Descobrimento da América

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Descobrimento da América Caravelas comandadas por Colombo e usadas para atravessar o Oceano Atlântico
Por Cláudio Fernandes
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O Continente Americano, ou simplesmente América, foi descoberto por uma expedição marítima comandada pelo navegador genovês Cristóvão Colombo, contratado pelos reis da Espanha? Pois bem, a resposta para essa pergunta é geralmente sim. De fato foi Colombo o responsável por “encontrar” um novo continente (um “novo mundo”) e, sobretudo, assegurar aos espanhóis a futura colonização dessas novas terras descobertas. Mas é necessário, contudo, fazer uma advertência:

Apesar de os créditos pela “descoberta da América” terem recaído sobre a figura de Colombo, sobretudo em virtude do sucesso da colonização espanhola, outra expedição já havia chegado ao nosso continente cerca de quinhentos anos antes do navegador genovês. Liderada por um guerreiro chamado Leif Eriksson, uma expedição marítima viking chegou a aportar em solo americano por volta do ano 1000 d.C. Os vikings montaram um assentamento na ilha de Terra Nova, hoje pertencente ao Canadá – assentamento esse que, segundo arqueólogos e historiadores, não durou muito tempo.

Ao contrário dos recursos náuticos limitados dos quais dispunham os vikings, Cristóvão Colombo teve à sua disposição o que de melhor havia em termos de navegação de sua época, uma época na qual a Península Ibérica tornou-se um lugar estratégico para isso. Portugal foi o pioneiro no que diz respeito ao desenvolvimento de técnicas de navegação e à construção de naus capazes de enfrentar o além-mar, isto é, os oceanos. As circum-navegações em torno da costa do Continente Africano atestavam a tecnologia náutica portuguesa.

Na década de 1480, Colombo esteve envolvido tanto com construtores de naus quanto com navegadores portugueses em Lisboa e nas ilhas do Atlântico já sob o poder lusitano. Foi nessa época que começou a conceber a ideia de que era possível chegar até o Oceano Índico (desconhecia-se o Pacífico nessa época) e, por consequência, até as Índias, fazendo uma viagem ultramarina que circundasse não a costa africana, mas o próprio globo terrestre, a esfera planetária. Colombo acreditava plenamente na possibilidade de a Terra ser esférica – o que já era uma hipótese mais ou menos sólida para alguns estudiosos da época.

Colombo apresentou seu projeto para chefes políticos genoveses e portugueses, mas nenhum teve interesse em bancar sua aventura. Os únicos que levaram a sério o projeto de Colombo foram os reis da Coroa Espanhola, Fernando e Isabel. Os reis espanhóis forneceram a Colombo e a seus tripulantes três naus, chamadas de Nina, Pina e Santa Maria. As naus zarparam do porto de Polos, no dia 6 de setembro de 1492 e, depois de cinco semanas, em 12 de outubro de 1492, Colombo avistou o que hoje são as Bahamas (na ilha que os espanhóis chamaram de San Salvador), chamada pelos nativos de Guanahani.

A experiência de estar em um lugar tão diverso do que já fora visto produziu em Colombo e nos demais tribulantes visões fantásticas, que foram registradas em diários, como esta: “[...] Colombo pensava que, mais para o interior da terra por ele descoberta, encontraria homens de um só olho e outros com focinhos de cachorro. Ele dizia ter visto três sereias pularem para fora do mar, decepcionando-se com seu rosto: não eram tão belas quanto imaginara. Em uma de suas cartas, referia-se às pessoas que, na direção do poente, nasciam com rabo.[1]

NOTAS

[1] FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2013 p.23.


Por Me. Cláudio Fernandes

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