O Brasil na Segunda Guerra Mundial

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O Brasil na Segunda Guerra Mundial General alemão Otto Fretter-Pico sendo rendido por oficiais brasileiros
Por Cláudio Fernandes
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No contexto da Segunda Guerra Mundial, o Brasil declarou guerra às chamadas “Potências do Eixo”, representadas por Alemanha, Itália e Japão, em agosto de 1942. A organização formada para enviar os combatentes brasileiros para o front ocidental na Europa foi nomeada de Força Expedicionária Brasileira (FEB). Os oficiais da FEB receberam treinamento militar nos Estados Unidos, na Escola de Comando do Estado-Maior de Fort Leavenworth. A expedição partiu para a Europa em 30 de junho de 1944. Mas o que aconteceu para que o Brasil entrasse na Segunda Guerra Mundial? É que o explicaremos a seguir.

  • Ruptura com o “Eixo”

Em 1942, o Brasil estava em plena ditadura do Estado Novo, comandada por Getúlio Vargas. Tal ditadura mantinhas relações muito estreitas com as “Potências do Eixo”, notadamente com a Alemanha. Essa aproximação ocorria tanto no âmbito econômico quanto no âmbito político-ideológico. A chefia de polícia de Vargas, representada pela pessoa de Filinto Müller, por exemplo, chegou a estabelecer troca de informações e a aprender técnicas de interrogatório e tortura com a Gestapo – polícia política nazista.

Depois que a guerra estourou, em 1939, e sobretudo após a entrada dos Estados Unidos, em 1941, Vargas passou a estabelecer um “jogo político duplo” com os dois lados, sem querer indispor-se nem com as Potências Aliadas nem com as Potências do Eixo. Essa postura hesitante, contudo, teve fim quando submarinos nazistas atacaram e afundaram cinco navios mercantes brasileiros, entre os dias 5 e 17 de agosto de 1942.

  • A FEB e a entrada na guerra

Em decorrência do acontecido, ainda em agosto, o governo Vargas, pressionado tanto pelos Estados Unidos quanto pela própria população nacional, declarou guerra ao Eixo e preparou-se para entrar em combate com a criação da FEB, ainda que alguns comandantes americanos e ingleses se opusessem a isso. Como diz o historiador Boris Fausto:

[…] O alinhamento brasileiro ao lado da frente antifascista se completou com o envio de uma força expedicionária – FEB – para lutar na Europa, a partir de 30 de junho de 1944. A FEB não foi uma iniciativa imposta pelos Aliados. Pelo contrário, consistiu em uma decisão do governo brasileiro, que teve de superar as restrições dos americanos e a franca oposição dos ingleses. Alguns dirigentes desses dois países consideravam problemático integrar tropas brasileiras, com sucesso, ao esforço da guerra. [1]

Após serem treinados pelos americanos, os brasileiros seguiram de avião para o Mediterrâneo e fizeram a infiltração em terreno italiano. Foi basicamente na libertação da Itália do jugo nazifascista que mais de 20 mil soldados brasileiros lutaram. O comandante geral era o general Mascarenhas de Morais, e o conflito estendeu-se até 2 de maio de 1945. Mais de 400 soldados brasileiros morreram, e milhares foram feridos. Os mortos foram enterrados em Pistoia, Itália. Depois, no ano de 1960, foi providenciada a transladação das cinzas dos corpos dos combatentes para o Rio de Janeiro, onde foram acomodadas no Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no aterro do bairro da Glória.

NOTAS

[1] FAUSTO, Boris. História do Brasil. EDUSP: São Paulo, 2013. p. 326.


Por Me. Cláudio Fernandes

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