Consequências da destruição de habitat

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Consequências da destruição de habitat Ao destruir habitat, forçamos as espécies que ali vivem a procurar um novo local para sobreviver
Por Vanessa Sardinha dos Santos
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Habitat é o local onde determinado ser vive e desenvolve-se, ou seja, é a região onde um organismo encontra as condições alimentares e climáticas adequadas para a sua sobrevivência. Cada organismo vive em um habitat específico, sendo raros os casos de organismos que sobrevivem nos mais variados ambientes. Sendo assim, podemos perceber facilmente que a destruição de habitat afeta diretamente a vida de uma espécie.

A destruição e a fragmentação do habitat

A destruição de um habitat acontece quando grandes transformações ocorrem em um ambiente. Geralmente os principais fatores que causam a destruição de um habitat são o desmatamento, queimadas, pecuária, agricultura e a ocupação humana.

Imagine, por exemplo, uma linda lagoa que serve de habitat para várias espécies de peixes. Ao lançar poluentes, modificamos as condições daquele local, alterando, portanto, o habitat natural. Os peixes que ali viviam agora não encontram mais as condições adequadas para a sua sobrevivência e acabam morrendo.

Além da destruição do habitat, não podemos deixar de citar o problema da fragmentação desses ambientes. Algumas vezes, as atividades humanas provocam reduções de áreas naturais e sua separação. Um exemplo é a Mata Atlântica, que hoje se encontra em pequenas áreas espalhadas. Entre as áreas de Mata, há, geralmente, pastagens e grandes plantações.

Destruição do habitat e a vida selvagem

Ao destruir um habitat e fragmentá-lo, há a diminuição das espécies do local e, em alguns casos, até a eliminação total. Sem alimento e sem abrigo, muitas espécies passam a buscar novos locais para viver. A questão é que, nessas novas áreas, os recursos nem sempre são suficientes, existem predadores e o ser humano pode não permitir o estabelecimento daquela espécie. No caso das plantas, o problema é ainda maior, uma vez que não podem procurar por novas áreas.

Como exemplo da relação entre a destruição do habitat e a sobrevivência de uma espécie, podemos citar o caso das tartarugas marinhas. No processo de desova, as tartarugas voltam à praia para deixar seus ovos. Infelizmente, muitas vezes, a ocupação do litoral, ou seja, a destruição daquele ambiente, impede a desova, ameaçando, portanto, a reprodução desses animais.

A importância das unidades de conservação

As unidades de conservação são áreas de proteção que visam à preservação de aspectos naturais de um dado ambiente. Podemos dividir as unidades de conservação em dois grupos: as unidades de proteção integral e as unidades de uso sustentável.

Nas áreas de proteção integral, não se pode utilizar nenhum dos recursos, sendo possível realizar apenas atividades de educação ambiental e pesquisas, por exemplo. As unidades de uso sustentável, por sua vez, permitem o uso de seus recursos, mas de maneira consciente. Essas unidades de conservação são essenciais para a sobrevivência de várias espécies, uma vez que evitam a caça e a pesca predatórias, desmatamento e queimadas, por exemplo.


Por Ma. Vanessa dos Santos

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