando você usa palavras e estratégias para retomar e substituir termos ou ligar informações. Veja este primeiro enunciado:
“João chegou em casa. João estava cansado. João tomou banho. João dormiu.”
Veja que há várias frases soltas a respeito de como João estava e do que ele fez. Agora, observe como é possível, por meio de mecanismos da língua, juntar essas frases de maneira coesa:
“João chegou em casa. Ele estava cansado, então tomou banho e dormiu.”
Agora, as frases estão juntas, tornando o enunciado mais fluido, para contar como João estava e o que ele fez: o pronome “ele” retoma “João”, e os conectivos “então” e “e” ligam as orações e estabelecem sentido entre elas. Essas são formas de trazer diferentes tipos de coesão textual.
A coesão pode acontecer de dois jeitos principais: a referencial e a sequencial.
É quando o tipo de coesão envolve a retomada e a substituição de expressões anteriores no texto, evitando a repetição de uma mesma palavra ou ideia. Para isso, você pode usar pronomes, sinônimos ou termos mais gerais. Veja:
É quando o tipo de coesão envolve conectivos que mostram a relação entre diferentes frases. Veja:
“Eu queria sair, mas começou a chover. Por isso, fiquei em casa.”
Nesse enunciado, há três frases: “queria sair”, “começou a chover” e “fiquei em casa”. Elas aparecem unidas por dois conectivos: “mas” indica oposição entre “eu queria sair” e “começou a chover”, já que a pessoa que fala não pôde sair por estar chovendo; “por isso” indica causa entre “fiquei em casa” e “começou a chover”, já que a pessoa teve que ficar em casa por causa da chuva.
Os dois conceitos relacionam-se ao escrevermos uma redação, mas são um pouco diferentes.
Veja este exemplo:
“Está muito frio aqui. Estou com calor.”
Essas duas frases juntas são contraditórias: como a pessoa que fala está com calor e acha que o ambiente está frio? Então, não há coerência entre essas frases. Além disso, elas não estão conectadas entre si, pois não há nenhum elemento ligando as frases. Observe a diferença:
“Está muito frio aqui, mas estou com calor.”
Agora, há um elemento que liga as frases: o conectivo “mas”, que indica oposição. Além de ele trazer coesão ao enunciado, ele também trouxe coerência, pois ele indica o sentido de oposição entre as duas frases: é possível a pessoa que fala saber que o ambiente está frio e indicar que, oposto a isso, ela está com calor mesmo assim.
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Veja algumas dicas para escrever um texto coeso:
Questão 1
Em qual alternativa há coesão referencial e coesão sequencial bem construídas?
A) Marina chegou cedo. Marina guardou a mochila. Marina sentou. Marina abriu o caderno.
B) Marina chegou cedo, mas guardou a mochila porque sentou para abrir o caderno.
C) Marina chegou cedo e guardou a mochila. Isso sentou e abriu o caderno.
D) Marina chegou cedo. Ela guardou a mochila e sentou para abrir o caderno.
Resposta
Alternativa D. Nela, há coesão referencial (com o uso adequado do pronome “ela” para substituir “Marina”) e sequencial (com conectivos que indicam relações coerentes entre as frases, como “e” e “para”).
Questão 2
Qual a diferença entre coesão e coerência?
A) A coesão liga partes do texto. A coerência é o sentido geral e a lógica entre as ideias.
B) A coesão é a ideia principal do texto. A coerência é a adequação às normas gramaticais.
C) A coesão depende do tema do texto. A coerência depende do tamanho do texto.
D) A coesão é o uso de palavras cultas e rebuscadas. A coerência é o uso de frases curtas e diretas.
Resposta
Alternativa A. A coesão é o que conecta as partes do texto (com pronomes, conectivos, retomadas e substituições), enquanto a coerência é o que garante que as ideias tenham lógica e façam sentido juntas.
Fontes
BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 38ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2020.
CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 7ª ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2016.