Conquista do Império Inca

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Conquista do Império Inca Selo húngaro em homenagem a Francisco Pizarro, considerado o conquistador dos Incas *
Por Daniel Neves Silva
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A conquista do Império Inca foi um empreendimento realizado pelos espanhóis na expedição liderada por Francisco Pizarro a partir de 1532. Essa expedição inseriu-se no contexto de conquista da América Espanhola e levou à fundação do Vice-Reino do Peru. O território dos incas era formado por regiões que hoje correspondem ao Equador e ao norte do Chile e Argentina.

Incas

O Império Inca era um grande império indígena formado, assim como o Império Asteca, a partir de guerras e conquistas de outros povos. A dimensão territorial desse império era gigantesca e, de acordo com a historiadora Marianne Mahn-Lot, estendia-se por mais de quatro mil quilômetros. Os incas chamavam-no de Tahuantinsuyu, que, traduzido do quéchua (idioma dos incas), significa “império das quatro direções”|1|.

Os incas sobreviviam da agricultura, principalmente do cultivo do milho e batata, além da criação de lhamas. Eles eram governados por um imperador chamado Sapa Inca. Segundo suas lendas, o primeiro imperador inca havia sido Pachacuti, elevado ao trono por volta de 1438.

Quando os espanhóis chegaram ao Império Inca, em 1532, encontraram-no em estado de guerra civil. Essa guerra havia sido causada na disputa pela sucessão imperial. Após a morte do imperador Huayna Capac em 1528, os dois filhos dele, Atahualpa e Huáscar, iniciaram uma luta entre si pela disputa do poder.

Atahualpa possuía forte apoio da elite do norte do império, sobretudo da cidade de Quito. Já Huáscar contava com o apoio da elite do sul do império. Huáscar havia tentado capturar a cidade de Quito, porém, as forças do irmão prevaleceram e, durante a batalha, ele foi feito prisioneiro.

Expedição de Pizarro

Francisco Pizarro era um plebeu espanhol (diferentemente do conquistador espanhol Cortés, que era um fidalgo) e havia chegado ao continente americano por volta de seus 34 anos. Em 1532, na expedição de conquista dos Incas, Pizarro tinha 56 anos. Ele possuía domínios em uma terra chamada de Castilla del Oro (atual Panamá) e soube da região dos Incas a partir do relato de outros exploradores, que haviam ouvido falar de uma região chamada “Biru”.

Em 1527, Pizarro organizou uma expedição em direção às regiões do Império Inca. No entanto, essa expedição foi um fracasso e teve contato apenas com povos subjugados pelos Incas. Esse conquistador espanhol, então, foi atrás de uma autorização real para uma nova expedição. O rei Carlos V concedeu-lhe essa autorização em 1529. O grupo formado por Pizarro contou com “três navios, 200 homens, 27 cavalos”|2|.

Assim que chegou às terras do Império Inca, Pizarro mobilizou suas forças em direção à Cajamarca, local onde Atahualpa instalou-se após vencer as tropas de Huáscar em Quito. Quando as forças espanholas chegaram, o representante do Império Inca resolveu recebê-los e, após um desentendimento, seguiu-se um grande massacre de incas.

Esse desentendimento iniciou-se após o padre dominicano Valverde entregar uma bíblia a Atahualpa e exigir sua conversão ao cristianismo. Com a recusa dele, os espanhóis atacaram os incas e, depois do combate, conseguiram aprisionar Atahualpa. Uma vez preso, ele ordenou a execução de Huáscar para evitar sua aliança com os espanhóis.

Após ser preso, os espanhóis exigiram ouro e prata, e Atahualpa ofereceu encher uma sala de metais preciosos em troca de sua liberdade. Mesmo após mobilizar grande quantidade de metais preciosos, Atahualpa foi executado pelos espanhóis, acusado de traição por causa do rumor de que um aliado seu tramava atacar os espanhóis a partir de Quito (o rumor era falso).

Depois da execução de Atahualpa, os espanhóis conseguiram conquistar a capital do Império Inca, Cuzco, e, posteriormente, a cidade de Quito. O Imperador que ocupou o trono, Manco Capac, aliou-se aos espanhóis e ajudou-os a conter rebeliões incas. Em 1535, Pizarro fundou a cidade de Lima para facilitar o contato com o Panamá. Ele foi assassinado em 1541, após um desentendimento com Diego Almagro e seus aliados.

|1| MAHN-LOT, Marianne. A conquista da América Espanhola. Campinas: Papirus, 1990, p. 50.
|2| Idem, p. 52.

* Créditos da imagem: Zoltan Katona e Shutterstock


Por Daniel Neves
Graduado em História

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