Derivação Imprópria

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Derivação Imprópria Se o assunto é a derivação imprópria, não precisa ficar em dificuldade, basta entender que nesse processo há mudança na classe gramatical da palavra
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A derivação de palavras é um processo que vem enriquecer o vocabulário da língua. Já pensou como seriam escassos nossos textos orais e escritos se só existissem as palavras primitivas? Graças ao processo de formação de palavras, isso não acontece, pois, através dele, há a criação de novos vocábulos.

No processo de derivação, é comum que as palavras primitivas originem outras palavras através da inserção de afixos (prefixos e sufixos). Entretanto, existe um processo de derivação que não segue nenhum desses critérios, pois nele não há modificação na estrutura da palavra, mas sim em sua classe gramatical.

Exemplificando:

  1. O não deve fazer parte do vocabulário dos pequenos para que não cresçam sem limites.
  2. Participei de um papo cabeça ontem.
  3. O jantar foi perfeito.
  4. Como eu queria um sim como resposta.
  5. O olhar arrebatador foi irresistível.

Como é possível perceber nas palavras sublinhadas acima, elas não sofreram modificações em sua estrutura, no entanto, todas as palavras exemplificam o processo de formação por derivação imprópria. Isso acontece porque todas elas mudaram sua classe gramatical.

Nos exemplos 1 e 4, o advérbio ganhou status de substantivo, sendo, inclusive, acompanhado pelo artigo. No exemplo 2, o substantivo cabeça aparece como adjetivo, uma vez que caracteriza o substantivo “papo”. Nos exemplos 3 e 5, temos verbos exercendo o papel de substantivo.

Então não esqueça:

A derivação imprópria ocorrerá todas as vezes em que as palavras mudarem sua classe gramatical original para outra, dependendo do contexto em que estiverem inseridas. Atente também para a questão de que não há modificação estrutural nas palavras, só há mudança em sua classe gramatical.


Por Mayra Pavan
Graduada em Letras

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