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Pronomes pessoais

Pronomes pessoais são os pronomes que indicam as pessoas do discurso. Os do caso reto atuam como sujeito, e os do caso oblíquo atuam como complemento.

Esquema explicando o que são os pronomes pessoais e mostrando quais são eles. Os pronomes pessoais podem ser do caso reto ou do caso oblíquo. (Créditos: Isa Galvão | Escola Kids)

Pronomes pessoais são os pronomes que indicam as três pessoas do discurso, ou seja, quem fala, com quem se fala ou de quem se fala. Os pronomes pessoais do caso reto são: eu, tu, ele ou ela, nós, vós, eles ou elas. Os pronomes pessoais do caso oblíquo são: me, te, o, a, se, lhe, nos, vos, os, as, se, lhes (átonos) e mim, ti, ele, ela, si, nós, vós, eles, elas (tônicos).

Os pronomes do caso reto exercem a função de sujeito (elemento que pratica ou sofre a ação): “Nós compramos chocolate”. Nesse exemplo, o sujeito “nós” pratica a ação de comprar chocolate. Já os pronomes do caso oblíquo exercem função de complemento: “Esse chocolate eu comprei-o”. No exemplo, “o” complementa o sentido do verbo “comprei” e substitui a palavra “chocolate”.

Leia também: Afinal, o que são os pronomes?

Resumo sobre os pronomes pessoais

  • Pronomes pessoais são aqueles que indicam as pessoas do discurso: quem fala, com quem se fala ou de quem se fala.
  • Primeira pessoa do discurso (quem fala): “eu” (singular) e “nós” (plural).
  • Segunda pessoa do discurso (com quem se fala): “tu” (singular) e “vós” (plural).
  • Terceira pessoa do discurso (de quem se fala): “ela” ou “ele” (singular), “elas” ou “eles” (plural).
  • Os pronomes pessoais do caso reto exercem a função de sujeito da oração. São eles: eu, tu, ele ou ela, nós, vós, eles ou elas.
  • Os pronomes pessoais do caso oblíquo exercem a função de complemento verbal ou nominal. São eles:
    • Átonos (pronunciados com menor intensidade na voz): me, te, o, a, se, lhe, nos, vos, os, as, se, lhes.
    • Tônicos (pronunciados com maior intensidade na voz): mim, ti, ele, ela, si, nós, vós, eles, elas.
  • Os principais pronomes de tratamento são:
    • você (tratamento informal);
    • senhor ou senhora (tratamento respeitoso);
    • senhorita (ao falar com moça solteira);
    • Vossa Senhoria (usado principalmente em correspondência comercial);
    • Vossa Excelência (grande autoridade);
    • Vossa Reverendíssima (sacerdote);
    • Vossa Eminência (cardeal);
    • Vossa Santidade (Papa);
    • Vossa Majestade (rainha ou rei);
    • Vossa Alteza (princesa ou príncipe).

O que são pronomes pessoais?

Pronomes pessoais são os pronomes que indicam a pessoa do discurso (ou pessoa verbal). Existem três pessoas do discurso:

  • Primeira (quem fala): “eu” (singular) e “nós” (plural).
  • Segunda (com quem se fala): “tu” (singular) e “vós” (plural).
  • Terceira (de quem se fala): “ela” ou “ele” (singular), “elas” ou “eles” (plural).

Importante: O pronome é uma palavra que acompanha ou substitui um substantivo (termo que nomeia seres ou coisas, sejam reais ou imaginários).

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Veja esta frase:

Flora entrou na sala, e todos a cumprimentaram.

Nesse enunciado, você pode notar que o pronome pessoal “a” substitui o substantivo próprio Flora:

Flora entrou na sala, e todos cumprimentaram Flora.

Para não repetir o nome “Flora” em sua segunda ocorrência, usamos o pronome “a”, que substitui tal substantivo. O mesmo ocorre no exemplo a seguir:

Ela respondeu aos cumprimentos com um sorriso amistoso.

Nesse caso, “ela” é um pronome pessoal que substitui o substantivo “Flora”.

Dessa forma, tanto o pronome “ela” quanto o pronome “a” indicam a pessoa verbal, ou seja, a terceira pessoa do singular.

Agora veja estas frases:

Meu pai e eu entramos na sala, e todos nos cumprimentaram.

Nós respondemos aos cumprimentos com um sorriso amistoso.

Nos dois exemplos acima, os pronomes “nos” e “nós” indicam a primeira pessoa do plural. Eles são usados para substituir tanto o substantivo “pai” quanto o pronome “eu”. Nesse caso, os pronomes “nós” e “nos” não substituem apenas um substantivo, mas também outro pronome, já que a expressão “meu pai e eu” indica a primeira pessoa do plural “nós”.

