Escravidão na África

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Escravidão na África A prática da escravidão já existia no continente africano muito antes de os europeus começarem o tráfico transatlântico
Por Cláudio Fernandes
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Geralmente, no início dos estudos sobre a história da colonização do Brasil, deparamo-nos com o processo de implementação da mão de obra escrava negra nas várias regiões brasileiras, inicialmente, no cultivo da cana-de-açúcar e, posteriormente, nas minas de pedras e metais preciosos. A imagem superficial que fica desse processo é a de que os portugueses simplesmente desembarcaram no continente africano e, com suas armas, submeteram os povos africanos à condição de escravos para o trabalho forçado no Brasil. Pois bem, a história é um tanto mais complexa que isso.

A escravidão é uma prática que remete à existência das primeiras civilizações do mundo. Gregos, romanos, egípcios, persas, entre outros, todos escravizavam. Escravizavam sobretudo aqueles que eram vencidos em guerras ou que contraíam dívidas e não honravam os seus compromissos. No continente africano, não era diferente.

Já na Idade Antiga, havia várias civilizações no continente africano que tinham como uma de suas práticas o comércio de escravos. Essa prática intensificou-se com o tempo. Na Idade Média, novos reinos formaram-se na África, e a escravidão africana ganhou novas proporções, sobretudo com a penetração dos muçulmanos na região. Os povos muçulmanos estão entre os maiores escravizadores da história.

Quando os representantes do Império Português lançaram-se ao negócio do tráfico de escravos africanos, eles compravam escravos dos próprios reinos africanos que haviam conquistado outros reinos e tribos vizinhas. Os próprios africanos faziam de seus vizinhos os seus escravos, pois sabiam da lucratividade do tráfico negreiro e da demanda que os Impérios Ultramarinos tinham por mão de obra.

A região da África que mais forneceu escravos aos portugueses foi a costa oeste do Oceano Atlântico, onde se ergueram os antigos reinos de Gana e Benin. Há uma estimativa de que 75% dos negros vendidos no tráfico negreiro sejam vítimas das guerras promovidas pelos poderosos reinos da África Subsaariana (região que fica abaixo do deserto do Saara), conhecida também como “África Negra”.


Por Me. Cláudio Fernandes

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