Espinhos

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Espinhos Os espinhos podem ter origens diferentes. Na foto, vemos um espinho caulinar
Por Vanessa Sardinha dos Santos
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Espinhos são estruturas pontiagudas presentes em algumas espécies de plantas. A função deles é variada, e a mais conhecida por todos é a proteção contra herbívoros.

→ Como é a estrutura de um espinho?

Os espinhos são estruturas duras, secas e que não são capazes de realizar fotossíntese. Eles apresentam algumas diferenças de uma planta para outra, dessa forma, alguns têm origem caulinar e outros têm origem foliar.

  • Espinhos caulinares: os espinhos caulinares surgem a partir de gemas localizadas nas axilas das folhas. Essas estruturas são ramos curtos e pontiagudos encontrados em espécies como a laranjeira e o limoeiro.

  • Espinhos foliares: Nesse caso, temos estruturas endurecidas e pontiagudas resultantes da redução da superfície foliar. São encontrados em muitas cactáceas.

É importante destacar que não devemos nunca confundir acúleos com espinhos. Os acúleos tratam-se de projeções que surgem da epiderme e, nesse caso, não apresentam nenhuma vascularização (tecidos condutores de seiva). Os espinhos, por sua vez, são vascularizados e originam-se de caules ou folhas. Assim sendo, é importante destacar que nas roseiras encontramos acúleos e não espinhos, como muitas vezes essas estruturas são chamadas.

Os espinhos dos cactos têm origem foliar, isto é, nas folhas desse vegetal
Os espinhos dos cactos têm origem foliar, isto é, nas folhas desse vegetal

→ Funções dos espinhos

Os espinhos são adaptações estruturais das plantas que permitem sua sobrevivência no meio ambiente. Como vimos anteriormente, eles possuem diferentes origens, como também diferentes funções, como:

  • Evitar a perda de água: Em cactáceas, verifica-se a presença de folhas transformadas em espinho, uma característica que evita a perda excessiva de água. Como os espinhos não realizam fotossíntese, esse processo é realizado nos caules.

  • Proteção: Os espinhos caulinares e foliares protegem contra a herbivoria, ou seja, ação dos animais que podem alimentar-se de plantas, portanto, são estruturas relacionadas com a defesa.

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