Você deve estar pensando agora qual é a diferença entre “ela” e “a” ou entre “nós” e “nos”. É o que vou mostrar para você nos próximos tópicos. Vem comigo!

Pronomes pessoais do caso reto

PRONOMES PESSOAIS

PESSOAS DO DISCURSO

PRONOMES PESSOAIS DO CASO RETO

Primeira pessoa do singular

Eu

Segunda pessoa do singular

Tu

Terceira pessoa do singular

Ele, ela

Primeira pessoa do plural

Nós

Segunda pessoa do plural

Vós

Terceira pessoa do plural

Eles, elas

Os pronomes pessoais do caso reto exercem a função de sujeito. O sujeito é o elemento sobre o qual se declara alguma coisa ou, ainda, o elemento que pratica ou sofre a ação verbal (além de ação, o verbo também pode expressar estado ou fenômeno natural).

A seguir, vou mostrar para você alguns exemplos de orações (frases com verbo) que possuem pronomes pessoais do caso reto atuando como sujeito:

Eu estudei muito ontem.

Tu sonhas demais.

Ela chegou tarde hoje.

Nós vimos um belo filme.

Vós fazeis tudo perfeitamente.

Eles sabem de um segredo.

Observe que “eu” pratica a ação de estudar. “Tu”, a ação de sonhar. “Ela”, de chegar. “Nós”, de ver. “Vós”, de fazer. E “eles”, de saber. Portanto, são sujeitos das orações acima.

Pronomes pessoais do caso oblíquo

PRONOMES PESSOAIS

PESSOAS DO DISCURSO

PRONOMES PESSOAIS DO CASO OBLÍQUO

Primeira pessoa do singular

Me, mim

Segunda pessoa do singular

Te, ti

Terceira pessoa do singular

Se, lhe, o, a, ele, ela, si

Primeira pessoa do plural

Nos, nós

Segunda pessoa do plural

Vos, vós

Terceira pessoa do plural

Se, lhes, os, as, eles, elas, si

Os pronomes pessoais do caso oblíquo podem ser átonos (fracos, pois pronunciados com menor intensidade na voz):

  • me, te, o, a, se, lhe, nos, vos, os, as, se, lhes.

Além disso, os pronomes pessoais do caso oblíquo podem ser tônicos (fortes, pois pronunciados com maior intensidade na voz):

  • mim, ti, ele, ela, si, nós, vós, eles, elas.

Os pronomes pessoais do caso oblíquo exercem a função de complemento verbal ou de complemento nominal. Os complementos verbais são chamados de objeto direto (sem preposição) e de objeto indireto (com preposição). Já os complementos nominais completam o sentido de substantivos, de adjetivos (qualificam o substantivo) ou de advérbios e sempre apresentam preposição. As preposições são: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás.

Agora vou mostrar para você alguns exemplos de uso dos pronomes pessoais átonos do caso oblíquo (me, te, o, a, se, lhe, nos, vos, os, as, se, lhes), os quais atuam como complemento verbal:

Lúcio deu-me um presente.

Lúcio deu-te um presente.

Lúcio deu-se um presente.

Lúcio deu-lhe um presente.

Lúcio deu-nos um presente

Lúcio deu-vos um presente.

Lúcio deu-lhes um presente.

O verbo “dar” é transitivo direto e indireto. Isso quer dizer que, para fazer sentido, ele precisa ser completado por um objeto direto (sem preposição) e por um objeto indireto (com preposição). Portanto, quem dá, dá alguma coisa (objeto direto) a alguém (objeto indireto, já que é iniciado pela preposição “a”).

Nos exemplos acima, Lúcio deu o quê? A resposta é “presente” (objeto direto). Então, Lúcio deu o presente a quem? As respostas são: a mim (“me”), a ti (“te”), a si (“se”), a ele ou a ela (“lhe”), a nós (“nos”), a vós (“vos”), a eles ou a elas (“lhes”). Você percebeu? Nesse caso, a preposição “a” está embutida no significado de cada um desses pronomes.

Porém, os pronomes “me”, “te”, “se”, “nos” e “vos” também podem atuar como objeto direto (sem preposição), quando complementam verbos transitivos diretos, como, por exemplo, o verbo “ver” (quem vê, vê alguma coisa):

Edelyne viu-me ontem.

Edelyne viu-te ontem.

Edelyne viu-se no espelho.

Edelyne viu-nos ontem.

Edelyne viu-vos ontem.

