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Defeitos textuais

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O texto não é apenas um amontoado de palavras, pois essas precisam organizar-se de forma que constituam frases coesas e coerentes. Entretanto, além de se preocupar com a qualidade de um texto, é importante definir quais são os seus “defeitos” para que esses não venham prejudicá-lo.  A seguir, falaremos sobre os “vilões” textuais. Analise cada um e veja como podem ser nocivos.

O primeiro problema a ser destacado é a ambiguidade, que acontece todas as vezes em que em um texto há dupla possibilidade de interpretação. Não é difícil entender o porquê, não é mesmo? Se um bom texto precisa ser claro, não pode dar margem a mais de uma interpretação. Por isso, é preciso tomar cuidado no momento da escolha das palavras, na sua colocação na oração e na construção de cada período.

A ambiguidade poderá originar-se, por exemplo, na pontuação, já que a ausência desse recurso ou o seu mau uso pode comprometer o texto, podendo levá-lo a ter duplo sentido. Entretanto, não são apenas problemas de pontuação, mas o mau uso de um pronome também pode gerar confusão. Acompanhe o exemplo:

Joaquina cuidou de Gabriel em sua casa.

No exemplo, é difícil precisar na casa de quem Gabriel foi cuidado, dele ou de Joaquina? Para evitar esse tipo de problema, é imprescindível que seja feita uma revisão antes de entregar o texto.

O segundo “defeito” de um texto é o eco. Você já esteve em uma gruta ou em alguma casa grande e vazia e deu um grito ou falou alguma coisa? Se você já fez isso, sabe que tudo que foi dito foi ouvido novamente, não é? Esse fenômeno é o eco. Ele está presente na natureza, mas também pode estar presente em um texto quando são usadas palavras com final semelhante (por terem mesma sílaba final ou mesmo som). Veja o exemplo:

A aquisição de um galpão para o salão de refeição foi conseguida em um pregão.

Nossa! Percebeu como foi difícil entender a mensagem? Isso acontece porque, em geral, o que fica marcado é a finalização das palavras e não o que elas dizem (mensagem). Além disso, é importante destacar que a musicalidade é própria dos textos poéticos, não sendo bem vista dentro de um texto em prosa, a não ser que haja um objetivo em sua utilização.

O terceiro defeito de um texto é a cacofonia. Achou estranha a palavra?  Fique tranquilo, a explicação é simples.  A cacofonia significa som feio ou desagradável. Sabe quando alguém usa uma palavra que não combina com a outra e, ao ouvi-las juntas, é como se o seu ouvido ficasse incomodado? Então, isso é a cacofonia, um defeito que compromete a clareza do texto, por isso, preste atenção na hora de escolher as palavras. A seguir, acompanhe um exemplo de cacofonia. 

“Mande-me já o recibo.”

Além da ambiguidade, da cacofonia e do eco, também fazem parte da lista dos defeitos de um texto:

  • Escolha de palavras difíceis ou que não façam parte do seu vocabulário;
  • Falta de coesão (mau uso dos elementos que fazem ligações entre as palavras ou orações, tais como preposição e conjunção);
  • Falta de coerência (ausência de lógica que acontece quando as ideias não combinam ou não fazem sentido, por exemplo: Nas férias de julho, fui ao rio Araguaia e nadei ao lado de um tubarão.);
  • Problemas na pontuação;
  • Períodos muito longos;
  • Falta de objetividade (é o famoso “encher linguiça”, falar demais, mas não falar o que precisa);
  • Frases feitas (aquelas frases que já caíram no senso comum, ou seja, que todo mundo repete, mas que não estão sustentadas em argumentos fortes, críticos, embasados. Por exemplo: Todo político é corrupto. O Brasil não tem jeito. É preciso melhorar a educação e a saúde.);     
  • Soluções “apocalípticas” (Soluções ou conclusões que não são críticas ou lógicas, mas são radicais ou extremistas. Exemplos: A solução é fechar o Congresso.);
  •  Presença da oralidade na escrita (presença na escrita de palavras ou expressões que são usadas na fala, como gírias, abreviaturas etc.).

 

Por isso, sempre que um texto for construído, é importante que os fatores citados acima sejam considerados para que a mensagem não seja prejudicada.  Além disso, lembre-se de que a escrita exige que as regras da norma padrão sejam obedecidas. Se a escolha é pela dissertação, por exemplo, ou qualquer gênero que esteja dentro dela, considere que é um texto formal, portanto, elimine as marcas de interlocução, tais como: “Aí”, “Né”, “Você acha” etc., além de gírias e abreviações. Não se esqueça de que a fala é bem diferente da escrita, então, é necessário adequar-se. Por isso, enriqueça seu texto com argumentos fortes, que demonstrem seu conhecimento sobre o assunto, pois falar a respeito de algo que está constantemente na mídia ou que é bastante conhecido pelo leitor de forma superficial não é característico de um leitor competente.


Por Mayra Pavan
Graduada em Letras

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