Arroto

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Arroto Fazer o bebê arrotar após a amamentação é importante, pois evita cólicas
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Eructação é o nome usado para denominar o famoso arroto. Esse fenômeno, muitas vezes considerado como uma “falta de educação”, é um acontecimento comum e, às vezes, pode indicar alguns problemas de saúde. Vamos aprender mais sobre esse assunto?

Quando nos alimentamos, alguns gases acabam entrando no sistema digestório durante o processo de mastigação. Além disso, quando tomamos refrigerantes, estamos enviando para nosso estômago grande quantidade de gás carbônico. Parte desses gases acaba sendo absorvida naturalmente pelo organismo, porém outra parte precisa ser eliminada. É aí que o arroto acontece.

O arroto ocorre através de uma regurgitação involuntária do ar que está no estômago. Em algumas ocasiões, esse gás, ao sair, causa barulho e constrangimento, caso estejamos acompanhados. O barulho é provocado pela vibração das paredes do esôfago em virtude da passagem do ar.

Muitas vezes há uma relação entre o arroto e uma doença chamada de refluxo gastroesofágico. Essa doença é caracterizada principalmente pelo retorno do conteúdo do estômago para o esôfago, o que pode incluir a comida e o suco gástrico. Outra doença relacionada com arrotos frequentes é a úlcera. Sendo assim, é importante averiguar quando eles ocorrem com frequência.

Algumas pessoas que apresentam problemas no trato digestivo acreditam que forçar a ocorrência de arrotos ajuda a aliviar o desconforto. Entretanto, forçar esse hábito acaba causando um aumento maior dos gases no sistema digestório.

Os bebês apresentam também uma grande quantidade de gases no seu estômago, isso acontece porque, ao mamar e chorar, eles acabam engolindo muito ar. O ideal é que, após a amamentação, a mãe coloque o bebê para arrotar. Isso evita que ele apresente cólicas abdominais.

Você pode diminuir o arroto com algumas atitudes simples:

- Pare de mascar chiclete;

- Retire refrigerantes e outras bebidas gaseificadas da sua alimentação;

- Mastigue bem os alimentos;

- Coma devagar;

- Não coloque grandes quantidades de comida na boca;

- Evite conversar enquanto se alimenta;

- Não fume.

Vale lembrar que parte dos gases que não foram absorvidos e que nem saíram pela boca através da eructação segue em direção ao intestino. Lá esses gases saem na forma de flatulências, o famoso “pum”. A maior parte dos gases encontrados no intestino, entretanto, não é resultado da deglutição de ar. Na sua grande maioria, esses gases são resultado da fermentação dos alimentos.


Por Vanessa dos Santos
Graduada em Biologia

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