Isso ocorre porque, de acordo com a gramática normativa, é inadequado dizer ou escrever:

Edelyne viu eu ontem.

Edelyne viu tu ontem.

Edelyne viu ela no espelho.

Edelyne viu nós ontem.

Edelyne viu vós ontem.

Afinal, os pronomes “eu”, “tu”, “ela”, “nós” e “vós” são do caso reto e devem atuar como sujeito e não como complemento verbal.

Se de um lado, os pronomes “lhe” e “lhes” atuam exclusivamente como objetos indiretos; de outro lado, os pronomes “o”, “a”, “os”, “as” atuam unicamente como objeto direto (sem preposição):

Eu queria um livro, e Marta comprou-o para mim.

Eu queria alguns livros, e Marta comprou-os para mim.

Eu queria uma boneca, e Marta comprou-a para mim.

Eu queria duas bonecas, e Marta comprou-as para mim.

Nessas frases, os substantivos “livro” e “livros” são substituídos, respectivamente, pelos pronomes “o” e “os”. Da mesma forma, os substantivos “boneca” e “bonecas” são substituídos, respectivamente, pelos pronomes “a” e “as”.

Você já deve ter ouvido alguém dizer coisas como “comprei ele” ou “comprei ela”. Segundo as regras da gramática normativa, esse uso de “ele” e “ela” está incorreto, já que pronomes pessoais do caso reto exercem função de sujeito e não de objeto direto. Assim, em vez de “ele” e “ela”, devemos usar “o” e “a”, que são pronomes oblíquos.

Então, conforme a gramática normativa, são inadequadas construções como:

Eu queria um livro, e Marta comprou ele para mim.

Eu queria alguns livros, e Marta comprou eles para mim.

Eu queria uma boneca, e Marta comprou ela para mim.

Eu queria duas bonecas, e Marta comprou elas para mim.

Vale comentar aqui algumas alterações que podem sofrer os pronomes “o”, “os”, “a” e “as”, os quais sempre atuam como objeto direto. Eles podem ser escritos como “lo”, “los”, “la”, “las”, “no”, “nos”, “na”, “nas” nos casos que mostro no quadro abaixo.

VERBO TERMINADO EM “-R”, “-S” OU “-Z”

FRASE ORIGINAL

USO INCORRETO DO PRONOME

USO CORRETO DO PRONOME

“Vamos fazer isso agora.”

“Vamos fazer-o agora.”

“Vamos fazê-lo agora.”

“Comeis esses doces agora.”

“Comeis-os agora.”

“Comei-los agora.”

“A menina traz a bola agora.”

“A menina traz-a agora.”

“A menina trá-la agora.”

“O menino diz essas coisas divertidamente.”

“O menino diz-as divertidamente.”

“O menino di-las divertidamente.”

VERBO TERMINADO EM SOM NASAL

FRASE ORIGINAL

USO INCORRETO DO PRONOME

USO CORRETO DO PRONOME

“Venderam o velocípede hoje.”

“Venderam-o hoje.”

“Venderam-no hoje.”

“O menino mantém os brinquedos em bom estado.”

“O menino mantém-os em bom estado.”

“O menino mantém-nos em bom estado.”

“A loja tem uma filial aqui.”

“A loja tem-a aqui.”

“A loja tem-na aqui.”

“O artista compõe as músicas com rapidez.”

“O artista compõe-as com rapidez.”

“O artista compõe-nas com rapidez.”

Por fim, vou mostrar para você alguns exemplos de uso dos pronomes pessoais tônicos do caso oblíquo (mim, ti, ele, ela, si, nós, vós, eles, elas), os quais atuam como complemento verbal e também podem atuar como complemento nominal. Isso porque esses pronomes sempre são acompanhados de preposição.

Exemplos de complemento verbal:

Dira precisa de mim.

Dira precisa de ti.

Sandrinha concorda com ele.

Sandrinha concorda com ela.

Meu amigo acredita em si mesmo.

Ele também acredita em nós.

Amiguinhos, acredito em vós.

Combinei tudo com ela.

Combinei tudo com elas.

Exemplos de complemento nominal:

Ele foi afável comigo.

“Afável” é um adjetivo que exige a preposição “com”, a qual se funde com “mim”, formando “comigo”.

Tinha amor por nós.

O substantivo “amor” exige a preposição “por”.

Diferentemente delas, nós estamos contentes.

O advérbio é um termo que aponta circunstâncias, tais como tempo, lugar, modo etc. Nesse exemplo, o advérbio de modo “diferentemente” exige a preposição “de”. Assim, a palavra “delas” (formada pela união da preposição “de” mais o pronome pessoal tônico do caso oblíquo “elas”) complementa o sentido do advérbio.

