Comunismo

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Comunismo Vladimir Lênin foi um dos principais expoentes do comunismo
Por Cláudio Fernandes
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Quando estudamos os conteúdos referentes ao período da Idade Contemporânea, vemos inúmeras vezes as expressões: “comunista”, “comunismo”, “luta de classes”, “revolução proletária” e outras similares. Elas são mencionadas normalmente no contexto político dos séculos XIX e XX. Mas o que elas indicam? Qual é o significado de comunismo? É uma simples postura política ou algo mais radical que isso?

O comunismo foi elaborado pelos alemães Karl Marx e Friedrich Engels a partir do final da década de 1840. Mais do que uma simples postura política e ideológica, o comunismo é um modo de conceber uma transformação radical da realidade. Não é possível, portanto, apartar o comunismo da ideia de revolução – no sentido de transformação violenta e radical. Essa transformação seria, segundo os comunistas, realizada por um agente histórico especial: “o proletariado”, isto é, a massa de trabalhadores, que, ainda segundo os comunistas, deveriam tomar “consciência de classe” e perceber sua “condição de explorado”. Ao perceber isso, o proletário estaria pronto para expropriar (retirar a posse) a propriedade privada e os meios de produção (maquinários industriais e tudo aquilo que transforma a matéria-prima em produto) da denominada “classe dominante”.

O objetivo dessas ações seria, segundo os comunistas, alcançar uma “sociedade sem classes”, um futuro em que o mundo se veria livre da exploração do homem pelo homem. Mas, para tanto, como dito no parágrafo anterior, a ação revolucionária comunista não poderia esquivar-se do emprego da violência. Desde seu início, o comunismo tinha ciência de que aqueles que se opusessem ao seu projeto de alcançar um estágio pretensamente igualitário e perfeito da humanidade, que quisessem “manter a ordem social vigente” e não se comprometessem com a revolução estariam sujeitos à violência.

Isso fica explícito no último parágrafo do “Manifesto Comunista”, escrito por Marx e Engels, em 1848: “Os comunistas recusam-se a dissimular suas visões e suas intenções. Declaram abertamente que seus objetivos só podem ser alcançados pela derrubada violenta de toda a ordem social vigente até aqui. Que tremam as classes dominantes em face de uma revolução comunista. Nela os proletários nada têm a perder senão as suas cadeias. Eles têm um mundo a ganhar”. [1]

Sob o pretexto de tornar perfeita a sociedade, acabar com a injustiça social e transformar o mundo, o comunismo começou, desde a segunda metade do século XIX, a levar a cabo uma série de tentativas revolucionárias. Mas foi só no século XX, com a Revolução Bolchevique de 1917 liderada por Lênin, na Rússia, que os comunistas conseguiram tomar de assalto um país inteiro e, a partir da formação de um exército revolucionário, espalhar o comunismo para meio continente. A história do comunismo revolucionário, a despeito das defesas que se faça à luta pelas causas sociais, sempre foi acompanhada de ações violentas e arbitrárias, cerceadoras da liberdade individual.

NOTAS

[1] MARX e ENGELS. Manifesto do Partido Comunista. Estudos Avançados 12 (34), 1998. p.


Por Me. Cláudio Fernandes

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