Islamismo

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Islamismo O Corão é tido como o livro sagrado dos muçulmanos
Por Cláudio Fernandes
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  • O que é o islamismo?

O Islã, islamismo ou religião muçulmana é uma das três grandes religiões monoteístas, isto é, que têm fé em um só Deus, do mundo e pertence ao mesmo tronco do qual derivam as outras duas: o tronco abraâmico, ou seja, relativo ao patriarca bíblico Abraão. Sabemos que as outras duas são o Judaísmo e o Cristianismo.

O termo “Islã” significa “submissão”. O islamita ou muçulmano é aquele que, por definição, submete-se à vontade de Deus. O responsável pela difusão da crença islâmica foi o profeta Maomé, ou Muhammad, nascido na cidade de Meca, na Península Arábica, em 571 d.C., e morto em 632 d.C., em Medina, na mesma região.

Maomé pertencia à tribo dos coraixitas, uma das principais tribos da Arábia à época. Dentro dessa tribo, Maomé ainda estava inserido no clã hachemita. Segundo a tradição muçulmana, Maomé estava meditando na caverna no Monte Hira, no ano de 610, quando recebeu uma revelação do Anjo Gabriel, que o designou como profeta de Deus. A essa revelação seguiram muitas outras até os seus dias finais. Todas as mensagens reveladas foram anotadas em versos por Maomé e depois reunidas em um só volume durante o califado de Abu Bakr, um dos califas (chefes políticos e espirituais) que sucederam o profeta.

O volume com todos os versos de Maomé ficou conhecido como Corão, ou Alcorão, termo que significa “a recitação”. O Corão é tido como o livro sagrado dos muçulmanos, donde derivam as interpretações para a conduta social, religiosa, cultural e até jurídica do Islã.

  • Hégira

Um dos momentos importantes da história do Islã é a chamada Hégira, termo que significa “exílio” ou “fuga”. A Hégira foi a retirada de Maomé e seus seguidores da cidade de Meca para a cidade de Yatreb, que depois passaria a se chamar Medina.

Isso aconteceu porque Meca era o centro dos rituais religiosos pagãos e politeístas praticados pelos membros das tribos arábicas, incluindo a tribo à qual pertencia Maomé – a tribo dos coraixitas. As pregações de Maomé tornaram-no alvo de perseguições dos líderes de clãs locais de Meca. Em 622, o profeta e seus seguidores partiram em direção a Yatreb a fim de lá assentar as bases da nova religião e civilização que estava surgindo.

  • Crise sucessória após a morte de Maomé

Em Medina, Maomé começou a estruturar o Islã, tanto espiritualmente quanto política, social e militarmente. As primeiras batalhas do Islã contra os “infiéis” ocorreram nessa fase. De 628 a 630, Maomé fez constantes investidas contra Meca, e os coraixitas, por seu lado, contra os muçulmanos. Em janeiro de 630, Maomé conseguiu conquistar de vez sua cidade natal e destruir todos os ídolos pagãos que nela havia. Maomé morreu em Medina, em 8 de junho de 632.

À morte de Maomé seguiram-se as sucessões ao posto de representante da comunidade islâmica. Esses sucessores foram chamados de califas. Os quatro primeiros califas foram: Abu Bakr (632-634), Omar (634-644), Othmân (644-656) e Ali (656-661). Ali era genro e primo de Maomé. No momento em que assumiu o califado, o antecessor de Ali, Othmân, havia sido assassinado. Ele revindicou para si o califado, justificando os laços familiares. Entretanto, outros grupos de muçulmanos, em especial os carijitas, questionaram a autoridade de Ali e voltaram-se contra ele.

O líder carijita, Muawiyah, liderou um exército em 657 contra as forças de Ali, dando início à primeira guerra civil islâmica. Entretanto, os dois inimigos, depois de um breve tempo, resolveram entrar em um acordo de paz com jurisdições que delimitavam a influência de cada grupo. Todavia, um dos carijitas, Abd-al-Rahman ibn Muljam, não aceitou o acordo e assassinou Ali em 661.

  • Sunitas, xiitas e a expansão do Islã

O assassinato de Ali acabou por gerar a mais importante divisão do Islã, isto é, a divisão entre xiitas e sunitas. O líder dos carijitas, Muawiyah, era o chefe político da Síria à época. Seu centro político ficava em Damasco. Ao contrário dos partidários de Ali, a comunidade islâmica de Damasco passou a dar atenção mais aos ensinamentos tradicionais do Islã, conhecidos como sunna (por isso são chamados de sunitas) do que à linhagem familiar de Maomé, que dedica ainda hoje grande veneração às figuras de Fatimah, filha de Maomé, e de Ali, seu marido. Esses partidários de Ali ficaram conhecidos pelo nome Shiatu ali, que, transliterado para o português, fica como xiita.

Foram os sunitas de Damasco que criaram o primeiro grande califado que fez o Islã propagar-se pelo mundo com velocidade impressionante, o Califado Omíada. Os omíadas incorporaram ao centro do islã as regiões do Cáucaso, Magreb e Península Ibérica.


Por Me. Cláudio Fernandes

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