Guerra dos Cem anos

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Guerra dos Cem anos Pintura medieval retratando a Batalha de Crécy, uma das mais importantes da Guerra dos Cem anos
Por Cláudio Fernandes
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A chamada Baixa Idade Média, que compreende o período que se estende entre os séculos X e XV d.C., foi marcada, como sabemos, pelo renascimento comercial e urbano da Europa; pela criação das Universidades; pela arquitetura gótica e românica; pelo desenvolvimento da filosofia escolástica e por muitos outros aspectos importantes para a história humana como um todo.

Porém, o século XIV ficou caracterizado como um dos mais duros desse período, sobretudo por causa da crise econômica e social generalizada, que foi provocada por eventos catastróficos, como a Peste Negra e a escassez de alimentos. Um dos efeitos colaterais dessa crise foi a Revolta dos Camponeses. No âmbito político, a Guerra dos Cem anos (337-1453) foi o maior conflito ocorrido na fase de transição da Idade Média para a Idade Moderna.

Dois foram os motivos principais para o desencadeamento da Guerra dos Cem Anos. O primeiro deles diz respeito ao processo de disputa travado entre França e Inglaterra pela região de Flandres (localizada ao norte da atual Bélgica). Flandres possuía relações de vassalagem com a França, isto é, estava subordinada política e socialmente aos senhores feudais e à aristocracia francesa. Porém, os comerciantes dessa região – que era um dos principais centros produtores de tecidos da época –, também possuíam relações comerciais com os ingleses, dos quais obtinham a lã para as manufaturas de tecelagem. Um conflito direto entre franceses e ingleses determinaria quem poderia beneficiar-se da zona comercial de Flandres.

O segundo motivo estava ligado à disputa pela sucessão do trono francês após a morte de Carlos IV, que não havia deixado descendentes. O trono de Carlos IV foi reivindicado por Eduardo III, da Inglaterra, que era neto do rei Felipe, O Belo, que governara a França décadas antes. Os nobres franceses rejeitavam veementemente a posse de Eduardo III e entronaram um conde chamado Felipe, que recebeu o título de Felipe VI, da França. Como Eduardo III, mesmo não tendo se tornado rei, era herdeiro de Felipe, o Belo, alguns territórios franceses ficaram sob sua posse. A guerra desencadeou-se a partir dessa série de desentendimentos.

As batalhas dessa longa guerra caracterizaram-se por mesclar elementos das batalhas medievais, mas também por acrescentar elementos modernos. O uso da cavalaria e dos arqueiros foi ficando mais incrementado ao longo da guerra. Isso ficou evidente em uma das batalhas mais importantes, a Batalha de Crécy, que ocorreu em 26 de agosto de 1346, com uma vitória esmagadora do exército inglês sobre os combatentes franceses.

A guerra foi interrompida entre as décadas de 1340 e 1350 em razão dos efeitos devastadores da Peste Negra, mas foi retomada em 1356. Muitos acordos foram feitos entre as duas nações, mas a guerra estendeu-se até 1453, sendo uma das fases decisivas aquela em que Henrique V assumiu o trono da Inglaterra e declarou-se o sucessor legítimo também do trono francês, em 1415. Esse fato deflagrou uma enorme revolta dos camponeses da França, que engrossaram as fileiras de combatentes contra a Inglaterra.

Entre eles, estava a figura emblemática de Joana D'Arc, que se tornou não apenas uma líder militar, mas também um ícone político e religioso. Joana D' Arc, porém, terminou sendo traída pelos nobres franceses, que a entregaram aos ingleses, sendo posteriormente julgada e acusada de bruxaria, tendo morrido na fogueira.


Por Me. Cláudio Fernandes

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