Guerra Civil Espanhola

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Guerra Civil Espanhola Cidade de Madri após ser conquistada pelas tropas conservadoras do Movimento Nacional, em foto de 1939.
Por Daniel Neves Silva
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A Guerra Civil Espanhola foi um conflito que aconteceu na Espanha entre 1936 e 1939 e foi motivada pela disputa do poder espanhol entre dois grupos: os republicanos, alinhados com a esquerda política e o comunismo, e os nacionalistas, alinhados com a direita e o nazifascismo. O conflito é considerado pelos historiadores um sinal da Segunda Guerra Mundial, pois colocou indiretamente as forças que protagonizaram a grande guerra, de 1939 a 1945. O saldo do conflito civil na Espanha, após quase três anos, foi de aproximadamente 500 mil mortos.

Espanha antes da guerra

A Espanha, desde 1923, havia estado sob o poder de uma ditadura conservadora, liderada por Miguel Primo Rivera. Durante esse período, foi instituído um forte autoritarismo que promoveu uma intensa perseguição aos grupos de esquerda presentes nesse país. Esse regime conservador, no entanto, foi deposto em 1930 por causa da pressão de organizações republicanas.

Com a deposição da ditadura de Rivera, eleições foram convocadas para 1931, o que resultou no início da Segunda República e no fim da monarquia espanhola. Essas eleições elegeram Niceto Alcála-Zamora como presidente, cargo que ocupou até 1936. Esse período da história espanhola foi marcada pela forte polarização política.

Entre as duas grandes vertentes ideológicas presentes na Espanha naquele momento, estavam os monarquistas conservadores, que lutavam pela restauração da monarquia espanhola e pela imposição do conservadorismo. Os grandes grupos conservadores espanhóis eram a Falange Espanhola e a Confederação Espanhola de Direitas Autônomas. Havia ainda as frentes populares esquerdistas, que agrupavam inúmeros grupos de tendências socialistas, sindicalistas e anarquistas. Esses grupos eram defensores da República que estava em vigência.

A tensão existente entre as duas vertentes ideológicas resultou em guerra civil quando os grupos conservadores mobilizaram-se para derrubar o segundo presidente eleito, Manuel Azaña Diaz, e o primeiro-ministro socialista, chamado Largo Caballero. A mobilização da direita política espanhola levou ao surgimento do Movimento Nacional que, liderado pelo general Francisco Franco, realizou um golpe militar na Espanha.

Esse golpe levou ao início da Guerra Civil Espanhola quando as forças da esquerda mobilizaram-se em defesa da República.

Guerra Civil Espanhola

A guerra na Espanha colocou o Movimento Nacional (de direita) na luta contra a Frente Popular (de esquerda). Os grupos de direita na Espanha receberam intenso apoio do regime fascista da Itália e do regime nazista da Alemanha. Os governos de Itália e Alemanha enviavam ajuda financeira, em armamentos e em soldados, ao longo da Guerra Civil Espanhola.

Já os grupos de esquerda (Frente Popular) receberam, em parte, apoio do regime soviético liderado por Stálin. Entretanto, a influência soviética no conflito procurou neutralizar a atuação de outros grupos de esquerda que possuíam ligação ideológica diversa do comunismo soviético (os grupos anarquistas, por exemplo).

A Guerra Civil Espanhola mobilizou voluntários de várias partes do mundo que foram à Espanha para participar da luta. O caso mais notório é o do escritor britânico George Orwell, que participou da guerra ao lado das forças de esquerda. Orwell registrou sua participação no livro “Lutando na Espanha”. Outro caso emblemático dessa guerra foi o bombardeio da cidade de Guernica, onde aviões alemães castigaram essa cidade espanhola com intensos bombardeios.

Ao longo de três anos de conflito armado, as forças conservadoras do general Franco prevaleceram sobre a Frente Popular. A guerra foi finalizada em 1º de abril de 1939, poucos dias após a conquista da cidade de Madri (capital da Espanha) pelas tropas conservadoras, em 26 de março de 1939. Com a vitória, iniciou-se o regime franquista, caracterizado pela ditadura conservadora de Franco. O poder de Franco foi exercido até sua morte, em 1975.

Por Daniel Neves
Graduado em História

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