Fator Rh

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Fator Rh Além do sistema ABO, ao falar do tipo sanguíneo, citamos o fator Rh.
Por Vanessa Sardinha dos Santos
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Quando as pessoas falam seu tipo sanguíneo, este sempre vem acompanhado da expressão positivo ou negativo, mas o que isso significa?

→ O que é fator Rh?

Quando falamos que um sangue é positivo ou negativo, fazemos referência ao fator Rh. Esse fator nada mais é que um aglutinogênio ou antígeno (partícula capaz de desencadear a produção de anticorpo) presente nas hemácias. Quem possui esse antígeno é chamado de Rh positivo (RH+) e que não o possui é chamado de Rh negativo (Rh-).

Em uma pessoa Rh positivo, o plasma não possui anticorpos anti-Rh, assim como no Rh negativo. Entretanto, em indivíduos Rh negativo, ocorre a produção de anticorpos caso a pessoa tenha contato com o antígeno Rh.

→ Quando o fator Rh foi descoberto?

O fator Rh foi descoberto em 1940 por Landsteiner e Wiener, que faziam experimentos com o sangue de macacos do gênero Rhesus (atualmente classificado como Macaca mulata) – daí o nome fator Rh. A descoberta aconteceu após a injeção do sangue desse gênero de macacos em coelhos. Estes começaram a produzir anticorpos para combater as hemácias colocadas em seu corpo. Isso acontecia porque os coelhos produziam um anticorpo em resposta aos antígenos presentes na hemácia. Ao anticorpo deu-se o nome de anti-Rh.

O teste com sangue humano foi então feito e percebeu-se que, ao colocar o soro anti-Rh em algumas gotas de sangue, ocorria aglutinação (formação de um aglomerado de células) na maioria dos casos (cerca de 35%). Isso demonstrava, portanto, que algumas amostras de sangue possuíam o antígeno Rh, mas outras não.

→ Eritroblastose fetal e o fator Rh

A eritroblastose fetal, também chamada de doença hemolítica do recém-nascido, é um problema causado pela incompatibilidade do Rh. Ocorre quando uma mãe Rh negativo tem uma segunda gestação de um filho Rh positivo.

Durante a gestação, é comum, principalmente no parto, que o sangue do feto entre em contato com o sangue da mãe. No caso da mãe Rh negativo, na primeira gestação, ocorre o contato, o que faz com que o organismo materno produza anticorpos contra o antígeno Rh. Nesse momento, dizemos que houve uma sensibilização.

Quando ocorre uma segunda gestação, a passagem do sangue pode gerar uma resposta imunológica rápida e uma grande produção de anticorpos anti-Rh, que possuem a capacidade de atravessar a placenta. Esses anticorpos causam a destruição das hemácias do segundo filho, podendo causar anemia severa.

Para prevenir a eritroblastose fetal, é necessário que, logo após o nascimento do primeiro filho, a mulher receba anticorpos anti-Rh. Isso faz com que as hemácias do feto sejam destruídas rapidamente, impedindo que o corpo da mãe produza anticorpos e fique sensibilizado.

 

Por Ma. Vanessa dos Santos

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