Partilha da África

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Partilha da África Acima, líderes dos países participantes da Conferência de Berlim *
Por Cláudio Fernandes
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Com as transformações políticas da primeira metade do século XIX, que culminaram na formação de Estados nacionalistas, como o francês, o italiano e o alemão, as nações europeias passaram a acelerar o seu processo de industrialização. A isso se seguiu a formação do chamado Imperialismo, isto é, a integração entre o capitalismo industrial e o capitalismo financeiro (bancos, bolsas de valores etc.), que, por sua vez, exigia uma enorme demanda por matéria-prima, mercado consumidor e mão de obra. Foi nesse contexto que ocorreram o fenômeno do Neocolonialismo e a consequente Partilha da África.

O neocolonialismo representou uma nova forma de colonização europeia. Você deve lembrar-se de que, com o descobrimento da América, no século XV, houve a subsequente colonização no século XVI. Essa colonização foi operada principalmente pelos países ibéricos, tendo durado até o início do século XIX. O Neocolonialismo, por sua vez, referia-se à colonização dos continentes africano e asiático operada por países como França, Itália, Bélgica e Inglaterra a partir da segunda metade do século XIX. Por isso é usado o prefixo “neo”, que significa “novo” (novo colonialismo).

O evento que se tornou símbolo dessa nova colonização foi a Conferência de Berlim, realizada na capital alemã entre os anos de 1884 e 1885. Nessa conferência, reuniram-se representantes da Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Holanda, Bélgica, Portugal e Espanha. A ideia dessa reunião para a “partilha” do continente africano entre as potências europeias partiu do líder da Unificação Alemã, Otto Von Bismarck.

O objetivo político que a Alemanha tinha em vista ao estabelecer a partilha era uma solução pacífica e “amigável” para a disputa por territórios entre os países europeus. Esses territórios da África e da Ásia eram cobiçados pelas nações europeias desde a queda do império napoleônico e as resoluções do Congresso de Viena em 1815.

Um caso notório desse processo de partilha foi o do Congo Belga, que se tornou uma propriedade pessoal do rei da Bélgica, Leopoldo II, ao contrário de outros países africanos, que foram anexados aos impérios europeus. O continente africano foi dividido da forma mais arbitrária possível, gerando inúmeras guerras tribais.

O processo de descolonização da África só ocorreu na segunda metade do século XX, não sem passar por guerras civis que até hoje perduram no continente.

* Créditos da imagem: Commons


Por Me. Cláudio Fernandes

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