Capitalismo

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Capitalismo O sistema capitalista objetiva a acumulação máxima de riquezas
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O capitalismo é o sistema socioeconômico em que os meios de produção e as mercadorias são predominantemente de propriedade privada. Seu objetivo principal é a máxima obtenção de lucro e acúmulo de riquezas.

Geralmente, as pessoas dividem o capitalismo entre burgueses, que são os proprietários desses meios produtivos (os patrões), e os proletários, que são os trabalhadores da cidade e do campo que vivem à custa de seus salários. Há também, nesse caso, aquelas pessoas que vivem à margem do capitalismo, isto é, não se encaixam nem como burgueses e nem como trabalhadores, como os pedintes, desempregados, miseráveis e outros, assim chamados de “lúmpen proletários”.

Duas das principais características básicas do capitalismo são a lei da oferta e da procura e a livre concorrência. Elas expressam, de certa forma, o papel do mercado em regular e gerir os rumos da economia.

A lei da oferta e da procura afirma que, quando a disponibilidade de um produto (oferta) é muito grande, os seus preços tendem a ser menores. Por outro lado, quando a procura é bem maior que essa disponibilidade, os preços tendem a aumentar, ou seja, se um produto é vendido em grande quantidade e ninguém deseja comprá-lo, ele deverá ficar mais barato para atrair os consumidores; da mesma forma, se um produto é muito procurado, mas não existe uma grande quantidade dele em estoque, a tendência é que ele fique mais caro, pois torna-se mais valioso.

Mas nem sempre essa lei funciona na sociedade. Um exemplo são os ovos de páscoa, que mesmo sendo vendidos em uma época em que a oferta é maior, eles ficam mais caros. Aliás, mesmo tendo a mesma composição e quantidade de uma barra de chocolate, eles tornam-se mais caros, pois neles está agregado, além do valor de seu custo, o capital simbólico, que é a valorização das mercadorias por questões culturais ou outras razões.

Já a livre concorrência é a ideia de que diferentes empresas de um mesmo ramo da economia, ao concorrerem entre si, proporcionam uma redução dos preços e a melhoria do que é oferecido, pois o consumidor optará por aqueles produtos ou serviços que oferecem a melhor qualidade pelo menor preço possível.

No entanto, essa concepção também nem sempre funciona. Existem empresas que se unem, formando cartéis, que é uma prática em que as diferentes organizações estabelecem o mesmo preço sobre o produto. Em muitos casos, isso é considerado crime, mas existem outras formas de se praticá-lo. Uma delas, muito comum, é através da fusão entre duas empresas, que é uma tendência mais recente na economia capitalista que se difundiu a partir do século XX.

Existem aqueles economistas que defendem a ideia de que são essas duas concepções acima apresentadas que devem regular os rumos da economia. São os chamados liberalistas ou neoliberais, que acreditam que a sociedade deve ser regulada pelo mercado.

Por outro lado, existem aqueles que acreditam que o Estado (o poder público) é quem, na verdade, deve controlar os rumos da economia através de reformas sociais, ações públicas e a presença de empresas estatais em alguns setores. Os que defendem essa ideia são sociais-democratas e os keynesianistas.

Após o final da Guerra Fria e com o crescimento do processo de Globalização, o sistema capitalista difundiu-se por praticamente todo o mundo, sendo o sistema político, social e econômico de quase todos os países. Em alguns lugares, como os Estados Unidos, a Europa e o Japão, ele manifesta-se de modo mais avançado, com uma tecnologia mais evoluída e sistemas estruturais mais consolidados. Em outros, como nos países subdesenvolvidos e emergentes, ele apresenta-se de maneira parcial ou, até mesmo, de forma pouco completa, com sociedades puramente rurais e pouco industrializadas.


Por Rodolfo Alves Pena
Graduado em Geografia

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