Qual matéria está procurando ?

História

História

Abdicação de D. Pedro I

Entenda os motivos que levaram à abdicação de D. Pedro I em 07 de abril de 1831.

Bilhete escrito pelo Imperador D. Pedro I que expressa seu gesto de abdicação do trono Bilhete escrito pelo Imperador D. Pedro I que expressa seu gesto de abdicação do trono

Nas primeiras décadas do século XIX, o Brasil havia saído da condição de colônia de Portugal com a vinda da Família Real Portuguesa em 1808. Esse fato preparou terreno para uma grande eferverscência política e cultural no Brasil, sobretudo na cidade do Rio de Janeiro, o que resultou na ruptura com Portugal, na década de 1820, que marcou, no Brasil, o processo de Independência (realizada em 1822) do país e a consolidação do modelo imperial de governo. Em meio à consolidação do Império no Brasil, D. Pedro I enfrentou muitos focos de resistência e protagonizou situações públicas e privadas que agravaram a sua imagem perante os seus súditos. Os problemas que se avolumaram no Primeiro Reinado acabaram por culminar na abdicação do imperador em 1831.

  • Causas da Abdicação de D. Pedro I

Os problemas que o reinado de D. Pedro I apresentava eram de variadas ordens, a começar pela oscilação que o imperador (por ser herdeiro do trono português) mantinha entre os interesses brasileiros e portugueses. O exercício do Poder Moderador, que dava ao imperador força política para dissolver a Constituinte e nomear cargos vitalícios, também entrava em choque com a perspectiva política de lideranças liberais.

Além disso, contribuíam para a instabilidade política do Primeiro Reinado insurgências regionais, como a Confederação do Equador e a malsucedida campanha militar na Guerra da Cisplatina (1825-1828), em que o exército imperial foi humilhado pelas forças da Argentina e do Uruguai, provocando a indignação dos oficiais contra o imperador. Somou-se a isso a crise financeira de 1829, que ocasionou o fechamento do Banco do Brasil e a desvalorização da moeda nacional.

A situação política da Europa também se fazia refletir em terras brasileiras. Dom João VI morreu em 1826, e a situação política de Portugal passou a ser um impasse, gerando preocupação nas elites brasileiras, haja vista que Pedro I era um dos herdeiros do trono português e poderia, eventualmente, subordinar o país novamente à coroa lusitana. Outro fato de destaque foi a queda do rei francês Carlos X, e o subsequente início da chamada Monarquia de Junho (uma monarquia de tendência liberal), na França, que contaminaria outras nações europeias.

  • Noite das Garrafadas

Em meio a toda essa turbulência, D. Pedro I, que já estava sendo atacado por diversos órgãos da imprensa, como o jornal Aurora Fluminense, procurou articular-se, em 1831, com algumas lideranças liberais por meio de uma visita a Minas Gerais. A visita, entretanto, foi malsucedida. Os portugueses que habitavam a cidade do Rio de Janeiro, ao saber da fracassada articulação política de Pedro I, decidiram organizar uma recepção para o imperador com luminárias acesas pelas ruas da cidade. Os brasileiros, revoltados com tal gesto, começaram a quebrar as luminárias das casas dos portugueses, que, por sua vez, revidaram atirando garrafas nos brasileiros. Esse episódio ficou conhecido como a “Noite das Garrafadas”.

  • A abdicação do trono

Com a pressão gerada por esse conjunto de acontecimentos, Dom Pedro decidiu, em 7 de abril de 1831, abdicar do trono em favor de seu filho, nascido no Brasil, Pedro de Alcântara, que se tornaria o segundo imperador do país. Em seu bilhete de abdicação está escrito:“Usando do direito que a Constituição me concede, declaro que, hei mui voluntariamente, abdicado na pessoa do meu muito amado e prezado filho, o sr. D. Pedro de Alcantara. Boa Vista, sete de abril de mil oitocentos e trinta e um, décimo da Independência e do Império. Pedro.”


Por Me. Cláudio Fernandes

Por Cláudio Fernandes

Você pode se interessar também

História

Golpe da Maioridade

História

Guerra da Cisplatina

História

Hino Nacional do Brasil

História

Período Joanino

Últimos artigos

Símbolos nacionais

Símbolos nacionais são quatro símbolos que, por determinação da nossa lei, representam a nação brasileira.

Guerra do Contestado

Guerra do Contestado foi um conflito que se estendeu de 1912 a 1916 e mesclou insatisfação social com messianismo religioso.

Encontro vocálico

O encontro vocálico ocorre quando uma vogal e uma semivogal aparecem uma depois da outra em uma palavra. Há três tipos de encontro vocálico: o ditongo, o tritongo e o hiato.

Transporte passivo

Transporte passivo garante o transporte de substâncias através da membrana plasmática sem que ocorra o gasto de energia. A osmose é um tipo de transporte passivo.