Pronomes de tratamento

Formas de tratamento, com os pronomes de tratamento, um tipo de pronome pessoal.
O pronome de tratamento é um tipo de pronome pessoal. (Créditos: Isa Galvão | Escola Kids)

Quando você conversa com outra pessoa, você usa a segunda pessoa, ou seja, “tu” ou “vós”. Porém, aqui no Brasil, só em algumas regiões, as pessoas usam “tu”. Já “vós”, só em texto antigo. Pois é, nós usamos mesmo é “você” e “vocês”. Você sabia que essas duas palavrinhas são pronomes de tratamento?

Mas, apesar de estarmos falando com alguém ao usar um pronome de tratamento, tal pronome é acompanhado de verbo na terceira pessoa, que corresponde aos pronomes pessoais “ele”, “ela”, “eles” e “elas”. Devido a essas características, o pronome de tratamento é um tipo de pronome pessoal, já que está relacionado às pessoas do discurso, das quais falei para você lá em cima deste texto.

O pronome de tratamento “você” é informal. Isso quer dizer que nós usamos essa forma de tratamento em situações de descontração, com amigos e familiares. Porém, existem também formas de tratamento formais, como:

  • “senhor” e “senhora” — tratamento respeitoso;
  • “senhorita” — ao falar com moça solteira;
  • “Vossa Senhoria” — usado principalmente em correspondência comercial;
  • “Vossa Excelência” — grande autoridade;
  • “Vossa Reverendíssima” — sacerdote;
  • “Vossa Eminência” — cardeal;
  • “Vossa Santidade” — Papa;
  • “Vossa Majestade” — rainha ou rei;
  • “Vossa Alteza” — princesa ou príncipe.

Como falei há pouco, quando você usa esses pronomes, o verbo fica na terceira pessoa:

As senhoras podem entrar no teatro agora.

Vossa Senhoria consegue entender a grave situação.

Vossa Excelência é uma pessoa sábia.

Vossa Majestade tem muita generosidade.

Ah! Nesses tratamentos muito formais em que usamos “Vossa”, às vezes também podemos usar “Sua”. Usamos “Vossa” quando estamos falando com a pessoa. Por exemplo, ao falar com uma rainha, eu digo:

Vossa Majestade é tão agradável!

Agora, se eu estiver falando sobre a rainha para outra pessoa, eu uso “Sua”:

Alice, Sua Majestade é realmente muito agradável. Concorda comigo, Alice?

Confira também: Pronomes de tratamento — mais detalhes sobre esse pronome pessoal

Atividades sobre pronomes pessoais

Atividade 1

Substitua as palavras sublinhadas abaixo por pronomes pessoais.

A) As borboletas voavam sobre a minha cabeça.

______________________________________________________________________

B) Juju queria doce de leite, e seu pai comprou o doce para ela.

______________________________________________________________________

C) Tuti e eu fomos à praia.

______________________________________________________________________

D) Minha irmã roncou a noite inteira.

______________________________________________________________________

E) Cidinha contou um segredo ao seu amigo.

______________________________________________________________________

Resposta:

A) Elas voavam sobre a minha cabeça.

B) Juju queria doce de leite, e seu pai comprou-o para ela.

C) Nós fomos à praia.

D) Ela roncou a noite inteira.

E) Ela contou-lhe um segredo.

Atividade 2

Numere a segunda coluna de acordo com a primeira.

COLUNA 1

COLUNA 2

1) Pronome pessoal do caso reto.

2) Pronome pessoal átono do caso oblíquo.

3) Pronome pessoal tônico do caso oblíquo.

4) Pronome de tratamento.

(  ) Te.

(  ) Nós.

(  ) Você.

(  ) Mim.

(  ) Eu.

(  ) Lhe.

(  ) Ti.

(  ) Nos.

Resposta:

2, 1, 4, 3, 1, 2, 3, 2.

- Os pronomes pessoais do caso reto são: eu, tu, ele ou ela, nós, vós, eles ou elas.

- Os pronomes pessoais átonos do caso oblíquo são: me, te, o, a, se, lhe, nos, vos, os, as, se, lhes.

- Os pronomes pessoais tônicos do caso oblíquo são: mim, ti, ele, ela, si, nós, vós, eles, elas.

- Os pronomes de tratamento são: você, senhor e senhora, senhorita, Vossa Senhoria etc.

Fontes

BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 40. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2024.

CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 49. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2020.

CIPRO NETO, Pasquale; INFANTE, Ulisses. Gramática da língua portuguesa. 3. ed. São Paulo: Scipione, 2008.

Por Warley Souza

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