Primeiro Triunvirato romano

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Primeiro Triunvirato romano Representação do assassinato de Júlio César no Senado Romano
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Durante a história da civilização romana, vários governos se sucederam no controle da cidade e do império que foi construído a partir dela. Durante o último século da República romana, os generais do exército passaram a ter um prestígio e um poder político cada vez maiores. Porém, várias crises políticas forma conhecidas. Para tentar sanar essas crises, foram criados os triunviratos, palavra que significa poder de três pessoas.

O primeiro triunvirato (60 a.C. - 49a.C.) foi composto por Pompeu, Crasso e Júlio César. Pompeu comandava os regimentos militares da Espanha, e Crasso, as forças militares do Oriente. Ambos tinham um grande prestígio graças às suas conquistas militares. Júlio César comandava o exército na região da Gália, onde hoje se localiza a França, o norte da Itália e a Bélgica. Além disso, ocupava os cargos de Cônsul e Pontífice Máximo.

A morte de Crasso em uma fracassada ação militar na Mesopotâmia transformou-se em uma nova disputa pelo poder. Preocupado com o poder de Júlio César, os senadores romanos aproximaram-se de Pompeu, que foi proclamado cônsul único. César foi ainda destituído de seu comando sobre as tropas que estavam na Gália.

Essa situação gerou uma guerra civil em Roma. Júlio César deslocou-se para o sul, em direção a Roma, para enfrentar seus inimigos. Ao atravessar o rio Rubicão, na fronteira de sua província com a Itália, ele teria dito a famosa frase: “A sorte está lançada!” Ao se aproximar de Roma, Júlio César fez com que Pompeu fugisse. Com isso, o caminho estava aberto para que o conhecido general romano concentrasse o poder da República Romana e que acabasse o primeiro triunvirato.

Pompeu havia se dirigido inicialmente para a Grécia, onde em 49 a.C. foi derrotado pelas tropas leais a César. Mas não foi capturado. Uma nova fuga foi realizada, dessa vez para o Egito, onde, entretanto, foi assassinado. Júlio César também se deslocou para o Egito, envolvendo-se na disputa do poder na região, apoiando Cleópatra contra seu irmão, o faraó Ptolomeu. Ao regressar do Egito para Roma, Júlio César foi declarado ditador perpétuo pelo Senado.

Júlio César acumulou ainda as funções de cônsul, tribuno, sumo sacerdote e supremo comandante do exército. No poder, além das vitórias militares, Júlio César criou leis que garantiam de certa forma a distribuição de terras, o que lhe garantiu enorme popularidade. Incentivou também a colonização das províncias romanas, reformou o calendário e construiu obras públicas.

Porém, Júlio César ganhou a antipatia do Senado, principalmente pelo receio de que César se transformasse em rei. Uma conspiração foi organizada contra ele. Sob o comando de Brutus e Cássio, Júlio César foi assassinado dentro do Senado em 44 a.C. Os senadores não conseguiram retomar o poder, pois os novos governantes que assumiram a liderança das instituições de comando de Roma eram partidários de Júlio César. Marco Antônio, Otávio e Lépido formaram o segundo triunvirato.

O prestígio de Júlio César à frente de Roma foi tão grande que os imperadores romanos do período posterior da história romana se autoproclamavam como césares, em homenagem a um dos principais generais romanos.


Por Tales Pinto
Mestre em História

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